terça-feira, 26 de março de 2019
Caffeine Blues - Entre o céu e o inferno
Estava aqui em casa ouvindo esta banda e aproveitei para dar uma passada aqui no blog afim de comentar acerca deste ep muito bacana do qual fui agraciado domingo último num grande evento aqui. E a cada ouvida, gosto cada vez mais deste som. Hardcore melódico mas com uma pegada um pouco mais agressiva, priorizando a energia que é bem habitual ao estilo. As letras são em português e causa um grande impacto já que fica mais na cara do ouvinte certas idéias. Faixas como Locomotiva, Anúncio, Noite fria, Contrato e Suor cativam logo de cara aonde um vocal urgente aliado a guitarras bem timbradas e cozinha magnífica fazem de Entre o céu e o inferno uma das melhores audições que podemos ter. A banda foi formada em Santo André em meados de setembro de 2007 e conta com Leonardo Alves na guitarra e vocal, Allan na outra guitarra além da cozinha formada por Élio no baixo e Eduardo na bateria. Caso tenha o nome desta banda em algum lambe lambe de show, não perca tempo e vá. Enquanto vemos o mainstream cada vez mais definhando com as mesmas propostas radiofônicas desgastadas e fúteis, um cenário underground está cada vez mais forte e lançando discos como este. Confira!!!!!!
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Public Enemy - Muse Sick-n-Hour Mess Age
A verdadeira voz da resistência. A manifestação nua e crua duma geração que realmente queria fazer algo. O rap naquela época era um instrumento de total não conformidade para com o sistema sugador e opressor. Ali ninguém queria saber de gracinhas nem de desmoralizar de forma amadora. Grupos como Public Enemy, Run DMC entre outros tinham uma contestação e ainda uma musicalidade que hoje inexiste no rap americano. Sabe o que acontece quando um estilo que era contrário ao status quo, vira o status quo? Ele passa a ser igual a eles. Hoje você vê esses rappers atuais e dá vontade de vomitar quando escuta estas produções pasteurizadas ao extremo com letras aonde a regra é transar, banalizar a mulher e incitar toda uma geração a ficar chapada o tempo todo. O rap antigo não era conservador e sim contestador.
O rap americano de hoje é o que rola aqui em terras nacionais com esta futilização absurda propagada pelo tal do funk carioca aonde ostentar é o único objetivo do "futuro" do Brasil. Chuck D e cia jamais iriam entender tais manifestações mas o que resta a mim é ouvir este disco soberbo de música negra de raiz, sem ser vitimas e sim verdadeiros guerreiros comprometidos em mostrar aos verdadeiros racistas que o negro não precisa de esmola. Aliás, toda a música que ouvimos hoje em dia tem raiz negra, do blues, rock e indo para o rap, o negro detém os créditos de possuirmos discos legais para ouvir. E esta pérola de 94 veio em minhas mãos e cada faixa foi ouvida com muita atenção. Cada faixa é uma aula de como se portar como ser humano, de não abaixar a cabeça para quem quer te derrubar a todo custo. Eu não acredito em Chico Buarque, Caetano Veloso e sim em Chuck D, Mano Brown, Chorão, entre outros caras que realmente falam uma língua urbana e inteligente, sem apelar para sensacionalismos baratos.
O rap é uma força bruta, insana e que nunca irá se calar. Faixas como What side you on?, White heaven/ black hell são obras aonde o cenário é a rua, o caos urbano em que vivemos. Eu não acredito em histeria, pessoas cujo propósito é defender lados de políticos e famosos polemistas de redes sociais que amam cagar regras só pelo propósito de fazer bagunça e gerar atenção.
Ouvir este disco é uma dádiva. Clássico. Acho vou ouvir de novo.....
O rap americano de hoje é o que rola aqui em terras nacionais com esta futilização absurda propagada pelo tal do funk carioca aonde ostentar é o único objetivo do "futuro" do Brasil. Chuck D e cia jamais iriam entender tais manifestações mas o que resta a mim é ouvir este disco soberbo de música negra de raiz, sem ser vitimas e sim verdadeiros guerreiros comprometidos em mostrar aos verdadeiros racistas que o negro não precisa de esmola. Aliás, toda a música que ouvimos hoje em dia tem raiz negra, do blues, rock e indo para o rap, o negro detém os créditos de possuirmos discos legais para ouvir. E esta pérola de 94 veio em minhas mãos e cada faixa foi ouvida com muita atenção. Cada faixa é uma aula de como se portar como ser humano, de não abaixar a cabeça para quem quer te derrubar a todo custo. Eu não acredito em Chico Buarque, Caetano Veloso e sim em Chuck D, Mano Brown, Chorão, entre outros caras que realmente falam uma língua urbana e inteligente, sem apelar para sensacionalismos baratos.
