Não. Ouvindo este disco eu ainda não acredito nem irei acreditar um dia que o Lemmy se foi. Este ano vai fazer 4 anos que o baixista e vocalista mais legal de todos os tempos foi para outro lugar com seus 70 anos de vida. Este disco não é nenhum dos live albuns oficiais. Trata-se dum show que saiu de bônus num dos discos da banda e que veio em minhas mãos como um presente dum grande brother meu. E como uma banda do calibre do Motörhead possui a dádiva de nos fazer amigos e não inimigos, ouvi com muito gosto este disquinho. O show dá a entender ser da tour do disco We are Motörhead pois já abre com a faixa título, um arregaço que não deve nada as músicas antigas. E clássicos como No class, Metropolis, Doctor rock, Ramones ( que Lemmy dedica a Joey e Dee Dee Ramone), Damage case, Going to Brazil, Killed by death, Ace of spades e Overkill que fecha este disco ao vivo. Esqueci de citar Shoot you in the back e Over the top? Desculpe-me. E quando Lemmy pergunta se há algum punk no show e tendo a resposta positiva manda a clássica God save the Queen ? Como pergunta Kelly Key numa de suas músicas: É ou não é pra chorar? Sim, é emocionante meu amigo e minha amiga. E Civil war e Sacrifice são também maravilhosas sim senhor.
Já foi dito inúmeras vezes mas é sempre ótimo lembrar: nossas vidas giram em torno deles. Você trabalha, ganha dinheiro para comprar itens desses caras. Eles são importantes em influenciarem nossas vidas de alguma forma nos incentivando a sermos pessoas melhores a cada dia. E perder Lemmy foi como perder aquele tio fanfarrão que você passa horas falando sobre rock, blues, mulheres e bebidas mas que também te lembra como isso não deve te sufocar.
E eu sempre vou lembrar de todos os meus amigos ao ouvir estes caras além de se orgulhar por ter ido ( pelo menos uma única vez) ao show de uma das melhores bandas num palco. Pessoas ditas "normais" ou presas em modismos jamais irão entender o que é ser roqueiro, de ter um artista como um ídolo de verdade. E que fique claro uma coisa: ninguém vira roqueiro da noite para o dia. Só acho.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Tadeu Franco - Cativante
Voltando a mexer no blog após um breve intervalo sem discos novos para ouvir, me aparece este que, com o perdão do trocadilho, me cativou da primeira a última faixa. E mais um exemplo de como brasileiro confunde música popular com música popularesca. Passei o ano novo em casa de parente e em casa de parente fatalmente temos que nos sujeitar a ouvir/ver certas coisas e constatar o quão pobre anda a música brasileira. O tal show da virada estava passando o show do tal Luan Santana e juro que achei uma das coisas mais deprimentes que já constatei na vida. É a famosa música ruim para gente burra. Mas você pode me julgar que eu ouço algumas coisas desta safra popularesca, ok. Porém, tenho uma linha de raciocínio em saber separar o que eu gosto e se ouço alguns artistas do mainstream foi porque realmente gostei, nada foi imposto ou me tornado "fã" porque o vizinho achou legal, por somente seguir uma moda.
Aí um amigo me presenteou com este disco. Ao chegar em casa, fui averiguar se o disco era mesmo cativante. E que disco!!!!!! A linha musical é a mpb com aquele tempero mineiro que artistas anteriores como Clube da Esquina, Milton Nascimento, Beto Guedes entre outros injetaram em nossa música tornando-a muito mais rica e pensante. Produzido pelo citado Milton, aqui temos colaborações de Lô Borges, Milton Nascimento, Cláudio Venturini entre outros pilares musicais do cenário. Lançado em 83, o disco possui aquele ar maravilhoso de Beto Guedes com algo de Ivan Lins e até do Guilherme Arantes em seus momentos mais pops. Imitação? De forma alguma!!!!!
Tadeu põe seu estilo pessoal em temas belíssimos como Nenhum mistério, Gente que vem de Lisboa, Canto de uma terra, Nós dois além da faixa título. Ainda nas 10 faixas consta uma belíssima composição de Caetano Veloso em Aonde eu nasci passa um rio que Tadeu o faz de forma sublime e garanto que se tal tema fosse cantado pelo compositor original não teria ficado tão bom quanto. Este disco é daqueles para se ouvir em momentos aonde a tranquilidade e a harmonia devem imperar.
