Após uma aula de jazz, nada mais legal do que dar a sequência na audição com algo deste naipe. Para muitos, uma coisa não agrega a outra. Para alguns, quem ouve algo fora de extremo é "poser" e não é digno de pertencer a "horda ". Crianças enfim..... Não sei se Rob Darken ( guitar, vocal e teclados), Capricornus ( baterista e candidato a nome mais engraçado do metal) e Karcharoth ( guitarra e baixo) pensam da mesma forma mas o que importa é o som sensacional que este trio fez neste que é um dos melhores discos de black metal de todos os tempos. Como citei em resenha anterior, não espere por canções bonitas, limpas e ou delicadas. Assim como vocalizações bonitas recitando poemas ou letras falando de amor infinito. Aqui é blasfêmia, o ataque contra um mundo que tenta de todas as formas nos engolir com brinquedos tecnológicos que deixam o ser humano cada vez mais solitário de depressivo. Black metal não é depressivo. Depressivo é ficar no celular enquanto a vida passa e pessoas lhe ignoram. Mas enfim....
Após a intro, o que temos são temas assassinos cuja rispidez torna-se desesperadora em sua forma criativa como Call of the black forest, Hordes of empire, The night of fullmoon, Prolog, The gates to the kingdom of darkness e The return of funeral winds.
Quem vivenciou a época em que bandas como Mayhem, Burzum, Emperor na época que o black metal estava em seu ápice, com certeza terá no Graveland sua fonte de divertimento e vontade de ser feliz. Indicado para rolar na época de natal quando forem tirar a selfie falsa. Aperte o play e deixe ver a cara de horror de sua tia chata que lhe dá uma camiseta amarela mesmo sabendo que não usa amarelo. Brincadeiras a parte, The Celtic Winter merece uma conferida. Som de primeira!!!!! Obrigado black metal por me divertir sempre.
segunda-feira, 25 de julho de 2016
Paulo Mariz / Eduardo Mariz - Cosmic Game
Dois irmãos. Dois talentos. Paulo e Eduardo Mariz mostram o quão duvidosa é a amostra errada de onde você quer procurar música. Explicando melhor: a pessoa que procura pessoas realmente talentosas em rádio ou tv atualmente está prevendo algo praticamente impossível de acontecer. Não será no Faustão nem na Fátima Bernardes que você verá o talento desses dois caras. Não, o mainstream não quer isso pois parte da população não iria entender a musicalidade grandiosa, acharia tudo complexo demais para quem gosta de porcarias jorradas goela abaixo pelos canais televisivos mais preocupados por algo de fácil digestão. Quanto menos fazer pensar é melhor. Como não dependo de ficar grudado na tela da Globo ou de qualquer canal foco aonde tem que focar: os músicos do circuito alternativo, aqueles que nadam contra a maré da imbecilidade fazendo música boa, honesta e com garra. O baterista Paulo Mariz é um conhecido do mundo metal. Integrante do Killmister ( tributo ao Motörhead) e atual baterista do Infector, Paulo ainda foi membro do Sacred Curse e chegou a tocar com o ex guitarrista do Kórzus, o Soldado, no excelente Coração de Herói entre outros projetos dos quais tive o prazer de ouvir. Mas aqui Paulo mostra seus dotes de baterista para o jazz e o fusion. Seu irmão Eduardo é um guitarrista de mão cheia e seu fraseado de guitarra é digno de ser comparado a outros mestres do instrumento. Este projeto me lembrou um pouco o que Alan Morse gravou e Edu lembra um pouco ele no jeito de tocar. Paulo dispensa comentários pois trata-se de um dos melhores bateristas que já tive o prazer de ver tocar e mostra a muitos radicais que saber tocar jazz não significa somente se exibir: trata-se duma aula de aprimoramento no instrumento e abre horizontes para uma musicalidade ilimitada.
Em 9 faixas, os irmãos, juntamente com músicos convidados farão a festa de quem gosta de música bem feita e que agrada o ambiente. Confesso que rolando o disco aqui, a aura da casa ficou extremamente positiva e atrativa, uma sensação que somente algo impecável pode trazer aos ouvidos.
