quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Claustrofobia - Download Hatred

Estou de volta para mais alguns discos a serem resenhados por esta pessoa que possui a música como uma válvula de escape para algumas coisas que ocorrem em meu dia a dia. Esta semana está me esgotando. Estou cansado devido aos dias cansativos e quentes e nesta jornada de trabalho para faculdade, poucos fariam o que eu faço. Pessoas jovens estão cada dia mais preguiçosas e sem a menor vontade de ler e se aprofundar em algo com mais conteúdo. Música para estas pessoas se tornou algo completamente artificial e não é difícil encontrar pessoas analfabetas musicalmente que nem presta atenção no que está ouvindo. E isso é muito triste. Não ficarei em discursos apocalípticos até porque não convivo que gente sem cérebro em minha roda de amigos, salvo exceções constrangedoras.
Portanto, encarando a forma do qual consumimos música, é necessário seguir em frente e sermos felizes do jeito que somos e que se dane estas pessoas.
O Claustrofobia vem neste disco mostrar o quanto uma banda pode galgar um passo a mais sem mudar seu estilo musical. O quarteto formado pelos irmãos Marcus e Caio D´Angelo ( guitarra e vocal/bateria) estão cada vez mais famintos em tocarem um thrash metal pesado e sem o menor problema em soar modernizado. Seus parceiros, Douglas Prado ( guitarra) e Daniel Bonfogo ( baixo/backing vocal) acompanham os irmãos de forma espetacular e o baixista se destaca nas participações em termos de composição, mostrando-se atuante e não é a toa que está desde o início. . Aqui temos 10 faixas poderosíssimas, pesadas e cuja violência sonora empolga a todos a lutarem pelos seus direitos. Aqui temos algumas participações especiais como Andreas Kisser ( Sepultura) na faixa Curva além de Moyses Kolesne ( Krisiun) em Generalized world infection. Shane Embury ( Napalm Death) participa nos vocais adicionais em The greatest temptation e Download hatred e digo que todas estas faixas são obras de arte. Outra muito bacana é Metal or die aonde os caras declaram seu amor ao que fazem impecavelmente. Ecos de Sepultura, Exodus, Testament, Machine Head aparecem aqui e acolá mas não leve em consideração como sendo cópia destas bandas e sim uma bela referência do que irá ouvir.
Um dos melhores discos deste ano ouvidos por este que vos digita. Metal. Um detalhe importante é que os solos foram gravados pelo ex - guitarrista da banda, o igualmente talentoso Alexandre de Orio que foi da banda desde o começo e que saiu de forma amigável. Parabéns ao Claustrofobia por esta bela amostra metálica!!!!!

domingo, 16 de outubro de 2016

Periferia SA, Repulsão Explicita, Three on Never e Matches and Gasoline - Mr. Dantas - 16/10/2016

Antes de ir dormir e encarar mais uma semana de trabalho e faculdade tenho a obrigação de falar do evento de hoje, ocorrido neste bar que promete ser o novo point da galera que curte um som legal. é verdade que o Studio Rock anda desapontando inúmeros frequentadores e dentre as inúmeras reclamações temos a falta de ar condicionado além do atendimento precário. Veja que isso não sou eu que estou falando e sim de outras pessoas conhecidas que não estão indo mais lá por conta dessas e outras queixas. Se bem que presenciei algo assim nas minhas últimas idas lá mas ok, falemos do evento de hoje...
Numa iniciativa do meu grande amigo e irmão Alex Bico, a ideia de trazer a Santos a banda Periferia SA que nada mais é do que a formação primária do Ratos de Porão mais um batera competente foi recebida com festa por este que vos digita. Jão e Jabá estavam empolgados por tocarem hoje e foi sensacional os caras já no local desde a primeira banda trocando ideia com todos, eles pareciam do público e isso é uma das vantagens da cena punk/HC/ underground.
As duas bandas iniciaram suas apresentações dentro do horário marcado e foi louvável o evento ter sido finalizado na hora prevista, sem atrasos considerando que hoje é domingo e segunda quase todos tem que trabalhar cedo. Sobre as duas bandas, elas fizeram suas apresentações corretamente e serviu de aquecimento para as duas últimas, verdadeiras máquinas violentas para aniquilar cabeças opressoras. O Repulsão Explicita fez seu habitual show violento e botando o dedo na ferida de quem lida a vida de forma hipócrita. O novo batera manteve o poderio no instrumento que já foi de Luiz Carlos Louzada e digo: o cara toca muito!!!!!
O Periferia SA fechou esta gloriosa noite com um show de punk/hardcore tocando sons próprios aliados a sons do Ratos dos tempos em que Jão ainda era o vocalista nos idos de 1981.... Ter caras assim ainda tocando nos enche de orgulho mas uma coisa logo logo irá acontecer e não terá escapatória: esses caras uma hora vão parar. E junto com eles, o rock pode ir junto.
Mas enquanto este fim não chega, vamos nos divertindo encontrando os amigos e tomando uma cerveja além das risadas sempre bem vindas pois a vida não se resume somente em xingar o Temer.
E aguardem as próximas resenhas pois adquiri alguns itens bem interessantes. Parabéns Bico, saiba que você mora em meu coração e este argumento serve para Patrícia, sua aliada e esposa. Meu domingo não poderia terminar melhor... Até.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Lynyrd Skynyrd - Pronounced ´Leh-Nérd ´Skin - Nérd & Second Helping Live From Jacksonville at the Florida Theatre