Fechando com Coração civil, Cativante é um daqueles álbuns cuja a obrigatoriedade deve ser mantida. Mas não ouça este disco comparando com os medalhões citados. Ouça tendo em vista um baita cantor com um belíssimo repertório. E aí? Vai continuar ouvindo porcaria ou vai abrir a mente para algo bacana e deixar de ser mais um neste grupo de burros?
Aí um amigo me presenteou com este disco. Ao chegar em casa, fui averiguar se o disco era mesmo cativante. E que disco!!!!!! A linha musical é a mpb com aquele tempero mineiro que artistas anteriores como Clube da Esquina, Milton Nascimento, Beto Guedes entre outros injetaram em nossa música tornando-a muito mais rica e pensante. Produzido pelo citado Milton, aqui temos colaborações de Lô Borges, Milton Nascimento, Cláudio Venturini entre outros pilares musicais do cenário. Lançado em 83, o disco possui aquele ar maravilhoso de Beto Guedes com algo de Ivan Lins e até do Guilherme Arantes em seus momentos mais pops. Imitação? De forma alguma!!!!!
Tadeu põe seu estilo pessoal em temas belíssimos como Nenhum mistério, Gente que vem de Lisboa, Canto de uma terra, Nós dois além da faixa título. Ainda nas 10 faixas consta uma belíssima composição de Caetano Veloso em Aonde eu nasci passa um rio que Tadeu o faz de forma sublime e garanto que se tal tema fosse cantado pelo compositor original não teria ficado tão bom quanto. Este disco é daqueles para se ouvir em momentos aonde a tranquilidade e a harmonia devem imperar.
Fechando com Coração civil, Cativante é um daqueles álbuns cuja a obrigatoriedade deve ser mantida. Mas não ouça este disco comparando com os medalhões citados. Ouça tendo em vista um baita cantor com um belíssimo repertório. E aí? Vai continuar ouvindo porcaria ou vai abrir a mente para algo bacana e deixar de ser mais um neste grupo de burros?
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Tosco - Revanche
Enfim chegou em minhas mãos mais um ótimo disco lançado por aqui. Não iremos entrar em questões de ouvir bandas nacionais ou gringas, a questão é o quão bom pode ser um artista independente de região ou país. E o Tosco não precisa desse tipo de discurso pró banda nacional pois a garra aqui emitida a todos fala muito mais alto. Neste ótimo álbum de estréia a banda simplesmente arregaçou numa fusão fantástica aonde o thrash metal une forças ao hardcore e porque não uma dose punk e gera um dos discos mais legais que já escutei em tempos. Formado por um super elenco, Revanche fala a nossa língua transmitindo uma mensagem direta e reta, sem frescuras ou aparos. Osvaldo Fernandez aqui é o vocalista, letrista e porta voz da contestação feita de forma forte mas com embasamento necessário. O cara está aí na cena há um bom tempo e já passou por outras bandas bem legais da região como o One Broken Finger e o Repulsão Explícita e não seria diferente sua atitude aqui. Ricardo Lima é o guitarrista e um ' riffeiro' de mão cheia e inspiração elevada a potência máxima. A guitarra é pesada, densa e mostra para muitos o que é fazer um riff. E não precisamos citar que este moço toca no Chemical Disaster além de passagens no já citado Repulsão e Vetor, entre outros projetos. O baixista Anderson Cesarini faz bem a cozinha com um som de baixo bem ao estilo Rex Brown ( Pantera) no sentido de não deixar o som vazio pelo fato de ter somente uma guitarra cuja prova foi no show que assisti no Dakota, muito foda. E lógico Paulo Mariz, baterista e um dos caras mais competentes no instrumento. Tendo passagens em bandas como Infector, Killmister, Sacred Curse além do excelente projeto Cosmic Games com seu irmão em cada projeto temos um puta batera.