Beleza americana, Space cuba, Quazar, Cosmic game, Expresso tropical, Orion, Portal, Rock on the rock´s e Space Brasil são canções sensacionais, feita por caras extremamente competentes e um bônus: serão caras que ficarão satisfeitos por sua presença. E adquirir o item original você fará esses caras continuarem com a chama da boa música acesa pois não há nada mais recompensador do que o artista ver seu produto adquirido de forma honesta. Parabéns a esses dois guerreiros por nos trazer música feita com paixão. Só lembrando que não há nada distorcido.Acho que o intuito aqui é nem lembrar de rótulos. Dê o play e embarque neste "jogo cósmico". Caso queira ficar nesta modista areia movediça.... não diga que não avisei...
Em 9 faixas, os irmãos, juntamente com músicos convidados farão a festa de quem gosta de música bem feita e que agrada o ambiente. Confesso que rolando o disco aqui, a aura da casa ficou extremamente positiva e atrativa, uma sensação que somente algo impecável pode trazer aos ouvidos.
domingo, 10 de julho de 2016
Richie Sambora & Orianthi - Parque ibirapuera - 10/7/2016
Aproveitando a chegada cedo em casa e que não estou com sono, vou logo fazer uma resenha do que ocorreu neste evento. Aproveitando o festival Best of Blues e após um show no Tom Brasil, uma data para hoje foi agendada. Lógico que a prefeitura deve ter desembolsado uma bela grana mas o público que compareceu não saiu arrependido e Sambora fez um show digno de nota, mostrando que um guitarrista precisa de feeling e não de pirulitagens como faz alguns de seus concorrentes. O atrativo nesta tour anda sendo a parceria que o mesmo firmou com a guitarrista Orianthi que além de parceira musical anda sendo namorada de Richie nas horas vagas. Sobre o guitarrista, sem comentários. Comunicativo e feliz, Sambora mostrou uma qualidade sensacional encima do palco e mandou ver tanto na guitarra quanto no ótimo vocal que possui. Afastado do Bon Jovi, descobriu um caminho solo que pode render muito mais do que sua ex- banda cujo líder não parece querer fazer algo tão cedo. Em relação a Orianthi, no começo achei ela meio apagada no palco, talvez em parte por alguns problemas em sua guitarra. Com o andamento do espetáculo, ela foi se soltando mais e mostrou ser uma ótima guitarrista. Nem precisa dizer seu currículo que consta "somente" Michael Jackson e Alice Cooper. Fora um vídeo em parceria com Steve Vai que até hoje fico impressionado. Suas músicas solo, pesquisadas no you tube, são legais só que caso espere algo pesado esqueça: ela solo é mais pop rock com uma guitarra a mais.
O repertório foi baseado em canções de Richie, além de alguns covers como Black or White do já citado Jackson e algumas do Bon Jovi como I´ll be there for you, These days, Lay your hands on me entre outras.
No geral, foi um dia agradável que poderia ter sido um domingo monótono mas se transformou num dos melhores domingos da minha vida. Ter assistido Richie Sambora ao vivo foi algo surreal mas tenho uma ressalva: Sambora possui uma carreira solo excelente e por isso não precisa focar em covers. Faltaram algumas canções essenciais como Ballad of youth, Hard times come easy ou a recente Seven years gone. Mas tudo bem. Como disse anteriormente, um domingo sensacional eu passei e o melhor: entre amigos.
Ah, teve as atrações de abertura.... Tirando o tal do Igor Prado, o resto só serviu para encher linguiça.
Boa noite.
O repertório foi baseado em canções de Richie, além de alguns covers como Black or White do já citado Jackson e algumas do Bon Jovi como I´ll be there for you, These days, Lay your hands on me entre outras.