Agora é hora de parar o que estou fazendo. Esquecer o celular na cama. Esquecer o trabalho de projeto aplicado. Esquecer o incêndio no apartamento aqui no meu prédio. Pois, em meu lar, assisti o dvd do qual tive a alegria e a emoção em algo único. Eu já disse inúmeras coisas sobre esta entidade rockeira e irei sempre enaltecê-los como a grande supremacia do rock n´roll. E para meus amigos mais uma vez irei insistir na polêmica de que Lynyrd Skynyrd é um milhão de vezes melhor que Led Zeppelin, tornando a segunda opção uma mera brincadeira de criança.
Este show no Florida Theatre foi resultado dum acontecimento especial aonde a banda tocou seus dois primeiros discos na íntegra... apenas. Somente este simples anúncio já seria motivo de euforia mas assistindo este belo dvd comprovei que cada show desses caras trata-se da experiência mais linda que um verdadeiro show de rock pode passar ao ouvinte. Esses caras merecem total respeito, amor, carinho e um mero status pode não ser nada se a banda fosse algo de origem duvidosa. Mas em se tratando da lenda norte americana, estamos falando duma instituição da qual devemos reverenciar hoje e sempre. Johnny Van Zant ( vocal), Rickey Medlocke, Mark Matejka e Gary Rossington ( guitarras), Johnny Colt ( baixo) e Michael Cartellone ( batera) juntamente com as honkettes Dale Krantz Rossington e Carol Chase ( backing vocals) fizeram um show arrepiante, emocionante e todas as faixas aqui apresentadas tiveram seu brilho particular.
Iniciando com o Pronounced tivemos uma execução fiel do disco e foi difícil conter a emoção em faixas como Tuesday´s gone, Simple man e Free Bird. Mas poder ver e ouvir Gimme three steps, Things goin´on, Mississippi Kid e Poison Whiskey também arrepiou até os pelos mais íntimos do corpo humano!!!!! Chega a ser sobrenatural que a banda já tenha lançado logo de cara um disco tão brilhante quanto isso, mostrando que desde o início a banda não estava com brincadeira.
Chegando ao segundo disco, o igualmente brilhante Second Helping, temos mais pérolas como a manjada porém sensacional Sweet home Alabama, Workin´for MCA ( nossa como eu lembro do SWU nesta hora...), Swamp music e a poderosa The needle and the spoon, um arregaço certeiro. Don´t ask me no questions, The ballad of Curtis Loew ( de ouvir de joelhos) e o grand finale deste show, regravação de Call me the breeze ( JJ Cale) mostram todo o poder da banda que estava inspirada assim como o sempre frontman Johnny que desde 87 mostra de forma sensacional que não teria outro substituto a altura de Ronnie. Mas pera aí, estou esquecendo duma faixa não é mesmo?
Ah, ela não poderia ser esquecida e ela se chama I need you. O que eles fizeram com ela ao vivo foi mais que uma simples execução. Foi uma declaração de amor a música e que faz jus a uma banda sempre empenhada em nunca decepcionar suas raízes.
Finalizada a apresentação e com o Grateful Dead no som, tenho que agradecer e reclamar bem menos. Enquanto o dono do apartamento deve estar contabilizando a infeliz noite, que graças aos anjos não houve nenhuma fatalidade, eu terminei minha noite feliz por mais esta experiência divina. Obrigado Lynyrd Skynyrd por inspirar este mero auxiliar ir ao trabalho e sanear um monte de bagagem. E a foto que estará aqui resume tudo nesta vida. Fui....

