segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Master - idem

Clássicos sempre serão clássicos. Seja do rock setentista, passando pelo heavy metal tradicional e indo para áreas mais extremas, inúmeros exemplos de discos que marcaram uma geração e mostraram o que o rock poderia produzir. E em 1989, um disco meio que manteve seu estilo mais brutal de se fazer metal o mais forte possível. O Master, cujo mentor Paul Speckmann vinha com esta pérola brutal e sim, fazia jus a outros clássicos lançados como Scream Bloody Gore, Seven Churches, entre outros. Ao meu ver Death, Possessed e Master foram grandes responsáveis por alguns outros garotos quererem montar suas respectivas bandas de metal da morte. Lógico que outros nomes devem ser enaltecidos como Massacre, Cannibal Corpse, Deicide mas a trinca citada acima é impecável e o Master neste disco deu uma aula de como tocar pesado, rápido e com atitude.
Em 11 faixas, temos faixas espetaculares e marcantes como Pledge of Allegiance, Unknown soldier, Pay to die, Funeral bitch, Master e Terrorizer cuja aula de riffs pesados aliados aos vocais desgraçados de Paul cria sim uma sincronia macabra cuja trilha sonora serve para avaliarmos como anda o mundo de hoje e mostra que tais letras não mudaram em nada não soando ultrapassadas em nenhum momento.
Mas enquanto isso tudo não vai para os ares, vamos divertir ouvindo discos tão emblemáticos quanto este. Para quem gosta e quer entender o estilo que curte atualmente e para os que tinham este ouro em lp, tem a chance de ter agora em cd. Death metal em seu estado mais bruto e insano. Old school até os ossos!!!!!!!!!
Eu e a lenda Paul Speckmann

Minds that rock - Brazilian heavy music compilation - vários.

Compilações de bandas é sempre legal. Sim, ter acesso a vários talentos nacionais e internacionais pode ser uma ótima alternativa para quem não quer ficar ouvindo sempre a mesma coisa e no mundo do som que não toca em rádio ou televisão, a cena musical está bem rica e esta coletânea é um ótimo caminho para ouvir coisas legais. Aqui temos 17 bandas, cada uma com estilo e sim, temos os destaques. Algumas bandas já iniciaram sendo minhas queridas como o Bloody, Cerberus Attack, Chafun Di Formio, Encéfalo, Maverick, além do impressionante Yekun. Aqui consta também o Vetor, que recentemente encerrou atividades e aparece com uma faixa aqui.
Além dessas, o Endrah também torna-se um belo destaque devido a pegada brutal que executa seu som, muito foda, e também o Losna acaba sendo bem agradável de se ouvir.
Aqui também há espaço para algo mais calmo dentro do metal como mostra o As Dramatic Homage e o bem legal Darkship. Ok, há algumas escorregadas como mostra o Elizabethan Walpurga com um heavy com vocal black e o tal do Pato Junkie, este último praticante dum som que se mostra até engajado nas letras mas sonoramente não me convenceu. O Sacrificed, pela faixa contida não me empolgou mas quem sabe em outras audições possa me fazer gostar mais de sua participação. Agora, duas bandas aqui eu tenho que destacar como sendo as melhores disparado: Maverick e Gestos Grosseiros. A primeira faz um metal pesado e bem cadenciado. Já a segunda é uma pancadaria infernal e me fez curtir mais e mais sua faixa aqui. É a minha revelação desde já!!!!!!!!
No mais, pode adquirir sem medo pois há diversidade e mostra que o rock nacional possui força e competência para gerar inúmeros frutos. E outra coisa: a embalagem é coisa fina, em digipack e com capinha para armazenar o disquinho. Parabéns aos envolvidos!!!!!!!