No geral, foi um dia agradável que poderia ter sido um domingo monótono mas se transformou num dos melhores domingos da minha vida. Ter assistido Richie Sambora ao vivo foi algo surreal mas tenho uma ressalva: Sambora possui uma carreira solo excelente e por isso não precisa focar em covers. Faltaram algumas canções essenciais como Ballad of youth, Hard times come easy ou a recente Seven years gone. Mas tudo bem. Como disse anteriormente, um domingo sensacional eu passei e o melhor: entre amigos.
Ah, teve as atrações de abertura.... Tirando o tal do Igor Prado, o resto só serviu para encher linguiça.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
Mütiilation - Vampires of Black Imperial Blood
Finalizando a noite e desde já agradecendo meu brother Rodrigo pelas informações, venho com este mais belo artefato do metal negro. Esta banda segue mais ou menos a linha feita pelo Graveland, ou seja, um black metal lá não tão preocupado em ser muitíssimo bem gravado mas sim em ser perverso e não ligar muito para quem acha "barulho". Contando com o duo Mordred ( baixo) e o falecido Meyhna´ch ( vocal, guitarra e baixo) em 95 os caras gravaram um dos maiores exemplos de que o black metal é mais do que adorar Satanás: é terapêutico e sim, pode fazer feliz o ouvinte. Discordo quando me falam que black metal é algo negativo e que só atrai pensamentos maléficos. Pode -se amar ouvindo black metal. Pode-se sentir falta das cachorras em casa. Pode-se, acima de tudo, ser uma pessoa sensacional, pensante e dotada duma inteligência além do que as pessoas esperam.
Contando com 8 petardos, o que tenho em mãos são músicas feitas com ódio e amor verdadeiros. Ouça Magical shadows of a tragic past, Born under the master´s spell, Ravens of my funeral, Black imperial blood, Eternal empire of majesty death, Transylvania, Under ardailles night e Tears of a melancholic vampire e tente ser indiferente a tais sons fantásticos da extremidade absoluta.
Mas tudo bem, se você ficar com medo de dormir a noite é melhor nem ouvir. Se vier com mimimi religioso então aconselho não ouvir. A chance de se mijar na cama é válida nas duas situações.
Agora, caso queira apreciar mais esta obra de arte, fique a vontade. Boa noite.
Contando com 8 petardos, o que tenho em mãos são músicas feitas com ódio e amor verdadeiros. Ouça Magical shadows of a tragic past, Born under the master´s spell, Ravens of my funeral, Black imperial blood, Eternal empire of majesty death, Transylvania, Under ardailles night e Tears of a melancholic vampire e tente ser indiferente a tais sons fantásticos da extremidade absoluta.
Mas tudo bem, se você ficar com medo de dormir a noite é melhor nem ouvir. Se vier com mimimi religioso então aconselho não ouvir. A chance de se mijar na cama é válida nas duas situações.
domingo, 3 de julho de 2016
Graveland - In the Glare of Burning Churches
Ah o que seria desta vida sem o black metal? Corpse paints, letras bonitas, tridentes e Ele... o representante máximo desta galera toda. Brincadeiras a parte, ando sendo muito fã deste estilo. Já curtia mas atualmente está sendo um dos estilos dos quais mais tenho ouvido. Lógico que mantenho meus gostos sempre ecléticos para fazer sempre alguém ficar com a cara de " ele está falando sério?". As pessoas que declamam que ouvem de tudo um pouco, deveriam aprender comigo o que é realmente ouvir de tudo um pouco. Sinceramente, NINGUÉM ouve de tudo um pouco. É algo impossível de conceber e sinceramente soa tão falso quanto Dolly Cola. Portanto vamos ao que interessa.