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Eric Clapton - I still do

Este disco foi o que mais me despertou curiosidade desta última leva devido aos comentários positivos relacionados ao disco. É inegável a importância deste guitarrista na música mundial. Cream, Yardbirds ou solo, Clapton fez discos para nos agradar, sermos felizes pelo menos num instante da vida em que colocamos algumas de suas bolachas para ouvir. Durante sua carreira solo, passou por alguns pesadelos graças ao uso astronômico de drogas e álcool e algumas tragédias como a perda de seu filho entre outras coisas. Mas, na música ele tentou ser talentoso na maior parte do tempo, mesmo tendo certas fases menos inspiradoras de sua carreira. Do blues ao pop, este cara gravou coisas soberbas ao lado de algumas pisadas na bola. Neste novo disco, talvez o último de sua carreira, Eric Clapton gravou destaques imortais ao lado de faixas nem tão legais assim mas que, devido ao artista e levando em consideração que o mesmo não deve nada a ninguém, podemos dizer que mesmo as mais fracas do disco são audições bem mais prazerosas do qualquer disco recente do Malmsteen...
O primeiro destaque do disco já vem logo de cara com a fantástica Alabama woman blues, um blues denso aonde Clapton mostra sua verdadeira raiz. Do toque inicial até o fim, esta música me fez cair de joelhos e agradecer aos anjos pela existência deste cara. Can´t let you do it vem na sequência e mantém o ritmo sensacional chegando inclusive a arrancar lágrimas destes olhos apaixonados por música. Eric Clapton fazendo blues é algo que meu coração não aguenta de tanta emoção. Que momento belo poder ter o prazer de ouvir um som tão maravilhoso quanto este.
Spiral, Cypress grove, Stones in my passway, I dreamed i saw st. Augustine, I´ll be alright e Somebody´s knockin´são outros exemplos de como a música bem feita e a qual você ouve com sinceridade e amor ainda pode ser uma bela pedida para curar o mal humor e não deixar que você seja uma mera piada que anda, como são alguns por aí.
As outras faixas são ruins? Claro que não. Apenas denunciam o que ninguém quer que aconteça com seus artistas favoritos: Clapton é um senhor preste a se aposentar. Infelizmente eles também são meros mortais fisicamente, não detém o poder da vida eterna. Mas o que esses caras nos fazem, o bem que eles nossas vidas é algo que não tem preço. Não há preço que pague cada momento em que colocamos algum disco bacana para ouvir. Sem querer pregar autoritarismo musical mas fico com pena de quem fala que rock "é tudo a mesma coisa". Talvez seja melhor nem debater com uma pessoa que pensa desta forma pois ela não entende nem entenderá o real significado e nem adianta da forma eclética que transita o rock. Para uma pessoas dessas, Eric Clapton passa bem longe da sua vida e do seu cérebro. Mas quer saber? Dane-se. I still do não foi gravado com o intuito de agradar os analfabetos funcionais que são as verdadeiras piadas ambulantes que apenas seguem tendências duvidosas e caminham para o que chamamos de abismo. Eu não sinto raiva, nem ódio. Apenas não sou obrigado a achar tais coisas legais. Terminado este disco e ao som de Grateful Dead penso com alegria a resposta que dei quando alguém do escritório aonde trabalho ao me abordar se eu gosto de pagode: " eu gosto.............. longe de mim". Vida longa Eric Clapton, a música ainda precisa de você.
Já estou preparando o coração para o dvd que logo irei assistir e sua resenha será publicada aqui. Ah este rock.....