E com um time desses o que nos resta? Nos resta esquecermos um pouco os problemas e refletirmos o quão de bom fazemos na sociedade. Nos 10 sons próprios, temos já alguns clássicos e uma delas já nasceu assim no momento em que ouvi: Cala a boca Globo. Quem nunca quis mandar a Globo calar a boca? Detentora de uma das emissoras mais populistas do universo, esta emissora possui um sistema sujo, canalha e a fácil manipulação duma sociedade cada vez mais emburrecida. Mas, além da letra de cunho importantíssimo, temos um som pesado e enérgico. Outra sonzera de muito respeito é Amigo seu cuja letra relata a dor da perda de algum amigo seu. Não importa de que jeito seu amigo se foi. Esta vida, este sistema sufocante do qual fazemos parte não é fácil viver e muitas vezes nosso cérebro nos faz praticar atos dos quais outras pessoas jamais entenderão mas que acaba sendo o único meio da pessoa se libertar da dor que está sentindo. Pensei aqui em alguns nomes que nos deixaram. É como dizia o Chorão numa letras de sua banda " não deixe o mar te engolir". Ele e tantos outros se deixaram serem engolidos pelo mar e agora são lembranças e saudades imensas.
Outra que se destaca é O Trump quer que se foda que vale a pena escutar o peso emanado aqui além da letra mais do que direta. A faixa que gerou o primeiro clip da banda, Cenário de chacina, é outra pedrada certeira e uma atuação vocal de tirar o fôlego além do instrumental afiado. Soberba, Temos o que Temer, DNA, Mercadores da morte, Sinceridade agressiva e Saúde falida completam o track list que ainda contém um ótimo cover do Sacred Reich de bônus.
E o resultado desse trabalho já é sentido. Os caras recentemente tocaram com o Attômica e se preparam para a abertura no show do CJ Ramone aqui em Santos. E neste intervalo ainda rendeu a participação da banda no programa Pegadas de Andreas Kisser, programa do guitarrista do Sepultura com seu filho Yohan na 89 fm e no programa virtual de Paulinho Heavy no you tube. E dependendo da garra desses caras além de Revanche, muitas coisas ainda irão acontecer com o Tosco.
Parabéns a este disco belíssimo e que o Tosco produza muito mais pois precisamos de cultura. Aqui não é possuído um lado e sim um comprometimento para com todos os seres pensantes deste planeta. Agora que seria maravilhoso ver o Tosco tocando Cala a boca Globo no programa da Fátima Bernardes com direito a cara de "embaraço" da linda apresentadora assim como os convidados globais ah isso eu pagaria para ver e rir muito. Que tal?
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| Paulo Mariz, Ricardo Lima, Osvaldo Fernandez e Anderson Casarini |
Outra que se destaca é O Trump quer que se foda que vale a pena escutar o peso emanado aqui além da letra mais do que direta. A faixa que gerou o primeiro clip da banda, Cenário de chacina, é outra pedrada certeira e uma atuação vocal de tirar o fôlego além do instrumental afiado. Soberba, Temos o que Temer, DNA, Mercadores da morte, Sinceridade agressiva e Saúde falida completam o track list que ainda contém um ótimo cover do Sacred Reich de bônus.
E o resultado desse trabalho já é sentido. Os caras recentemente tocaram com o Attômica e se preparam para a abertura no show do CJ Ramone aqui em Santos. E neste intervalo ainda rendeu a participação da banda no programa Pegadas de Andreas Kisser, programa do guitarrista do Sepultura com seu filho Yohan na 89 fm e no programa virtual de Paulinho Heavy no you tube. E dependendo da garra desses caras além de Revanche, muitas coisas ainda irão acontecer com o Tosco.
Parabéns a este disco belíssimo e que o Tosco produza muito mais pois precisamos de cultura. Aqui não é possuído um lado e sim um comprometimento para com todos os seres pensantes deste planeta. Agora que seria maravilhoso ver o Tosco tocando Cala a boca Globo no programa da Fátima Bernardes com direito a cara de "embaraço" da linda apresentadora assim como os convidados globais ah isso eu pagaria para ver e rir muito. Que tal?