Estou para adquirir outra pérola desta banda mas como já veio este, aproveitei para falar um pouco. Pelo que entendi, trata-se da demo de nome citado mais algumas faixas extraídas de takes ao vivo. Caso seja amante da boa produção, esqueça agora mesmo. Aqui é black metal enraizado, tosco, blasfemo. Como eu aprecio mais bandas deste naipe, confesso que ouvi este cd com um baita sorriso e querendo mais e mais. Gravado pela dupla Rob Darken ( guitar, vocal, teclados) e Capricornus ( nome meio estranho CapriCORNUS..., batera) temos joias do metal negro como The night of fullmoon, The dark dusk abyss, Hordes of empire entre outras maravilhas. Lembrando novamente que o som aqui não é uma puta produção e indico para quem sabe do que estou falando e fica feliz mesmo assim. Que venha o disco que virá esta semana em minhas mãos.
Agora, só um adendo: as fotos dos caras são um show a parte.... Obrigado ao black metal por alegrar uma noite chata de domingo!!!!!!
Estou para adquirir outra pérola desta banda mas como já veio este, aproveitei para falar um pouco. Pelo que entendi, trata-se da demo de nome citado mais algumas faixas extraídas de takes ao vivo. Caso seja amante da boa produção, esqueça agora mesmo. Aqui é black metal enraizado, tosco, blasfemo. Como eu aprecio mais bandas deste naipe, confesso que ouvi este cd com um baita sorriso e querendo mais e mais. Gravado pela dupla Rob Darken ( guitar, vocal, teclados) e Capricornus ( nome meio estranho CapriCORNUS..., batera) temos joias do metal negro como The night of fullmoon, The dark dusk abyss, Hordes of empire entre outras maravilhas. Lembrando novamente que o som aqui não é uma puta produção e indico para quem sabe do que estou falando e fica feliz mesmo assim. Que venha o disco que virá esta semana em minhas mãos.
Agora, só um adendo: as fotos dos caras são um show a parte.... Obrigado ao black metal por alegrar uma noite chata de domingo!!!!!!
Chance mostra aonde devemos escutar o rock nacional de hoje.
Já faz um certo tempo que ocorre isso mas algumas pessoas ainda insistem em dizer que não há mais rock no Brasil. Realmente, se formos analisar o que rola no mainstream não há mais bandas com a força que tiveram nos anos 80 e parte dos 90 na chamada parada musical. Lembra quando bandas como Legião Urbana, Capital Inicial, Titãs, Paralamas e artistas como Lobão faziam parte do mainstream e tocavam em tudo quanto é lugar e programa? Hoje, o que temos no mainstream são tentativas da globinho em tentar emplacar uma daquelas bandas sem sal em programas musicais mas que sabemos a falcatrua que rola por trás disso. E o pior: quando tentaram, o que veio.... Malta. O Malta é o rock de hoje? Portanto, aconselho a dar uma sacada nas bandas underground pois são elas quem levam a bandeira do rock nacional hoje em dia. Esqueça o mainstream, rádios, tv aberta. Tive a sorte de ter crescido numa geração em que tais setores midiáticos forneciam bandas legais para este então adolescente ouvir e descobrir. Graças a internet ( para o bem e para o mal) temos acesso a inúmeras bandas e toda uma cena roqueira rolando. E uma dessas bandas é o Chance.
Formado por Marcio ( vocal), Fred e Rodney ( guitarras), Gabriel ( baixo) e Moises ( Batera), os caras fazem um hardcore sensacional e posso dizer que já tive a oportunidade de vê-los ao vivo e te digo: os caras tem muito a manha de fazer o que fazem. Quando um artista faz algo que gosta, tudo fica mais fácil e sincero não é mesmo?
A banda conta com 3 lançamentos: Espirito de Luta, Tradição Imposição e o mais novo Novidade Nociva, todos fantásticos e recomendados para quem curte o estilo que tanto musical quanto lírico te prende pois eles escrevem a realidade para quem gosta de ouvir verdades. É certo que as vezes é meio difícil admitir certas coisas mas infelizmente nem sempre é o mar de rosas que impera não é mesmo?
Escute Consequência do mais novo e sinta a energia vindo na tua cara como um murro entre outras pedradas dignas de nota máxima. Destaque para as guitarras muito bem tocadas e num geral mostra que não é somente "barulho" como falam pessoas de outro planeta. Pelo contrário, são caras que sabem tocar e muito bem por sinal. Outro destaque sensacional são o tempo das músicas. De forma curta e grossa, eles conseguem passar a mensagem enquanto um Dream Theater da vida não consegue em 10 minutos.