domingo, 2 de outubro de 2016

Sarah Mclachlan - Closer - the best of

Após o extremismo do Ocultan, nada melhor do que a esta coletânea da Sarah Mclachlan, uma das cantoras mais sensacionais do universo e detentora de milhares de músicas sensacionais que sempre transitam naquela pop calmo sempre bem tocado e a voz de Sarah que é um espetáculo a parte. Acho que mesmo o mais extremo fã de black metal não ia odiar já que ela transmite uma magnitude tão plena que é impossível reagir a sua música de forma rancorosa.
Aqui, em 16 faixas Sarah faz um apanhado de sua carreira e se, caso fôssemos citar apenas uma música boa pelo menos essa faixa seria Angel. Um dos temas mais brilhantes escritos na história da música e uma das mais regravadas por inúmeros artistas, Angel é um exemplo de música que emocionaria até o pior ditador da face da Terra cuja melodia nos leva a pensar em tantas coisas boas... Lindo, muito lindo.
Outra maravilha é Building a mystery, bela, fascinante, uma joia lapidada e pronta para encantar a todos nós meros seres mortais admiradores de canções e não de meras porcarias mercadológicas que mudam de verão a verão. É até chover no molhado citar uma a uma. Apenas aconselho a comprar todos os discos dela caso achar e ter esta coletânea logo de cara e ir sendo enfeitiçado por uma paixão da qual estou possuído faz tempo.
Maravilhoso é pouco, ela é uma fada. Recomendo agora.

Ocultan - Profanation/ Atombe Unkuluntu

Bom, chegamos em mais uma resenha e dessa vez é de mais uma banda que tive que dar aquele braço a torcer e reconhecer que a banda é boa. Sim, por anos eu reneguei o Ocultan talvez por não concordar com alguma postura ou por algo que fizeram e que não me agradou mas a verdade é que nunca fui atraído a ouvir qualquer coisa vinda da banda. Mas, com o tempo vamos revendo algumas coisas e descobrimos que aquela então ignorada banda trata-se de uma das melhores bandas de black metal aparecidas por aqui e uma das melhores do cenário internacional.
Aqui tratou-se de um relançamento aonde couberam os dois discos da banda e que discos!!!!!!! Fiquei de boca aberta pois são faixas matadoras e com uma produção muito bem feita aonde o peso não precisa ser tosco para ser black metal apesar de um amar bandas que praticam da má produção e conseguiram registrar lances históricos, vide o Burzum.
Tendo em sua formação a excepcional guitarrista Lady of blood ( cujo projeto Khaotic trata-se de um item obrigatório para qualquer um que goste de black metal), a banda é completada por C. Imperium na batera e que em Atombe gravou os vocais e Magus Hellcaller no baixo. É certo que a formação mudou novamente mas Lady of blood e Imperium formam o que chamamos de núcleo da banda.
Entre 2004 e 2010 houveram essas belezas extremas e aqui cabe um aviso aos roqueiros conservadores. Há uma parcela de caras que são rockers mas dormem com a luz acesa se caso ouvir Ocultan entre outras bandas de black metal. Pior são aqueles que vem com discurso em acusar tais bandas a " incentivar" o negativismo e falar que sons assim dão azar. Imagino alguns medrosos lendo alguns nomes de músicas como temas "lindos" como Ejaculating in the nazarene´s face, Fuck off the king of jews, Necrophilia with the nazarene´s bitches ou mesmo Sodomizing the whore, the virgin mary, presentes em Profanation. Alguns iam até se mijar nas calças, outros iam ostentar camisetas de bandas extremas mas que na hora h ia sair correndo caso recebesse a visita ilustre do percursor disso tudo. Brincadeiras á parte, ambos os sons são ótimas referências do que o black metal é capaz. É brutal. Sim, é óbvio que tem que ser brutal. Caso contrário, não seria black metal. Assim como o hard rock não seria hard rock se não tivesse todos os apetrechos e assim vai.
Atombe Unkuluntu vem com temas brutais e destaco desde já a ótima, magnífica O triunfo da escuridão que tem clip e mostra uma música forte e de letra igualmente direta e sem mimimi. E mais uma vez ela, Lady of blood, é o destaque com riffs e sons cortantes de sua guitarra muito bem timbrada. Que bom que as mulheres estão cada vez mais focadas em estarem bandas extremas de um modo geral e Lady reforça o clube feminino de guitarristas mulheres ao lado de Prika Amaral ( Nervosa), Andreia Larakna ( Luxúria de Lillith) entre outras.
Além da faixa citada outras temos que enaltecer como a faixa título, Tata caveira ( tente ler esta letra e não chamar a mãe), Rites of the dark legions ou mesmo King of the night tribes, aonde o show de riffs de Lady of blood é certeiro.
O black metal é um estilo feito para pessoas de mente aberta. O black metal é, também, uma válvula de escape para algo inteligente, contestador e que nos dá um poder de discernimento brilhante e inspirador. Não, o black metal não foi feito e nunca será realizado para agradar as massas assim como o heavy metal ou até o rock do qual acreditamos ser rock. Que o black metal continue me brindando com discos maravilhosos iguais a estes e bandas tão desafiadoras quanto o Ocultan.