O rap é uma força bruta, insana e que nunca irá se calar. Faixas como What side you on?, White heaven/ black hell são obras aonde o cenário é a rua, o caos urbano em que vivemos. Eu não acredito em histeria, pessoas cujo propósito é defender lados de políticos e famosos polemistas de redes sociais que amam cagar regras só pelo propósito de fazer bagunça e gerar atenção.
Ouvir este disco é uma dádiva. Clássico. Acho vou ouvir de novo.....
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019
Shakira - Greatest Hits
No momento em que estava bolando um texto sobre a situação da música pop atualmente, me veio este ótimo Greatest Hits da colombiana Shakira. Você já reparou o quão rala está a música mainstream? E seria imensamente fácil descrevermos o panorama caótico da música aqui no Brasil aonde lixos tóxicos fazem sucesso da noite pro dia com uma música cada vez mais preocupada em gerar 'likes' ou mesmo uma geração cada vez mais estúpida e desprovida de qualquer noção de ser ridículo. Como vi num vídeo no you tube, um comentarista da Jovem Pan especificou que a música pop antigamente tinha algo a mostrar, era mais profunda e despertava algo emocional no ouvinte. Hoje me gera uma certa vergonha alheia quando constato que a música perdeu este sentimento e o que importava ( a música) foi para o brejo e deu lugar a dançarinos e todo um clima de circo. Confesso que nem perdi meu tempo assistindo o Grammy mas um grande amigo meu me mandou um vídeo duma apresentação de uma tal de Cardi B. Antes que você faça a poética pergunta " que porra é essa?" saiba que esta foi a minha reação quando vi o tal vídeo. Meu amigo roqueiro radical, se você achava a Shakira algo ruim e faixas como Estoy aqui, Un poco de amor, Donde estás corazón, Ciega, sordomuda, Ojos asi entre outras desta coletânea vai passar a amar toda e qualquer música da colombiana assim que tiver o mesmo desprazer que o meu ao ver a tal Cardi B. Juro, a música pop está acabada de vez. Ainda que cantoras veteranas continuem na ativa, a nova geração de cantoras mostra que o futuro da música pop está condenado a permanecer na masmorra da imbecilidade e sem a menor esperança de salvação. E podem começar a rezar pois algumas das veteranas estão com no mínimo 30 anos de carreira. Ok, o rock não anda lá muito bem mas ainda assim sempre ouço alguma banda nova muito legal surgindo que não terá a mesma magia que os medalhões tiveram mas independente de serem ou não clássicas as bandas de hoje fazem algo bem bacana e com consistência ao contrária dessas novas queridinhas descartáveis do pop.
A mesma sensação eu sinto quando escuto hoje em dia Rouge, Kelly Key, Ivete Sangalo e lembro como se fosse hoje meus amigos chocados ao saberem que eu gostava dessas cantoras. Pois bem, olhando o panorama de hoje, a Kelly Key daria uma surra nesta Cardi B assim como a Wanessa Camargo seria a grande aposta, bem melhor que a tal cantora do vídeo.
E falando em Shakira, não foi a toa que a mesma conseguiu chegar aonde chegou. Sua voz única e cantando em espanhol conseguiu driblar o preconceito de muitos quanto a cantoras latinas com algo impactante e cheia de emoção.
Não quero encarnar o tiozão ranzinza e conservador mas não posso ver o que vejo e ficar calado. Vemos pelo lado também de que o público emburreceu bastante, ficou fácil para empresários/produtores picaretas faturarem encima desta galera aonde o discernimento passa longe, muito longe. Não sou ranzinza nem conservador já que acompanho pessoas de extremo talento hoje em dia que não estão mais na televisão, nem no rádio nem ganhando Grammys. Saudades de quando tínhamos uma parada musical cheia de talentos e dum público cheio de vida que sentia de verdade o poder da música em suas vidas. Aguardem cenas do próximo capítulo.....
A mesma sensação eu sinto quando escuto hoje em dia Rouge, Kelly Key, Ivete Sangalo e lembro como se fosse hoje meus amigos chocados ao saberem que eu gostava dessas cantoras. Pois bem, olhando o panorama de hoje, a Kelly Key daria uma surra nesta Cardi B assim como a Wanessa Camargo seria a grande aposta, bem melhor que a tal cantora do vídeo.