Atitude, amor ao estilo, perseverança. Ingredientes que temos como obrigação a levar não só na música mas para o nosso dia a dia. É e será sempre assim que faremos a diferença.
E viva bandas como o Chance que remam contra a maré dos medíocres. Parabéns caras!!!!!
Formado por Marcio ( vocal), Fred e Rodney ( guitarras), Gabriel ( baixo) e Moises ( Batera), os caras fazem um hardcore sensacional e posso dizer que já tive a oportunidade de vê-los ao vivo e te digo: os caras tem muito a manha de fazer o que fazem. Quando um artista faz algo que gosta, tudo fica mais fácil e sincero não é mesmo?
A banda conta com 3 lançamentos: Espirito de Luta, Tradição Imposição e o mais novo Novidade Nociva, todos fantásticos e recomendados para quem curte o estilo que tanto musical quanto lírico te prende pois eles escrevem a realidade para quem gosta de ouvir verdades. É certo que as vezes é meio difícil admitir certas coisas mas infelizmente nem sempre é o mar de rosas que impera não é mesmo?
Escute Consequência do mais novo e sinta a energia vindo na tua cara como um murro entre outras pedradas dignas de nota máxima. Destaque para as guitarras muito bem tocadas e num geral mostra que não é somente "barulho" como falam pessoas de outro planeta. Pelo contrário, são caras que sabem tocar e muito bem por sinal. Outro destaque sensacional são o tempo das músicas. De forma curta e grossa, eles conseguem passar a mensagem enquanto um Dream Theater da vida não consegue em 10 minutos.
Atitude, amor ao estilo, perseverança. Ingredientes que temos como obrigação a levar não só na música mas para o nosso dia a dia. É e será sempre assim que faremos a diferença.
E viva bandas como o Chance que remam contra a maré dos medíocres. Parabéns caras!!!!!
Suicidal Tendencies/ Ratos de Porão - Audio club - 02/07/2016
Uma noite para se lembrar sempre. Certas noites são noites das quais temos um orgulho em estar nela. Lógico, poderia estar em casa confortável e dormir cedo. Mas, ontem eu tinha que sair, um compromisso estava marcado e posso dizer que foi um daqueles sábados históricos dos quais terei com carinho em meu coração contestador e revolucionário. Sei que falar de revolução é coisa de esquerda caviar mas temos que adotar isso em nossas mentes pois o que eu terei sempre comigo é o espírito da mudança e se for preciso tirar o errado do caminho, teremos que fazer. E um dos grandes méritos de estar num evento rocker como foi o de ontem é mostrar que rock é união. Precisamos estar unidos pois unidos somos fortes e pensantes. Se nos desunirmos, estaremos dando espaço para o bunda mole propagar a cultura do emburrecimento coletivo e os estragos já são enormes em nossa sociedade. Desde o momento que você sai de casa já se deparar com algum idiota é apenas uma questão de tempo e presenciar situações cretinas, de todas as formas, virou algo corriqueiro para todos nós. Portanto, unam-se. Ontem dois grandes pensadores de nossa história mostraram, cada um a sua maneira, que liderar uma banda com firmeza e atitude são para poucos. Mike Muir e João Gordo são pensadores, seres que cutucam a ferida da hipocrisia e deixam os hipócritas em estado de choque pois ambos falam e escrevem justamente o que o ser sem cérebro não gosta de ouvir/ler. Ou pior: sabe ler mas não sabe interpretar. Esses dois caras fizeram mais por mim do que muito metido a "cult" que acha o descolado mas não passa de um babaca.
Mas antes de qualquer coisa, antes dos ensinamentos desses dois gênios, tivemos duas bandas para aquecer. A noite começou com uma das coisas mais chatas que é o Tolerância Zero. Praticando uma espécie de new metal mais pesado, o set interminável desta banda mostrou que nem de coisas vivem o cenário daqui. Com o tempo foi percebendo algo bem pior: o som parece uma espécie de Tihuana ( lembra?) só que querendo ser revoltado. Teve gente que curtiu mas eu..............não.
