segunda-feira, 24 de julho de 2017

Anneke Van Giersbergen - Everything is Changing

Finalizando a noite em grande estilo, em mãos o disco de estréia desta mulher que durante um bom tempo nos encantou no The Gathering mas que agora construiu uma bela carreira solo e suas contribuições no mundo da música fazem dela uma artista completa e que de quebra canta muito. Anneke veio com tudo nesta estréia solo e já familiarizado com este material, foi fácil ouvir e falar do disco após inúmeras audições. O legal dela é que não repetiu a mesma fórmula do Gathering nem de seus outros projetos. Ela realiza um som que simplesmente não merece perder tempo em classificar, de colocar algum rótulo. Ela flerta com o som alternativo em geral, desde o mais pesado até o mais pop e assim segue o disco. Destaques? todas elas. Sim, por serem diferentes entre si, cada um dessas canções possuem uma personalidade que faz ser destaque todo o álbum. Mas caso queira algumas referências então escute Feel alive, Everything is changing, Take me home, a emocionante Circles ( aonde sua voz mostra um poder inacreditável), Hope pray dance pray e a faixa que encerra este disco, 1000 miles away from you podem fazer você dar início a um conto de amor que eu já comecei e não possui hora para terminar. O segundo disco é tão legal quanto e recomendo ouvir e chama-se Drive.
Mas uma coisa eu preciso dizer e que não possui nada a ver com a música mas é necessário citar: olhando as fotos que constam na capa, contra capa e dentro do encarte, uma coisa precisamos concordar que Anneke é uma das mulheres mais lindas do universo!!!!!!!!
Boa noite em grande estilo.....

Yes - Fragile

Acho que já disse um monte de coisas boas acerca desta banda que nem precisaria escrever mais sobre eles. Mas aos poucos estou fazendo minha coleção e agora o fantástico disco gravado na época de ouro, aquela da qual a nave veio e os deixou aqui, contendo 9 momentos dos quais agradecemos os comandantes desta nave por deixar estes dinossauros mágicos do rock em geral. Somente por Roundabout, este disco já valeria todos os prêmios vindos de toda parte do planeta. Mas temos peças musicais do naipe de Cans and Brahms, We have heaven, South side of the sky, Five per cent for nothing, Long distance runaround, The fish, Mood for a day e o grande final com a enigmática Heart of the sunrise. Lembrando que um disco do Yes não é somente um mero cd que se põe no som e sim um momento único aonde você é confortado com uma espiritualidade sem explicações. Apenas curta e aproveite a vida do jeito que você achar melhor. Boa noite

Nickelback - No fixed Address

Este disco pintou em mãos após o último e maravilhoso álbum Feed the machine. E ainda bem que o último disco foi melhor pois este No fixed address possui algumas escorregadas que, se não queimou o filme de vez, deixaram uma mancha de merda na cueca antes de lavar. Sim amiguinhos, o Nickelback também erra como todo ser humano e neste disco eles deram aquela derrapada. Mas, considerando a proporção aqui ( de 11 somente 2 foram erros) até que o estrago não foi tão fundo assim. Digamos que foi uma daquelas situações em que os caras falharam mas não a ponto de não falarem mais com os caras e queimar seus cds em praça pública sob a acusação de trair o movimento. Aqui há músicas com o padrão Nickelback de qualidade como Million miles an hour, Edge of revolution, Make me believe again, Get em´up e Sister sin, esta última com um toque de country bem sacado. Também mantém o nível intacto nas baladas e dá-lhe What are you waiting for ?, Satellite, The hammer´s coming down e Miss you feitas sob medida para as rádios tocarem e fazerem algumas donzelas ficarem com as calcinhas molhadas com a voz do Chad. Mas aí tem as duas músicas fracas....
Ok, vou ser menos rude com She keeps me up: ela é pop, mas até que possui um refrão legal e até passa entre as já citadas What are you waiting for ? e Make me believe again. Agora Got me runnin´round.... Ela já nasceu errada somente por ter a participação do medíocre Florida ( ou Flo rida) que conseguiu fazer o de sempre: nada. A parte da banda até está ok mas quando este rapper de meia tigela executa sua parte, a impressão  que dá é que no clipe, caso tivesse um, apareceria algumas mulheres rebolando e aquele cenário de pseudo malacos se achando os comedores está feito com a banda sendo legal e adotando a política da boa vizinhança para com os manos canadenses.
Mas, como citei anteriormente, duas músicas ruins perto de outras 9 de qualidade não foi nenhuma tragédia e com Feed the Machine nas lojas, esta mancha negra foi apagada e os canadenses recuperaram a moral comigo. E a prova de que, mesmo fãs da banda, podemos sim apontar os erros que eles cometem pois o fã de verdade é igual a seu amigo de verdade: ele vai falar teu erro quando o mesmo acontecer sendo sincero com você. Fã que grita por tudo e diz amém a todas as coisas que o artista faz é o mesmo daquele "amigo" que passa a mão na tua cabeça e só te elogia. Pense nisso....