E falando em Shakira, não foi a toa que a mesma conseguiu chegar aonde chegou. Sua voz única e cantando em espanhol conseguiu driblar o preconceito de muitos quanto a cantoras latinas com algo impactante e cheia de emoção.
Não quero encarnar o tiozão ranzinza e conservador mas não posso ver o que vejo e ficar calado. Vemos pelo lado também de que o público emburreceu bastante, ficou fácil para empresários/produtores picaretas faturarem encima desta galera aonde o discernimento passa longe, muito longe. Não sou ranzinza nem conservador já que acompanho pessoas de extremo talento hoje em dia que não estão mais na televisão, nem no rádio nem ganhando Grammys. Saudades de quando tínhamos uma parada musical cheia de talentos e dum público cheio de vida que sentia de verdade o poder da música em suas vidas. Aguardem cenas do próximo capítulo.....
domingo, 10 de fevereiro de 2019
Banco Del Mutuo Soccorso e o progressivo italiano
Voltando a postar algo aqui após um tempo. Com minhas atividades na Santos Life, meus textos acerca de música estão concentrados na revista não tendo tempo de mexer aqui. Mas algumas coisas ainda irão aparecer por aqui caso não resolvam tirar meu blog do ar. A verdade é que me veio uma mensagem dizendo que a partir de abril todo e qualquer meio de postagem pelo Goggle será desativado e já pergunto para alguém outro meio de montar meu blog sem ser nesta parte virtual. Mas enquanto isso não ocorre, falemos desta banda que aportou aqui e foi trilha sonora em dois dias de audição. Foi me apresentado como sendo uma banda de progressivo italiana e confesso aos senhores e senhoras que me acompanham que a pulga estava bem atrás de minha orelha direita quando recebi esta mídia com 8 discos dos caras. Mas não podemos sofrer ou mesmo tecer algum comentário ultrajante de forma antecipada e fui para casa com esta mídia afim de pesquisar acerca de mais uma banda legal ( ou não) que pintou aqui em casa. A música italiana é meio brega por sua natureza mas ninguém aqui disse que ser brega é ser ruim, disse? Odair José é considerado brega e nem por isso é ruim. É melhor que muita porcaria atual!!!!! O progressivo italiano possui este nível de breguice da música natal mas com o requinte de elementos de Emerson, Lake and Palmer, Yes, Genesis em seu som. O Banco Del Mutuo Soccorso possui a aura brega da música italiana mas encara tal tarefa com uma musicalidade progressiva sensacional. Franceso Di Giacomo é o vocalista e responsável pela aura brega já que seu vocal, além de cantado na língua natal dos caras, possui um que de Andrea Bocelli. Soar como o tenor citado não é uma referência lá muito positiva mas Franceso lembra bastante. Mas o instrumental feito pelo guitarrista Rudolfo Maltese, pelo baixista Tiziano Ricci, pelo baterista Maurisio Masi e pelo tecladista Vittorio Nocenzi compensa cada momento aqui com uma musicalidade impecável em discos tão diferentes entre si que o termo progressivo pode misturar com o pop, clássico, música tradicional, jazz e por onde mais eles quiserem ir.
Discos como Darwin! ( 72 ), Io sono nato libero ( 73 ) ou Banco ( 75 ) devem ser apreciados imediatamente caso queira ouvir algo fora do eixo tradicional e ou piegas. Lógico que ainda gosto das bandas que sempre gostei e nem é minha intenção de pagar de descolado só para dizer que conheço de som. Aprendi e ainda aprendo bastante, sempre descobrindo algo bacana do qual nunca tive acesso. O mundo da música é uma eterno aprendizado aonde a descoberta se torna presente para quem não quer se acomodar. E esta banda foi mais uma ótima situação maravilhosa de quebrar o paradigma e abranger os horizontes.