Zé Ramalho - A terceira lâmina

Retornando com as resenhas, venho com uma sequência de discos adquiridos bem legais e o que torna a audição musical prazerosa é algo chamado diversidade. No momento em que irei falar deste brilhante disco do Zé Ramalho já estou ouvindo a próxima resenha que será o Occultan, banda de black metal extrema. Ou seja, quem ainda mantém a cabeça fechada está perdendo tempo. Salvo exceções, e nessas exceções conheço pessoas que são fechadas para audições particulares mas não ficam com discurso pregando ódio a classe a ou b dos artistas como se tal feito vangloriasse a pessoa como o indivíduo supremo da face da Terra. E um cara que sempre tive uma imensa curiosidade quanto a ouvir um disco dele é o Zé Ramalho e parece que já iniciei muito bem esta descoberta graças a este disco que beira a perfeição de tão bom que é. A terceira lâmina é aquele disco do qual obrigatória será a audição devido ao conteúdo rico que vai desde as músicas que são belas, passando pelas letras do Zé que aliada a sua voz forte torna qualquer item de sua coleção uma aventura maravilhosa do que a música brasileira tem de melhor a nos mostrar.É certo que as paradas de sucesso de hoje estão num abismo aonde a volta acaba se tornando difícil de ocorrer. Portanto, o que nos resta é procurar ouvir o que é legal e não ficar perdendo tempo discutindo sobre o mainstream pois ele já se afogou na ignorância faz um tempo.
Em 11 faixas maravilhosas, temos algumas das músicas mais brilhantes da música brasileira entre elas podemos destacar Canção agalopada, que abre o disco de forma maravilhosa e como é bom ouvir algo inteligente não é mesmo? Filhos de Ícaro vem na mesma tocada, de forma forte, como um soco no peito da hipocrisia. A faixa título é outra obra de arte e arrisco em dizer que a voz dele possa ter influenciado a cena gótica pois seria sensacional algum projeto de gothic rock com o Zé Ramalho cantando.
Um pequeno xote traz a verdadeira cultura regional brasileira, gostosa de se ouvir e com uma letra soberba. Outra pedrada é Kamikaze, um tiro certeiro bem no peito da chamada elite burguesa que ama Santos mas trata quem mora no Saboó como sendo os esquecidos. Outras faixas que completam o disco como Atrás do balcão, Galope rasante, Cavalo do cão, Ave de prata e Dia dos adultos são tão soberbas quanto as citadas, ou seja, o disco é uma aula de música sem qualquer falha ou momento inferior.
Finalizando esta resenha, um recado: eduque seu filho, sua filha. Incentive o mesmo a ler, escrever corretamente para que o mesmo não se prenda nas amarras malignas da vida. Garanto que será uma pessoa melhor e sim, irá gostar de ouvir temas maravilhosos como estes que acabei de descrever. Sonho em um dia ver um show deste mestre e se puder, agradecê-lo por esta obra genial e as outras que virão logo mais. Longa vida a Zé Ramalho!!!!!!!!