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
Porco Preto, Age nor Defields, Sanguinolência, Maldita Ambição e Hierarchical Punishment - Full rise música e arte - 19/10/2018
Ia escrever esta resenha só a noite mas minha empolgação veio e sim, o texto sairá agora mesmo. Num tempo em que pessoas escolhem artistas por ideologias políticas este evento foi um verdadeiro exemplo de que, quando a guitarra fala mais alto, o rock e a arte ficam bem melhores. Sim, ambos os lados estão chatos demais. E sim, ambos os lados estão estragando. Ao mesmo tempo que aquele seu amigo esquerda não para de postar coisas contra o Bolsonaro, aquele seu amigo que defende a direita enche os culhões falando do Andrade. O cúmulo desta ignorância foi a recente entrevista feita pelos integrantes do Ratos de Porão, aonde deram suas opiniões acerca do que está ocorrendo e alguns fãs pró Bolsonaro simplesmente achincalharam a banda com comentários típicos dum fanático de qualquer seita como se o cara que ouve Ratos não sabe que eles tiveram opiniões muito diretas acerca de política. Eu não vou parar de ouvir porque eles falaram mal do Bolsonaro que será o meu escolhido. Assim como não deixarei de falar com amigos meus pela decisão de ambos em votarem no Andrade. E já aceito doações de alguns discos do Pink Floyd com o Roger Waters devido ao posicionamento político do ex integrante. Caso você esteja lendo esta resenha e tenha ficado bem puto com o Roger, pode me doar agora mesmo a sua edição de luxo do The Wall que eu irei aceitar de coração aberto para este e outros discos. Quem tem partido de estimação meus pêsames. Uma prova de que não possuo partido foi ter votado 2 vezes na Dilma e, se a Manuela D´ Ávila tivesse se candidatado meu voto seria nela. Pronto, me condenem por isso.....
Voltando ao evento, fomos a Praia Grande afim de presenciar uma noite com bandas fantásticas e muito do que presenciei nesta noite foi muito válido para constatar mais uma vez o quão ótimas são nossas preciosidades aqui na baixada. Feito pela Full Rise - Música e Arte, o evento teve 5 bandas e muito som bom rolando durante a noite. Fora isso, os amigos que fazem brilhar cada vez mais com conversas de muita importância a julgar do que falam que somos só fãs de "barulho". Bebida barata, ótimo rango e uma ótima receptividade foi o que presenciei, coisas que só o underground nos mostra.
Infelizmente por conta de horário acabei perdendo a apresentação do Porco Preto, sendo assim minha noite foi aberta pelo Age Nor Defields que repetiu o ótimo show que fizeram no Dakota. Parabéns a esta nova geração de bandas que estão sabendo muito bem fazer um som pesado e sem a menor frescura.
Terminado o show do AND a sequência foi dada com os caras do Sanguinolência, banda que anteriormente era o SummerSaco. A mudança de nome se deu pelo fato do som da banda ter mudado, ficando algo mais a ver com o nome atual. E meu amigo..... Caso alguém queira cometer um atentado sonoro e fazer aqueles trios elétricos no carnaval virarem meros sons de brinquedo, chame esta banda. O som atual de Itzac ( guitar/vocal), Carlinhos ( baixo) e Fabricio ( bateria) seria uma fusão de black metal com grindcore. Numa referência mais próxima, seria um cruzamento do Darkthrone com o Disrupt além duma pitada de Napalm Death da fase Scum para dar aquela temperada. Prestes a lançarem o disco, os caras deram uma aula de como se tocar rápido e ser preciso sem atropelar o som. Infelizmente por problemas de trabalho, o baixista Carlinhos não pode comparecer já que o mesmo é técnico de som e estava no México acompanhando as meninas da Nervosa. Coube a Itzac e Fabricio fazerem as honras e mandarem uma sequência avassaladora de tirar o fôlego. Temas lindos e carinhosos como Peste bubônica. Dia de fúria, Puro ódio, Cesta básica, Em busca da luz, Amor nem de mãe ou Maldita inclusão digital são ótimos exemplos contestadores que a grande massa vê como sendo somente algo barulhento e inacessível. Sim, o som é indigesto a ouvidos mais frescos mas fiquem sabendo que para tocar este tipo de música é necessário saber tocar. Puta show e Itzac mostra que é um insano ao vivo, um cara que vive aquilo que toca e canta sem frescuras ou polimentos.