Discos como Darwin! ( 72 ), Io sono nato libero ( 73 ) ou Banco ( 75 ) devem ser apreciados imediatamente caso queira ouvir algo fora do eixo tradicional e ou piegas. Lógico que ainda gosto das bandas que sempre gostei e nem é minha intenção de pagar de descolado só para dizer que conheço de som. Aprendi e ainda aprendo bastante, sempre descobrindo algo bacana do qual nunca tive acesso. O mundo da música é uma eterno aprendizado aonde a descoberta se torna presente para quem não quer se acomodar. E esta banda foi mais uma ótima situação maravilhosa de quebrar o paradigma e abranger os horizontes.
terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Motörhead - Live in Berlin
Não. Ouvindo este disco eu ainda não acredito nem irei acreditar um dia que o Lemmy se foi. Este ano vai fazer 4 anos que o baixista e vocalista mais legal de todos os tempos foi para outro lugar com seus 70 anos de vida. Este disco não é nenhum dos live albuns oficiais. Trata-se dum show que saiu de bônus num dos discos da banda e que veio em minhas mãos como um presente dum grande brother meu. E como uma banda do calibre do Motörhead possui a dádiva de nos fazer amigos e não inimigos, ouvi com muito gosto este disquinho. O show dá a entender ser da tour do disco We are Motörhead pois já abre com a faixa título, um arregaço que não deve nada as músicas antigas. E clássicos como No class, Metropolis, Doctor rock, Ramones ( que Lemmy dedica a Joey e Dee Dee Ramone), Damage case, Going to Brazil, Killed by death, Ace of spades e Overkill que fecha este disco ao vivo. Esqueci de citar Shoot you in the back e Over the top? Desculpe-me. E quando Lemmy pergunta se há algum punk no show e tendo a resposta positiva manda a clássica God save the Queen ? Como pergunta Kelly Key numa de suas músicas: É ou não é pra chorar? Sim, é emocionante meu amigo e minha amiga. E Civil war e Sacrifice são também maravilhosas sim senhor.
Já foi dito inúmeras vezes mas é sempre ótimo lembrar: nossas vidas giram em torno deles. Você trabalha, ganha dinheiro para comprar itens desses caras. Eles são importantes em influenciarem nossas vidas de alguma forma nos incentivando a sermos pessoas melhores a cada dia. E perder Lemmy foi como perder aquele tio fanfarrão que você passa horas falando sobre rock, blues, mulheres e bebidas mas que também te lembra como isso não deve te sufocar.
E eu sempre vou lembrar de todos os meus amigos ao ouvir estes caras além de se orgulhar por ter ido ( pelo menos uma única vez) ao show de uma das melhores bandas num palco. Pessoas ditas "normais" ou presas em modismos jamais irão entender o que é ser roqueiro, de ter um artista como um ídolo de verdade. E que fique claro uma coisa: ninguém vira roqueiro da noite para o dia. Só acho.
Já foi dito inúmeras vezes mas é sempre ótimo lembrar: nossas vidas giram em torno deles. Você trabalha, ganha dinheiro para comprar itens desses caras. Eles são importantes em influenciarem nossas vidas de alguma forma nos incentivando a sermos pessoas melhores a cada dia. E perder Lemmy foi como perder aquele tio fanfarrão que você passa horas falando sobre rock, blues, mulheres e bebidas mas que também te lembra como isso não deve te sufocar.
E eu sempre vou lembrar de todos os meus amigos ao ouvir estes caras além de se orgulhar por ter ido ( pelo menos uma única vez) ao show de uma das melhores bandas num palco. Pessoas ditas "normais" ou presas em modismos jamais irão entender o que é ser roqueiro, de ter um artista como um ídolo de verdade. E que fique claro uma coisa: ninguém vira roqueiro da noite para o dia. Só acho.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
Tadeu Franco - Cativante
Voltando a mexer no blog após um breve intervalo sem discos novos para ouvir, me aparece este que, com o perdão do trocadilho, me cativou da primeira a última faixa. E mais um exemplo de como brasileiro confunde música popular com música popularesca. Passei o ano novo em casa de parente e em casa de parente fatalmente temos que nos sujeitar a ouvir/ver certas coisas e constatar o quão pobre anda a música brasileira. O tal show da virada estava passando o show do tal Luan Santana e juro que achei uma das coisas mais deprimentes que já constatei na vida. É a famosa música ruim para gente burra. Mas você pode me julgar que eu ouço algumas coisas desta safra popularesca, ok. Porém, tenho uma linha de raciocínio em saber separar o que eu gosto e se ouço alguns artistas do mainstream foi porque realmente gostei, nada foi imposto ou me tornado "fã" porque o vizinho achou legal, por somente seguir uma moda.