The Night Flight Orchestra - Amber Galactic

Abrindo as resenhas desta noite para finalizar este dia produtivo, uma das melhores revelações da qual tive o prazer divino em ouvir. Este disco é daqueles que ficarão marcados como uma das experiências mais completas nesses anos de ouvir música e ficar emocionado, feliz e agradecendo aos Deuses por ter inventado algo maravilhoso chamado música. Música boa é sim aquela que você gosta e lhe trará felicidade como aquela garota que você conhece e lhe traz a felicidade de estar com ela ou como aqueles amigos especiais da qual dá prazer em sorrir e ser grato por estar vivo.
E este álbum traz todas as sensações maravilhosas da qual descrevi acima e mais ainda. E sabe o que é mais legal? Este disco foi concebido por alguns caras que tocam em bandas de metal. Björn Strid ( vocal, Soilwork) e Sharlee d´Angelo ( baixo, Mercyful Fate, Arch Enemy entre outros grupos) mandaram os cagadores de regras se danarem e caíram nesta viagem regada a AOR de qualidade elevada junto com David Andersson ( guitarra), Richard Larsson ( teclados), Sebastian Forslund ( guitarra) e Jonas Kälfsbäck ( bateria). Imagine uma banda que se propõe a misturar Boston, Toto, Styx, Journey e que ainda podemos incluir algumas pitadas de Survivor e Foreigner. Imaginou? Pois é, corra atrás deste disco agora mesmo, mande uma mensagem para o Rafa da Blaster pedindo para guardar um álbum para você pois arrependimento será a última coisa que você terá ao ouvir as 10 faixas ( mais um cover do qual não descobri de quem era). Midnight Flyer já abre o disco e eu jurava que tinha colocado um álbum do Boston mas não foi engano. QUE SOM É ESSE?!?
Star of rio continua na mesma pegada que mantém o clima sensacional em Gemini e Sad state of affairs. As 4 primeiras os caras deram só uma "aquecida" para as outras 6 faixas restantes. O lado Toto entra em cena e Jennie ( puta som!!!!!), Domino, Josephine ( para cantar juntinho), Space whisperer, Something mysterious ( que isso, que inspiração é esta?!? ), Saturn in velvet e o tal cover fecham o disco e fecha também com uma linha de pensamento que muitos teimam em não saberem: sim, temos novidade no rock, temos discos novos sendo lançados e sim, eles são bem legais. Lógico que nada aqui é novidade em termos sonoros. Mas o importante neste caso é que a boa música continua viva e empolgante.
Gosta das bandas citadas? Pois bem, faça um favor a si mesmo. Ouça agora mesmo estes caras. Aqui não valerão comparações com os medalhões citados. O que vale é o som rolando, um tributo aos caras que fizeram isso tudo nos anos 80. Este disco é um tributo a algo maior do que tudo isso: trata-se dum lembrete a você que é tão preocupado com status, tão preocupado em formar turmas só de caras "importantes" mas se esquece do real significado de estar com alguém de forma prazerosa e não porque o cara possui uma conta bancária alta e vai para o exterior todo mês. Este disco é um brinde a vida!!!!!!!!

domingo, 23 de julho de 2017

Trinca dos Infernos - Screams of Hate, Skinlepsy e Vetor - Boteco do Valongo - 22/7/2017