Na sequência tive a honra de conhecer também o som maravilhoso do trio Maldita Ambição, banda esta que se prepara para lançar o disco Guerra Civil e fez uma apresentação enérgica, punk e com letras fortes e de impacto. Tiago ( guitarra/vocal), Allan ( baixo) e Miller ( bateria) simplesmente detonaram um puta repertório que contou com uma canja do já citado Itzac num momento destruidor. Vale lembrar que o disco dos caras sairá aqui pela Bagaça Records, selo de Luiz Carlos Louzada, além de parcerias com outros selos.
E finalizando a noite tivemos os já veteranos do Hierarchical Punishment, banda esta que dispensa qualquer apresentação. Muito bom este momento dos caras que estão prestes a lançar disco novo e que vem se apresentando de forma frequente. E seria o contrário? Com uma apresentação que sempre se destaca de forma impecável, é normal ser chamado sempre para mais uma apresentação. E a formação instabilizada ajuda pois com os atuais músicos juntamente com os mais antigos deram uma junção sônica brilhante e forte para manter esta máquina demolidora por um bom tempo na ativa. Com um set já conhecido da galera, os santistas estão afiados e com um fôlego de dar aula e inveja. Run, The Choice, Hungry industries, o já antológico cover do Extreme Noise Terror entre outras só comprovam que ninguém segura estes caras.
Enfim, foi mais uma daquelas noites que dificilmente irá sair da minha mente. A arte é a forma mais sincera e expressiva sendo a liberdade de expressão um dos itens mais importantes para fazer todo artistas continuar andando. Sem mais.
Voltando ao evento, fomos a Praia Grande afim de presenciar uma noite com bandas fantásticas e muito do que presenciei nesta noite foi muito válido para constatar mais uma vez o quão ótimas são nossas preciosidades aqui na baixada. Feito pela Full Rise - Música e Arte, o evento teve 5 bandas e muito som bom rolando durante a noite. Fora isso, os amigos que fazem brilhar cada vez mais com conversas de muita importância a julgar do que falam que somos só fãs de "barulho". Bebida barata, ótimo rango e uma ótima receptividade foi o que presenciei, coisas que só o underground nos mostra.
Infelizmente por conta de horário acabei perdendo a apresentação do Porco Preto, sendo assim minha noite foi aberta pelo Age Nor Defields que repetiu o ótimo show que fizeram no Dakota. Parabéns a esta nova geração de bandas que estão sabendo muito bem fazer um som pesado e sem a menor frescura.
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| Sanguinolência |
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| Maldita Ambição com canja de Itzac |
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| Hierarchical Punishment |
Enfim, foi mais uma daquelas noites que dificilmente irá sair da minha mente. A arte é a forma mais sincera e expressiva sendo a liberdade de expressão um dos itens mais importantes para fazer todo artistas continuar andando. Sem mais.
segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Nirvana - Unplugged in New York
Seguia o ano de 1994. O Nirvana já na condição de maior expoente do rock noventista estava naqueles dias difíceis. Era bem verdade que Kurt Cobain já manifestava suas tendências suicidas e seu contato com os remanescentes Krist Novoselic ( baixo) e Dave Grohl ( bateria) estava cada vez mais distante. Muitos culparam seu relacionamento com Courtney Love ( Hole) mas a verdade é que Kurt já nasceu assim. Ele cresceu junto com esta vontade louca de cair fora daqui do mundo o quanto antes mas ainda conseguiu virar uma lenda antes de ser uma estrela no céu.
Quando proposto este acústico, o Nirvana optou por realizar algo inusual aonde as guitarras distorcidas foram deixadas no descanso e uma das regras impostas foi que não precisariam tocar Smells like a teen spirit já que seria praticamente impossível tocá-la em tal formato. Deve ter sido um alívio a Kurt pois o mesmo manifestou inúmeras vezes a sua falta de vontade em tocar uma música que, apesar de clássica, o fez famoso. A verdade é que a fama fez mal a ele. Analisando a história, Kurt e seu cérebro aceitaram muito mau a explosão e a condição de messias do rock grunge, o líder duma geração.