Aí um amigo me presenteou com este disco. Ao chegar em casa, fui averiguar se o disco era mesmo cativante. E que disco!!!!!! A linha musical é a mpb com aquele tempero mineiro que artistas anteriores como Clube da Esquina, Milton Nascimento, Beto Guedes entre outros injetaram em nossa música tornando-a muito mais rica e pensante. Produzido pelo citado Milton, aqui temos colaborações de Lô Borges, Milton Nascimento, Cláudio Venturini entre outros pilares musicais do cenário. Lançado em 83, o disco possui aquele ar maravilhoso de Beto Guedes com algo de Ivan Lins e até do Guilherme Arantes em seus momentos mais pops. Imitação? De forma alguma!!!!!
Tadeu põe seu estilo pessoal em temas belíssimos como Nenhum mistério, Gente que vem de Lisboa, Canto de uma terra, Nós dois além da faixa título. Ainda nas 10 faixas consta uma belíssima composição de Caetano Veloso em Aonde eu nasci passa um rio que Tadeu o faz de forma sublime e garanto que se tal tema fosse cantado pelo compositor original não teria ficado tão bom quanto. Este disco é daqueles para se ouvir em momentos aonde a tranquilidade e a harmonia devem imperar.
Fechando com Coração civil, Cativante é um daqueles álbuns cuja a obrigatoriedade deve ser mantida. Mas não ouça este disco comparando com os medalhões citados. Ouça tendo em vista um baita cantor com um belíssimo repertório. E aí? Vai continuar ouvindo porcaria ou vai abrir a mente para algo bacana e deixar de ser mais um neste grupo de burros?
Aí um amigo me presenteou com este disco. Ao chegar em casa, fui averiguar se o disco era mesmo cativante. E que disco!!!!!! A linha musical é a mpb com aquele tempero mineiro que artistas anteriores como Clube da Esquina, Milton Nascimento, Beto Guedes entre outros injetaram em nossa música tornando-a muito mais rica e pensante. Produzido pelo citado Milton, aqui temos colaborações de Lô Borges, Milton Nascimento, Cláudio Venturini entre outros pilares musicais do cenário. Lançado em 83, o disco possui aquele ar maravilhoso de Beto Guedes com algo de Ivan Lins e até do Guilherme Arantes em seus momentos mais pops. Imitação? De forma alguma!!!!!
Tadeu põe seu estilo pessoal em temas belíssimos como Nenhum mistério, Gente que vem de Lisboa, Canto de uma terra, Nós dois além da faixa título. Ainda nas 10 faixas consta uma belíssima composição de Caetano Veloso em Aonde eu nasci passa um rio que Tadeu o faz de forma sublime e garanto que se tal tema fosse cantado pelo compositor original não teria ficado tão bom quanto. Este disco é daqueles para se ouvir em momentos aonde a tranquilidade e a harmonia devem imperar.
Fechando com Coração civil, Cativante é um daqueles álbuns cuja a obrigatoriedade deve ser mantida. Mas não ouça este disco comparando com os medalhões citados. Ouça tendo em vista um baita cantor com um belíssimo repertório. E aí? Vai continuar ouvindo porcaria ou vai abrir a mente para algo bacana e deixar de ser mais um neste grupo de burros?
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Tosco - Revanche
Enfim chegou em minhas mãos mais um ótimo disco lançado por aqui. Não iremos entrar em questões de ouvir bandas nacionais ou gringas, a questão é o quão bom pode ser um artista independente de região ou país. E o Tosco não precisa desse tipo de discurso pró banda nacional pois a garra aqui emitida a todos fala muito mais alto. Neste ótimo álbum de estréia a banda simplesmente arregaçou numa fusão fantástica aonde o thrash metal une forças ao hardcore e porque não uma dose punk e gera um dos discos mais legais que já escutei em tempos. Formado por um super elenco, Revanche fala a nossa língua transmitindo uma mensagem direta e reta, sem frescuras ou aparos. Osvaldo Fernandez aqui é o vocalista, letrista e porta voz da contestação feita de forma forte mas com embasamento necessário. O cara está aí na cena há um bom tempo e já passou por outras bandas bem legais da região como o One Broken Finger e o Repulsão Explícita e não seria diferente sua atitude aqui. Ricardo Lima é o guitarrista e um ' riffeiro' de mão cheia e inspiração elevada a potência máxima. A guitarra é pesada, densa e mostra para muitos o que é fazer um riff. E não precisamos citar que este moço toca no Chemical Disaster além de passagens no já citado Repulsão e Vetor, entre outros projetos. O baixista Anderson Cesarini faz bem a cozinha com um som de baixo bem ao estilo Rex Brown ( Pantera) no sentido de não deixar o som vazio pelo fato de ter somente uma guitarra cuja prova foi no show que assisti no Dakota, muito foda. E lógico Paulo Mariz, baterista e um dos caras mais competentes no instrumento. Tendo passagens em bandas como Infector, Killmister, Sacred Curse além do excelente projeto Cosmic Games com seu irmão em cada projeto temos um puta batera.