Mais uma Trinca e mais uma vez 3 bandas que realmente deram o sangue no evento. Sim, foi o que eu vi ao lado de amigos e muita diversão. Mas meu dia de prestigiar as bandas daqui começou mais cedo. Mais exatamente as 20 horas estava eu no guarujá, em algum estúdio de ensaio vendo mais uma banda despontando para deixar alguns de boca aberta quando o disco de estréia estiver lançado. Trata-se da estupenda máquina avassaladora chamada Evil Minds que prepara seu disco de estréia e ontem pude assistir a um dos ensaios desses caras. Além de serem pessoas sensacionais, a banda simplesmente está preparando um trabalho digno de nota em se tratando de metal tradicional com algo moderno e pesado, bem pesado. Sem citar nomes mas vocês terão um vocalista acima da média, uma dupla de guitarristas que não devem nada para ninguém e uma cozinha matadora aonde baixista e baterista garantem a sustentação para os outros integrantes terem a segurança necessária para o trabalho metálico. Aguardem por mais uma grande revelação do metal nacional.... Chegando na Trinca, ou mais especificamente falando no Boteco, me deparo com um pequeno público. Ir no Boteco já é uma maravilha devido ao atendimento. Logo na entrada você se depara com a recepcionista mais linda do universo que, com um baita sorriso, é praticamente impossível ser mal humorado ou tratar um doce daqueles com má educação pois a mulher é uma lady!!!!! Ela sempre fala que eu sou o mais gentil que comparece lá mas eu costumo dizer que ser gentil com quem retribui a gentileza não é uma obrigação e sim algo muito natural de minha parte. Apesar de algumas "mulheres" ditas "fortes e independentes" não acharem legal tal "gentileza" por acharem estranho tal educação ( complexadas?), prefiro ser sim educado com quem merece. Meu coração pode estar duro mas ele abre exceções e esta musa da portaria merece sim toda a educação, carinho, amor que alguém pode dar a ela. Bonito não? Ainda sou taxado de ignorante por algumas mas enfim....
Abrindo a noitada tivemos o Screams of Hate de Guarulhos divulgando seu disco Neorganic com um baita show de metal pesado, cheio de riffs animalescos e uma atuação gigantesca por parte dos integrantes. Muito mas muito legal e espero que venham mais vezes pois a banda é excelente e indicada para quem curte metal pesado, sem querer saber se é thrash, groove, o que for. Após o Screams of Hate, veio o maravilhoso Skinlepsy cujo show foi, para o meu gosto o boom da noite. Divulgando o segundo disco, Dissolved, foi uma banda certeira para o evento pois cativou aos presentes com um baita show de heavy metal contestador, perturbador, uma máquina esmagadora pronta para aniquilar babacas. Tendo integrantes do Pentacrostic, Anthares e ainda a participação de Luiz Carlos Louzada, mais conhecido como Batata num dos sons foi aquela constelação de estrelas metálicas que não precisam chorar por nada pois sabem que metal no Brasil sempre foi e sempre será algo difícil, underground e seletivo. Encerrado o show, os caras ainda ficaram até o fim do evento para prestigiar o Vetor, banda encarregada de encerrarem a noite mostrando uma melhora absurda nos palcos. Ainda em promoção do fantástico Chaos Before the end e já preparando mais um ataque sonoro para breve, a banda comandada por Eduardo Júnior trouxe ao palco do Valongo um puta show de metal e, doa a quem doer, minha opinião pessoal não é e nunca será moldada por opiniões de outras pessoas, apesar de ser taxado de mau caráter. Uma coisa eu sempre disse: O Vetor ao vivo foi me agradando aos poucos, principalmente Edu, que foi achando seu caminho para cantar sem querer atingir notas impossíveis. Hoje o cara faz o que sua voz alcança e o resultado está cada vez melhor. Lógico que a parte instrumental sempre foi um show a parte mas era no vocal que a banda pecava um pouco. Em momento algum estou rebaixando o Edu, muito pelo contrário, estou fazendo uma análise sincera e ter percebido sua melhora foi de extrema alegria por minha parte pois o cara é um baita ser humano e sempre me respeitou por conta de escrever a verdade. Melhor assim do que elogiar pela frente e aqui meter o malho no cara. Mas o Vetor foi excepcional e fez jus ao direito de fechar o evento com chave de ouro, fantástico mesmo. Ainda conversei com o Edu antes de subir ao palco e comentei com o mesmo que ouvi o disco esses dias e o quanto ele me soa bem a cada ouvida. Desejo sorte a estes caras. Quem não gosta ou critica negativamente tem o seu direito de fazer. Ninguém é obrigado a gostar de nada mas uma coisa é certa e isso eu ouvi dum grande baterista da região. Gostando das bandas ou não, a hora que esses caras começarem a parar a chance de termos algo será pequena tendo em vista o cenário caótico que está o país numa cultura de massa cada vez mais burra e manipuladora. Mas enquanto não chega ao fim, vamos curtindo as bandas e sim, irmos em eventos que queremos ir de verdade e não somente para dar uma "força". Porque cara que vai ver banda só para dar uma força é o mesmo da menina que fica com algum cara por pena. Em ambos os casos não está havendo sinceridade você não acha? Sendo assim, se o cara não quer ir nos eventos e só quer ir ver banda cover, deixa o cara ser feliz aonde ele achar melhor. Ao mesmo tempo que é legal ver as pessoas prestigiando, chega a ser chato essa obrigação, esta forma de "pedir" para ir aos shows. Porque no final, sendo cover ou autoral, faz a boa música continuar viva. Viver mais e reclamar de menos. Obrigado Batata, Nadal e a todos os envolvidos. E um beijo para ela, a minha recepcionista maravilhosa!!!!!!! Metal é amor.....