Voltando a gravação, o disco acaba sendo uma carta de despedida musicada em 14 versões próprias e alguns covers brilhantes como Jesus doesn´t want me for a sunbeam ( Vaselines) e The man who sold the world ( Bowie) aonde Kurt praticamente estava dizendo as pessoas " galera, foi legal estar com vocês". Já temas como About a girl, Come as you are, Pennyroyal tea, Dumb, Polly, On a plain, All apologies além de Plateau, Oh me, Lake of fire e o grand finale com Where did you sleep last night ( nessa você sente que Kurt está literalmente pondo pra fora toda a frustração pessoal) acabaram sendo abrilhantadas no formato banco e violão e mesmo sendo conhecidas no repertório, a galera ficou meio hipnotizada e até sem entender como uma banda até então barulhenta conseguiu se sair emotiva e com a mesma garra no modo acústico. Quem esteve nesta noite viu um Nirvana se despedindo já que como disse antes, o relacionamento com os demais estava entre o distanciamento e a ausência.
Analisando toda esta história após todos esses anos, era notório que Kurt queria fazer algo mais calmo e que a banda ia acabar com o tempo como aconteceu com os Beatles, ou seja, sem anúncio oficial ou turnê de despedida.
Mas o que fica aqui neste registro é sim uma época que ficou e sempre ficará em minha vida para sempre. Não me sinto mais ou menos jovem. Apenas ouço com a memória afetiva ligada junto e acabei relembrando aquele começo de década quando, ao ouvir Nirvana pela primeira vez, me senti parte duma geração que nascia para ser eterna, sendo a última grande explosão do rock.
Aos amigos que não gostam de Nirvana ou que acham Kurt o " responsável" pela "morte" do hard rock e do heavy metal faça ao contrário: agradeça sua existência pois foi graças a ele e outros que me tornei um roqueiro, mesmo curtindo outras vertentes musicais. Respeito cada um de vocês mas a verdade é que esta banda foi e ainda é importante para mim como roqueiro e ser humano.
Quando proposto este acústico, o Nirvana optou por realizar algo inusual aonde as guitarras distorcidas foram deixadas no descanso e uma das regras impostas foi que não precisariam tocar Smells like a teen spirit já que seria praticamente impossível tocá-la em tal formato. Deve ter sido um alívio a Kurt pois o mesmo manifestou inúmeras vezes a sua falta de vontade em tocar uma música que, apesar de clássica, o fez famoso. A verdade é que a fama fez mal a ele. Analisando a história, Kurt e seu cérebro aceitaram muito mau a explosão e a condição de messias do rock grunge, o líder duma geração.
Voltando a gravação, o disco acaba sendo uma carta de despedida musicada em 14 versões próprias e alguns covers brilhantes como Jesus doesn´t want me for a sunbeam ( Vaselines) e The man who sold the world ( Bowie) aonde Kurt praticamente estava dizendo as pessoas " galera, foi legal estar com vocês". Já temas como About a girl, Come as you are, Pennyroyal tea, Dumb, Polly, On a plain, All apologies além de Plateau, Oh me, Lake of fire e o grand finale com Where did you sleep last night ( nessa você sente que Kurt está literalmente pondo pra fora toda a frustração pessoal) acabaram sendo abrilhantadas no formato banco e violão e mesmo sendo conhecidas no repertório, a galera ficou meio hipnotizada e até sem entender como uma banda até então barulhenta conseguiu se sair emotiva e com a mesma garra no modo acústico. Quem esteve nesta noite viu um Nirvana se despedindo já que como disse antes, o relacionamento com os demais estava entre o distanciamento e a ausência.
Analisando toda esta história após todos esses anos, era notório que Kurt queria fazer algo mais calmo e que a banda ia acabar com o tempo como aconteceu com os Beatles, ou seja, sem anúncio oficial ou turnê de despedida.