Outlaw, Psychotic Mysanthropy e Chemical Disaster - Caveira Rock bar - 12/11/2017

Em mais uma ida a São Paulo, fui conferir este festival com 3 bandas que mostraram num palco que o lance é tocar, sem ter em vista se irá ter muito ou pouco público pois uma das coisas que todos temos em mente é que nunca foi e nunca será fácil fazer metal no país cada vez mais massificado por acéfalos cuja proposta de viver é tão nula e seu apego por música se resume em ouvir o que o sistema enfia goela abaixo dos tantos imbecis. Mas o metal extremo não pode ficar chorando pelos cantos achando que um dia teremos um festival assim em pleno Morumbi lotado. Seja aqui ou lá fora, o metal pesado é e sempre será algo marginal e de difícil acesso até para quem curte outras vertentes do metal ou do rock. E quem faz som por meios do underground tem que ter em vista uma coisa: ou sai de casa para tocar ou fica eternamente ensaiando sem nenhuma resposta.
E o Caveira rock bar, mesmo com as dificuldades de se manter um pico underground, sobrevive numa selva cada vez mais difícil de ter uma luz no fim deste túnel. Mas a casa consegue comportar banda e público de forma bem caseira, acolhedora aonde todos se sentem muito bem como se tivesse numa daquelas reuniões de amigos em casa. Sempre tratando a todos com muita educação e atenção, estes caras merecem uma salva de palmas por manter o espírito do rock pesado vivo.
Chegando ao local, uma baixa: a banda Dark Tower, uma das atrações, não poderia tocar devido a problemas em seu deslocamento e não estariam a tempo de tocar. Sendo assim, coube ao excelente Outlaw abrir o domingo com um black metal muito bem tocado, sendo uma grande surpresa para este que vos digita. Com uma pegada de bandas como Dissection, o quarteto mandou muito bem e tocou alguns sons que estarão em seu disco que será lançado em breve. Foi impressionante ver a atuação de todos!!!! Guitarras muito bem timbradas além duma cozinha eficiente e um vocal agressivo porém bem dosado. Mais uma amostra de como o black metal está mais forte do que nunca por aqui, demais!!!!!
Na sequência vieram os santistas do Psychotic Mysanthropy em mais uma grande apresentação, mostrando que talento e vivência na estrada podem lapidar uma banda formada por novos e veteranos músicos juntos para detonarem um death metal old school  com pitadas da atualidade, o que eu acho muito bacana. Os guitarristas Pedro e Marcelo possuem um ótimo timbre, pesado e com ótimas melodias numa sincronia absurda. O baixista Jason vem se tornando um dos melhores no instrumento, o cara tocando é um monstro. E faz cozinha com o veterano Jair, este um baterista de altíssima qualidade e que consegue tocar lento e rápido sem erros, muito bacana. E a vocalista Mirella trouxe um vigor extra no som pois possui um vocal forte, uma fusão entre o gritado e o gutural que faria muito marmanjo ficar com medo. A mina simplesmente apavora encima do palco!!!!!!! Que mais oportunidades apareçam para estes talentos únicos da baixada.
E fechando a noite os veteranos do Chemical Disaster e seus 27 anos de dedicação ao death metal iniciados nos anos 90 e que lançou um clássico do estilo no Brasil chamado Resurrection que merecia uma edição relançada pela Cogumelo. Mas dizeres a parte, o que presenciei foi mais uma aula de metal comandada pelo eterno batalhador Luiz Carlos Louzada além de seus companheiros Fernando Nonath e Ricardo Lima nas guitarras e a cozinha sempre eficiente de Carlos Diaz no baixo e Juca Lopes na bateria. Em 16 faixas, os caras foram tocando música por música sem muito falatório e dá-lhe riffs e sons inigualáveis do death metal nacional como Soul sick, uma porrada sensacional. E lógico que ainda não faltou a eterna Sexual Maniac além do cover de Black metal do Venom. Como disse um amigo meu: falar bem de um show do Chemical é chover no molhado pois sempre será jogo ganho e fechou mais uma ótima noite de metal, amigos e risadas. Abaixo as fotos do evento:














Na sequência: Outlaw, Psychotic Misanthropy e Chemical Disaster.



sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Lou Reed - New York

Recomendações sempre são bem vindas. Fui recomendado a dar uma chance para este disco e para esta artista. É verdade que Lou Reed nunca despertou minha vontade ou curiosidade em ouvir algo dele. Um cara difícil de se lidar. Gênio indomável. Mas ainda assim, um cara que fez o que quis em seu tempo artístico. Para o bem ou para o mal, ele sempre estará na história musical e nunca será apagado. Ouvindo este álbum lançado em 89, o que esperava de um disco dele seria algo chato, burocrático e de difícil degustação. Eis que minha língua foi queimada pois o que ouvi foi um disco de rock n´roll honesto cujo instrumental bem tocado faz de base para Lou cantar a seu jeito. Na verdade, cantar não seria propriamente o certo mas aqui o cara faz aquela vocalização aonde ele está quase lendo a letra. E não é que a junção desta "leitura" com o instrumental torna mais atraente a audição sem enjoar? Não, não está lendo coisas. O disco do Lou Reed passou no teste e foi muito bacana ouvir faixas como Romeu had Juliette, Halloween parade, Dirty BLVD, Endless Circle, Sick of you ou mesmo Strayman. No geral o disco empolga e dá aquele ar de som de bar sujo no meio do centro de Santos aonde a qualquer momento pode ocorrer alguma briga. Logicamente que ouvir em festa talvez não seja uma boa. O melhor lugar para se ouvir este disco é sozinho, lendo um livro enquanto se delicia com a poesia e música dum cara que nunca teve muita papa na língua. Este disco me despertou a vontade de ouvir mais coisas dele mas posso me deparar com alguma coisa chata. Mas até que me prove ao contrário, este New York é um baita disco de rock direto. Diversão garantida!!!!!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Yes - Tormato

Antes de ir a faculdade, uma resenha de algo bacana é e sempre muito bem vinda. E aqui tenho em mãos mais um disco desta que é a banda mais completa de rock progressivo, pelo menos em minha opinião. Sempre digo que, o Genesis com Peter Gabriel é a minha banda de progressivo favorita mas não podemos deixar de falar sobre rock progressivo sem mencionar o nome do Yes no pacote. E aqui temos músicos acima de qualquer suspeita, completos e que sempre fizeram de tudo para levar o melhor material aos fãs ardorosos. Este disco foi lançado após o excelente Going for the one e é visto com uma certa injustiça por alguns fãs sendo chamado carinhosamente de "Tormento". Não chega a ser um Going for the one mas também nem de perto é algo torturante ouvi-lo. Lançado em 78, Tormato incluía em suas fileiras o vocalista Jon Anderson, uma das vozes mais espetaculares do rock em geral. E o que falar sobre o baixo sempre presente do saudoso Chris Squire?
Em 8 temas, o disco é composto por faixas muito legais tais como A future times, Rejoice, Don´t kill the whale, Madrigal, Release, release, Arrivin ufo, Circus fo heaven, Onward e On the silent wings of freedom que fecha o track list original do disco. Aqui trata-se duma versão relançada com bônus e algumas delas se destacam como Abilene, Picasso e Everybody´s song, esta última um arregaço bem no perfil desta banda espetacular.
Meio que no embalo estou ouvindo o box Yes Years e me passa este sentimento tão único que é ouvir algo que gosta pois música é isso. Seja rock, pop, mpb, black metal ou grind. Agradeço ao rock progressivo por ter me mostrado um de seus grandes representantes. Yes é e sempre será algo do qual levarei tal legado com muito orgulho caso um dia minha sobrinha queira conhecer.
Uma ótima tarde de paz e música a todos.

The Yardbirds - Blue Eyed Blues

Num desses achados da vida, este disco veio parar até mim graças a um amigo que me forneceu este e o próximo a ser resenhado. De acordo com informações obtidas por este amigo, trata-se dum daqueles discos lançados por gravadoras mais mandrakes que nota de 3 reais. Saca aqueles disquinhos que ficam a 9,99 naqueles postos de conveniência a beira da estrada que você acaba comprando meio que para ter algo para ouvir no carro? Este disco é essencial para tal feito. Trata-se duma sopa de letrinhas mas é ainda assim uma baita sopa de letrinhas muito bem vinda. Tendo Eric Clapton numa foto mais atualizada e sem ter uma nota sequer tocada por Jimmy Page neste disco mesmo assim seu nome aparece na capa. Sim, Page chegou a integrar este grupo mas aqui nenhuma das faixas apresenta algo dele tocando.
Apesar disso tudo, o disco é bem agradável de se ouvir, trazendo inúmeras peças musicais bem interessantes como 23 hours too long, Out on the water coast, Five long years, I ain´t got you, Good morning little schoolgirl, Little red rooster ( em duas versões), Higway 49 ( esse Higway está errado hein), Wang - dang - doodle, I´m a man, Jeff´s blues e finalizando com I see a man downstairs.
Como disse antes, não seria algo indicado para quem já possui tais discografias mas ouvir a voz do mestre Hollin´Wolf em algumas faixas já valeria qualquer coletânea pirata lançada na face da Terra. Valeu o aquecimento para ir a faculdade daqui a pouco. Música boa nunca é demais!!!!!!!