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Jimi Hendrix - War Heroes / Loose Ends

Certos caras não são deste planeta. Alguma nave veio, deixou o referido artista e após mostrar como tem que fazer, a nave leva de volta e o que fica são suas obras deixadas para nós, habitantes deste planeta curtir. Um desses caras foi Jimi Hendrix. Neste planeta em que Hendrix habita, pessoas comuns nunca iriam habitar pois pessoas normais não são nada mais do que seres comuns, sem a menor importância em nossa vida. Eu já tinha me rendido a ele em discos adquiridos anteriormente mas aqui tenho mais dois motivos para continuar achando que ninguém fez o que ele fez na guitarra. Lançamentos póstumos, ambos os discos saíram anos depois como Cry of Love e First Rays if the new rising Sun entre outros tantos lançamentos inéditos pois Hendrix era ativo numa criatividade assombrosa. Começando a aula com Loose Ends, temos Hendrix sendo feliz com Mitch Mitchel ( baterista) e com os baixistas Billy Cox e Noel Redding em diferentes sessões mas tendo no comando o guitarrista. Entre alguns takes em que os caras estão só ensaiando, temos pérolas maravilhosas como Coming down hard on me baby, uma versão bem bacana de Blue suede shoes ( Carl Perkins) e uma outra versão de chorar de joelhos para I´m your hoochie coochie man ( Willie Dixon ) que ficou algo perto do que podemos chamar de perfeito. Vale lembrar que esta música já ganhou uma versão bem bacana do Motörhead e consta no relançamento de Another Perfect Day numa versão ao vivo de arrepiar. Buddy Miles também deu seu ar da graça na bateria, o que comprova o alto calibre dos músicos que acompanharam Hendrix....
Já War Heroes possui os mesmos caras citados acima com exceção de Buddy mas a qualidade permaneceu intacta e mais 9 faixas comparecem aqui para nos fazer felizes da vida como Bleeding heart, Highway chile, Tax free, Midnight, Beginning e Izabella ( eu conheço duas Isabelas ). Artista talentoso, um guitarrista fenomenal além de cantor espetacular, Jimi Hendrix foi o que chamamos de ser de outro planeta mas acima de qualquer suspeita, o maior guitarrista que a Terra já teve. Lógico que outros gigantes brilharam e brilham por aqui. Jimmi Page, Blackmore, Eddie Van Halen, Rick Medlocke, Gilmour, Tony Iommi, Tommy Bolin, todos estes e mais um monte são monstros sagrados da música mundial. Mas o que Hendrix fez enquanto habitava este planeta foi e sempre será de tirar o chapéu. Agradeço ao meu amigo/irmão Mauro Pinheiro Cruz pelo belo presente. Amigos assim, somente por existirem na vida de alguém, já é o suficiente. Quando um cara desse patamar ainda me presenteia com tal obra, fica melhor ainda. Música é e sempre será algo para nos unir e não para separarmos uns dos outros. Boa noite.

A sea of Leaves - idem

Indo na onda do maravilhoso show de ontem e no intuito de conhecer sempre algo legal no mundo da música, pus este disco muito bom desta banda sensacional. Edu ( guitarra/vocal), Gustavo ( baixo) e Enrico ( bateria) gravaram este disquinho e aqui temos 8 faixas de muitíssimo bom gosto aonde tais sons te levam bem longe daqui. Uma onda sonora começa em Over the edge, num show de guitarras dissonantes alidadas ao vocal de Edu que, aliás, é um baita cantor diga-se de passagem. Gustavo e Enrico também não deixam a peteca cair, numa cozinha alucinante e sólida. Don´t kill the lights é outra obra prima, uma joia preciosa que contém um refrão de fazer chorar. A mesma ainda aparece num formato voz e violão e mais uma vez vemos o cantor que Edu é além de saber muito bem o que é melodia tanto na guitarra quanto no violão, fantástico. Meridian é outra particularidade musical, bem bacana e mais uma viagem bem bacana. E o que dizer sobre um som tão único como Cosmic messenger ? Simplesmente perfeita, acabou sendo a minha faixa favorita do disco o que torna-se difícil devido a qualidade de todas as músicas. Follow the leader, Strange noise, Madness is a walking dream além de We can do better são igualmente perfeitas e serve como uma luz no fim deste túnel cada vez mais fácil de se perder devido a tanta porcaria que toca por aí. Este disco ainda contou com a produção do experiente Nando Basseto, cara que sabe como ninguém o significado da palavra música. A banda ainda conta com um ep e se prepara para gravar um novo disco. Que os anjos da música digam amém.