As coisas começarem a ficar melhor com a entrada do Oitão e seu set avassalador. Impressionante foi o que aconteceu no show dos caras!!!!! Que pegada!!!!! Liderados pelo vocalista e chefe de cozinha Henrique Fogaça, a banda fez o que o Tolerância Zero não fez: um show fenomenal e que ficou a altura das duas bandas principais. Completada com Ciero na guitarra ( esse cara é assassino nos riffs!!!!), Ed Chavez no baixo e Marcelo BA na bateria, forma uma entidade forte e pronta para aniquilar mimimi´s e gente burra. Engraçado as pessoas serem da cultura do "ouço de tudo um pouco" mas quando aparece algo pesado e contundente essa mesma turma torce o nariz numa simples demonstração do ecletismo fake que vai somente até a página 2. E descobri agora que o Henrique faz parte do programa Master Chef e pelo público que deve assistir com certeza terá alguém que vai ficar com "medo" do cara e sair julgando. Mas isso é assunto para outras ocasiões e como nem ligo para ver o que está dando na tv, mudemos de assunto.
Após o Oitão, eis que veio o sonho realizado: ver e ouvir o clássico Anarkophobia na íntegra!!!!!
O Ratos de Porão subiu ao palco mostrando que nem sempre a banda principal é somente a que fecha a noite. Com um peso absurdo e a garra de sempre Gordo ( vocal), Jão(guitar), Juninho ( baixo) e Boka ( bateria) nos levaram a década de 90 e a primeira vez que peguei o disco para ouvir. Aquilo para mim era uma novidade e me deu uma outra ideia do que o rock poderia ser. Contando os mortos, Morte ao rei, Sofrer, Ascensão e queda, Mad society, Ódio, Anarkophobia, Igreja Universal, Commando ( Ramones) e Escravo da tv me despertaram a revolta que precisava e graças a músicas desse calibre e outras de outras bandas sou um pouco melhor. Ah se não fosse o disco dos Beatles e o Joshua Tree ( U2) em fita cassete que eu ouvia com minha mãe eu não estaria aqui falando deste show.
Mas após este disco inteiro, a banda ainda mandou algumas músicas soltas e deixaram o palco ovacionados e eu fico imaginando o Mike pensando " caralho, vou ter que suar a cueca depois do show desses caras". Se foi melhor ou pior que o Ratos eu nem sei, eu prefiro dizer que empate técnico como disse meu brother Rodney. Mas o Suicidal mandou um puta show inesquecível com uma pegada enérgica de tirar o fôlego de muito moleque preguiçoso.
Mike Muir é o centro das atrações da banda, um showman que agita como ninguém no palco e ainda possui uma lábia que fere a hipocrisia. Mas ele não faria bonito sem uma banda que o acompanha e quando você sabe que o baterista será Dave Lombardo algo importante irá acontecer. Dave na banda deu um gás a banda e parece que o foco é ser mais pesada. Podemos dizer que Dave na banda pode trazer de volta aquele levada meio thrash da banda mas o tempo dirá.
Com um repertório sensacional, a noite não poderia terminar da melhor maneira e clássicos como Possessed to Skate e War inside my head foram de despejar lágrimas. E o que foi You can´t bring me down ?!? Um lance que ocorreu foi Mike chamando algumas pessoas no palco para agitar junto com a banda em dois sons. A imagem que vem na minha cabeça é o resumo de união e força....
Finalizada a noite, a volta para casa foi tranquila mas hoje estou pensando no show e a camiseta do Ratos com a capa do Anarkophobia será usada uma semana seguida na ida ao trampo. Quem gostar gostou. Quem não gostar, um foda-se bem grande e um pedido: fique distante. Não preciso de gente da laia sub humana perto de mim..... E dedico este show do Ratos ao brother Alex Bico e sua esposa Patrícia. Vocês moram em meu coração.