Mas o que fica aqui neste registro é sim uma época que ficou e sempre ficará em minha vida para sempre. Não me sinto mais ou menos jovem. Apenas ouço com a memória afetiva ligada junto e acabei relembrando aquele começo de década quando, ao ouvir Nirvana pela primeira vez, me senti parte duma geração que nascia para ser eterna, sendo a última grande explosão do rock.
Aos amigos que não gostam de Nirvana ou que acham Kurt o " responsável" pela "morte" do hard rock e do heavy metal faça ao contrário: agradeça sua existência pois foi graças a ele e outros que me tornei um roqueiro, mesmo curtindo outras vertentes musicais. Respeito cada um de vocês mas a verdade é que esta banda foi e ainda é importante para mim como roqueiro e ser humano.
Ramones - Ramones Mania
Voltando as resenhas, uma banda que nem precisa mais falar nada sobre. O que devemos dizer acerca de uma das bandas mais significantes em nossas vidas? Mas nunca podemos nos esquecer dos que nos alegra cujo legado foi e sempre será importante para quem curte rock em geral. Porque o legado dos Ramones não deve possuir rótulos nem discussões sobre o que é ou não é. Cada faixa aqui fala mais alto do que qualquer disputa para ver quem conhece mais ou mesmos. Isso não importa. Para ouvir rock ou música em geral não precisamos de ter o tapete vermelho nem ser o tal. Quando meus amigos vem falar que acompanham meu blog e que parabenizam pelo que estou fazendo, fico feliz sim mas ao mesmo tempo com os pés no chão digo a eles que eu apenas gosto de falar do que me agrada. Se está sendo apreciado ótimo. Quem acha meu blog uma porcaria ótimo também já que, historicamente falando, ninguém é 100% aceito em tudo que faz.
Voltando ao Ramones, esta coletânea traz o que o Ramones fez em seus primeiros discos e em 30 canções urgentes, inteligentes e completamente atuais, o quarteto transmite aos ouvintes a forma mais simples e singela para cativar em músicas atemporais como I wanna be sedated, Teenage lobotomy, Do you remember rock n´roll radio?, Sheena is a punk rocker, I wanna live, Blitzkrieg bop, Rockaway beach, We´re a happy family, Commando, Psycho therapy, Needles & pin, Howling at the moon ( sha-la-la), We want the airwaves, Chinese rock, The KKKtook my baby away, Rock n´roll high school entre outras pérolas punk, hardcore, metal, pop, não importa. Os Ramones foram tudo isso mas acima de tudo foram uma banda cuja importância faz um mero rótulo inexistir.
O que existe aqui é a música maravilhosa, aquele efeito mágico de se ouvir algo que te emociona de verdade. Longa vida aos Ramones!!!!!!!!
Voltando ao Ramones, esta coletânea traz o que o Ramones fez em seus primeiros discos e em 30 canções urgentes, inteligentes e completamente atuais, o quarteto transmite aos ouvintes a forma mais simples e singela para cativar em músicas atemporais como I wanna be sedated, Teenage lobotomy, Do you remember rock n´roll radio?, Sheena is a punk rocker, I wanna live, Blitzkrieg bop, Rockaway beach, We´re a happy family, Commando, Psycho therapy, Needles & pin, Howling at the moon ( sha-la-la), We want the airwaves, Chinese rock, The KKKtook my baby away, Rock n´roll high school entre outras pérolas punk, hardcore, metal, pop, não importa. Os Ramones foram tudo isso mas acima de tudo foram uma banda cuja importância faz um mero rótulo inexistir.
O que existe aqui é a música maravilhosa, aquele efeito mágico de se ouvir algo que te emociona de verdade. Longa vida aos Ramones!!!!!!!!
segunda-feira, 17 de setembro de 2018
Odair José - 20 super sucessos dum cara que tinha ( e tem) muito a oferecer.