sábado, 4 de novembro de 2017

Vulcano , Anthares e Funebro - Boteco do Valongo - 03/11/2017

Para iniciar esta resenha, antes de mais nada, precisamos falar sobre o heavy metal. O heavy metal, historicamente falando, sempre foi um estilo dotado de bandas e sub gêneros maravilhosos, variados porém unidos em prol da amizade, entretenimento e atitude de ouvir um estilo tão rico. O rock prega que temos que nos unificar, nos tornarmos fortes e corajosos para encarar uma sociedade cada vez mais presa em modismos e assuntos de conteúdo pífio.
 A noite de ontem foi de festa e o que você vai ler será um relato de um fã de metal que curte e curtiu cada momento de ontem e sempre.
Abrindo a noite, tive a honra de conhecer o Funebro, banda que prioriza o old school com seu black/thrash/death brutal mas ainda assim com aquela pegada dos anos 80 em se fazer o metal da morte. Divulgando seu disco, os caras quebraram tudo no Valongo e souberam como ninguém aquecer a galera para as atrações que vieram depois. Ainda tiveram a honra de ter o mestre Angel numa participação sensacional e saíram ovacionados pela galera presente e uma coisa temos que acertar aqui: por mais que você não curta tal som praticado por eles, é inegável a garra encima do palco, tocando com muito amor o estilo do qual praticam. Alguns caras apenas tocam metal. Outros tocam e curtem o som que praticam. O Funebro opta para a segunda opção. Puta show!!!!!!!
Após esses guerreiros, veio o Anthares e seu No limite da força tocado na íntegra, fazendo relembrar a magia de quem curtiu este lançamento na época. Em São Paulo, os integrantes originais subiram ao palco para executar este disco na íntegra mas aqui a formação atual da banda fez a honraria e que honraria!!!!!!! Pegada impressionante, um amor incondicional ao thrash metal e ao heavy metal em geral foi o que vi ontem. Simplesmente emocionante agitar tais sons com amigos juntos, comemorando alegremente aquele momento único.
Aí veio o Vulcano..... É chover no molhado que os caras ao vivo são imbatíveis. Também é chover no molhado enaltecer cada integrante individualmente. Porém, como estamos falando duma banda, nada mais significativo que haja a sincronia e o espírito interdependente deixando de lado egos inflados e competições que não agregam em nada tal noite. Abrangendo todas as fases, a banda fez aquilo que os paulistas viram: uma aula de metal extremo e um respeito inigualável para com seu público cativo. E o que foi o mestre Angel  cantando Bloody Vengeance na íntegra? Foi algo brutal, lindo, apaixonante, emocionante.Mas também é sempre ótimo lembrar o quão gigante fica Luiz Carlos Louzada vulgo Batata ao estar no palco. E o fim do espetáculo com Fallen Angel foi inusitado e mais inusitado ainda ter os dois vocalistas no palco numa troca de respeito de ambas as partes que me tocou de forma brilhante no qual foi mostrado que gigantes não precisam de duelos bestas e sim um espírito maravilhoso de amizade, de irmandade metálica. Não teve como não lembrar do saudoso Johnny Hansen neste momento pois o mesmo foi parte importantíssima na história não só do Vulcano mas em toda a cena roqueira da baixada.
Ao fim da apresentação, os cumprimentos finais em cada integrante e era visível a alegria que cada um estampava na cara. Que noite brilhante!!!!!!!! Obrigado as bandas, amigos, Boteco do Valongo, enfim, todos que fizeram desta uma noite inesquecível.
São momentos assim que ainda me fazem crer que temos heavy metal de verdade seja por parte dos fãs e das bandas. Nunca me senti tão bem quanto estou agora. Paz!!!!!!!!!