Mas antes de qualquer coisa, antes dos ensinamentos desses dois gênios, tivemos duas bandas para aquecer. A noite começou com uma das coisas mais chatas que é o Tolerância Zero. Praticando uma espécie de new metal mais pesado, o set interminável desta banda mostrou que nem de coisas vivem o cenário daqui. Com o tempo foi percebendo algo bem pior: o som parece uma espécie de Tihuana ( lembra?) só que querendo ser revoltado. Teve gente que curtiu mas eu..............não.
As coisas começarem a ficar melhor com a entrada do Oitão e seu set avassalador. Impressionante foi o que aconteceu no show dos caras!!!!! Que pegada!!!!! Liderados pelo vocalista e chefe de cozinha Henrique Fogaça, a banda fez o que o Tolerância Zero não fez: um show fenomenal e que ficou a altura das duas bandas principais. Completada com Ciero na guitarra ( esse cara é assassino nos riffs!!!!), Ed Chavez no baixo e Marcelo BA na bateria, forma uma entidade forte e pronta para aniquilar mimimi´s e gente burra. Engraçado as pessoas serem da cultura do "ouço de tudo um pouco" mas quando aparece algo pesado e contundente essa mesma turma torce o nariz numa simples demonstração do ecletismo fake que vai somente até a página 2. E descobri agora que o Henrique faz parte do programa Master Chef e pelo público que deve assistir com certeza terá alguém que vai ficar com "medo" do cara e sair julgando. Mas isso é assunto para outras ocasiões e como nem ligo para ver o que está dando na tv, mudemos de assunto.
Após o Oitão, eis que veio o sonho realizado: ver e ouvir o clássico Anarkophobia na íntegra!!!!!
O Ratos de Porão subiu ao palco mostrando que nem sempre a banda principal é somente a que fecha a noite. Com um peso absurdo e a garra de sempre Gordo ( vocal), Jão(guitar), Juninho ( baixo) e Boka ( bateria) nos levaram a década de 90 e a primeira vez que peguei o disco para ouvir. Aquilo para mim era uma novidade e me deu uma outra ideia do que o rock poderia ser. Contando os mortos, Morte ao rei, Sofrer, Ascensão e queda, Mad society, Ódio, Anarkophobia, Igreja Universal, Commando ( Ramones) e Escravo da tv me despertaram a revolta que precisava e graças a músicas desse calibre e outras de outras bandas sou um pouco melhor. Ah se não fosse o disco dos Beatles e o Joshua Tree ( U2) em fita cassete que eu ouvia com minha mãe eu não estaria aqui falando deste show.
Mas após este disco inteiro, a banda ainda mandou algumas músicas soltas e deixaram o palco ovacionados e eu fico imaginando o Mike pensando " caralho, vou ter que suar a cueca depois do show desses caras". Se foi melhor ou pior que o Ratos eu nem sei, eu prefiro dizer que empate técnico como disse meu brother Rodney. Mas o Suicidal mandou um puta show inesquecível com uma pegada enérgica de tirar o fôlego de muito moleque preguiçoso.
Mike Muir é o centro das atrações da banda, um showman que agita como ninguém no palco e ainda possui uma lábia que fere a hipocrisia. Mas ele não faria bonito sem uma banda que o acompanha e quando você sabe que o baterista será Dave Lombardo algo importante irá acontecer. Dave na banda deu um gás a banda e parece que o foco é ser mais pesada. Podemos dizer que Dave na banda pode trazer de volta aquele levada meio thrash da banda mas o tempo dirá.
Com um repertório sensacional, a noite não poderia terminar da melhor maneira e clássicos como Possessed to Skate e War inside my head foram de despejar lágrimas. E o que foi You can´t bring me down ?!? Um lance que ocorreu foi Mike chamando algumas pessoas no palco para agitar junto com a banda em dois sons. A imagem que vem na minha cabeça é o resumo de união e força....
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