Hoje ao passar na Renault meu amigo e grande pessoa chamada Mauro Pinheiro Cruz me presenteou com este disco. Uma coletânea contendo 20 músicas do tal "brega" Odair José. Se eu estivesse com 17 anos, quando o máximo de meu ecletismo admitia Madonna e outros pops internacionais, eu teria recusado com todas as forças tal presente. Para um cara que queria ouvir só Nirvana, Guns n´Roses, Metallica, Sepultura, Ratos de Porão entre outros, seria um verdadeiro ato suicida ouvir um disco do Odair José. Mas o tempo passa e passa também o radicalismo que temos dentro de nós. E a vontade de sempre descobrir algo até então intocável acaba vencendo a barreira do preconceito musical que teríamos quando mais novos. E este cara me cativou da primeira a última faixa deste cd. E o que eu ouvi não foi nada brega ou mesmo fora de linha. É certo que o som soa meio datado em determinados momentos mas acaba sendo bem pouco pois o que escutei foi uma música de qualidade, verdadeiramente popular porém sem descambar para a baixaria ou mesmo que soe rala. O mais engraçado de tudo é que o Roberto Carlos na jovem guarda fazia a mesma coisa e foi taxado de Rei. Claro que Roberto possui muita coisa excelente desta época mas ouvindo o Odair José, percebe-se uma certa dose de preconceito ao julgar o som do cara. Talvez por não ser tão descolado ou mesmo por sua voz com aquela veia popular demais para os então jovens que estavam dançando ao som da Jovem Guarda, Beatles, Elvis entre outros artistas atuais para a época. É certo que suas músicas lembram aquela ida ao boteco aonde na jukebox acaba rolando faixas como Vou tirar você desse lugar, Você nasceu prá mim, É imenso o meu amor por você entre as outras maravilhas constadas aqui. Tire esse estigma de "música de empregada" quando falar de Odair pois o cara possuía uma qualidade absurda. Ouvindo atentamente percebi sim um instrumental refinado como mostra a faixa Sua cartinha ou mesmo em Se eu tivesse você.
Ao terminar de ouvir o disco, pude comprovar o quão legal foi ouvi-lo e para os que acham ser "música de velho" ou mesmo as pessoas que ainda insistem com o argumento de " você é roqueiro e ouve isso"um conselho: sim, sou roqueiro, não irei renegar de onde vim e continuo sendo. Mas ser roqueiro não é empecilho para curtir algo fora do ambiente rocker. Quem pensa assim não sabe o que perde sendo mente fechada. Uma das regras do rock é a liberdade. Sendo assim, impor que não posso ouvir Slayer e Odair José chama-se proibição.... ou censura? Posso sim ser roqueiro e ouvir outros estilos musicais até porque a música é muito ampla para ficar num só seguimento. Para encerrar, de acordo com o relato do mesmo Mauro, houve um episódio clássico do cantor: um repórter, ao questioná-lo por ser um cantor brega, levou uma resposta de Odair: " você acha que eu sou brega? vou me achar brega no dia que gente como Paul McCartney ou Neil Young dizerem que eu sou brega." Preciso dizer mais algo? Antes ouvir Odair José do que entupir meu ouvido com sertanejo universiotário, o axé pegador ou mesmo o funk surubento. Obrigado Mauro!!!!!!!!!
Ao terminar de ouvir o disco, pude comprovar o quão legal foi ouvi-lo e para os que acham ser "música de velho" ou mesmo as pessoas que ainda insistem com o argumento de " você é roqueiro e ouve isso"um conselho: sim, sou roqueiro, não irei renegar de onde vim e continuo sendo. Mas ser roqueiro não é empecilho para curtir algo fora do ambiente rocker. Quem pensa assim não sabe o que perde sendo mente fechada. Uma das regras do rock é a liberdade. Sendo assim, impor que não posso ouvir Slayer e Odair José chama-se proibição.... ou censura? Posso sim ser roqueiro e ouvir outros estilos musicais até porque a música é muito ampla para ficar num só seguimento. Para encerrar, de acordo com o relato do mesmo Mauro, houve um episódio clássico do cantor: um repórter, ao questioná-lo por ser um cantor brega, levou uma resposta de Odair: " você acha que eu sou brega? vou me achar brega no dia que gente como Paul McCartney ou Neil Young dizerem que eu sou brega." Preciso dizer mais algo? Antes ouvir Odair José do que entupir meu ouvido com sertanejo universiotário, o axé pegador ou mesmo o funk surubento. Obrigado Mauro!!!!!!!!!
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