E com um time desses o que nos resta? Nos resta esquecermos um pouco os problemas e refletirmos o quão de bom fazemos na sociedade. Nos 10 sons próprios, temos já alguns clássicos e uma delas já nasceu assim no momento em que ouvi: Cala a boca Globo. Quem nunca quis mandar a Globo calar a boca? Detentora de uma das emissoras mais populistas do universo, esta emissora possui um sistema sujo, canalha e a fácil manipulação duma sociedade cada vez mais emburrecida. Mas, além da letra de cunho importantíssimo, temos um som pesado e enérgico. Outra sonzera de muito respeito é Amigo seu cuja letra relata a dor da perda de algum amigo seu. Não importa de que jeito seu amigo se foi. Esta vida, este sistema sufocante do qual fazemos parte não é fácil viver e muitas vezes nosso cérebro nos faz praticar atos dos quais outras pessoas jamais entenderão mas que acaba sendo o único meio da pessoa se libertar da dor que está sentindo. Pensei aqui em alguns nomes que nos deixaram. É como dizia o Chorão numa letras de sua banda " não deixe o mar te engolir". Ele e tantos outros se deixaram serem engolidos pelo mar e agora são lembranças e saudades imensas.
Outra que se destaca é O Trump quer que se foda que vale a pena escutar o peso emanado aqui além da letra mais do que direta. A faixa que gerou o primeiro clip da banda, Cenário de chacina, é outra pedrada certeira e uma atuação vocal de tirar o fôlego além do instrumental afiado. Soberba, Temos o que Temer, DNA, Mercadores da morte, Sinceridade agressiva e Saúde falida completam o track list que ainda contém um ótimo cover do Sacred Reich de bônus.
E o resultado desse trabalho já é sentido. Os caras recentemente tocaram com o Attômica e se preparam para a abertura no show do CJ Ramone aqui em Santos. E neste intervalo ainda rendeu a participação da banda no programa Pegadas de Andreas Kisser, programa do guitarrista do Sepultura com seu filho Yohan na 89 fm e no programa virtual de Paulinho Heavy no you tube. E dependendo da garra desses caras além de Revanche, muitas coisas ainda irão acontecer com o Tosco.
Parabéns a este disco belíssimo e que o Tosco produza muito mais pois precisamos de cultura. Aqui não é possuído um lado e sim um comprometimento para com todos os seres pensantes deste planeta. Agora que seria maravilhoso ver o Tosco tocando Cala a boca Globo no programa da Fátima Bernardes com direito a cara de "embaraço" da linda apresentadora assim como os convidados globais ah isso eu pagaria para ver e rir muito. Que tal?
![]() |
| Paulo Mariz, Ricardo Lima, Osvaldo Fernandez e Anderson Casarini |
Outra que se destaca é O Trump quer que se foda que vale a pena escutar o peso emanado aqui além da letra mais do que direta. A faixa que gerou o primeiro clip da banda, Cenário de chacina, é outra pedrada certeira e uma atuação vocal de tirar o fôlego além do instrumental afiado. Soberba, Temos o que Temer, DNA, Mercadores da morte, Sinceridade agressiva e Saúde falida completam o track list que ainda contém um ótimo cover do Sacred Reich de bônus.
E o resultado desse trabalho já é sentido. Os caras recentemente tocaram com o Attômica e se preparam para a abertura no show do CJ Ramone aqui em Santos. E neste intervalo ainda rendeu a participação da banda no programa Pegadas de Andreas Kisser, programa do guitarrista do Sepultura com seu filho Yohan na 89 fm e no programa virtual de Paulinho Heavy no you tube. E dependendo da garra desses caras além de Revanche, muitas coisas ainda irão acontecer com o Tosco.
Parabéns a este disco belíssimo e que o Tosco produza muito mais pois precisamos de cultura. Aqui não é possuído um lado e sim um comprometimento para com todos os seres pensantes deste planeta. Agora que seria maravilhoso ver o Tosco tocando Cala a boca Globo no programa da Fátima Bernardes com direito a cara de "embaraço" da linda apresentadora assim como os convidados globais ah isso eu pagaria para ver e rir muito. Que tal?
Assinar:
Postagens (Atom)







