Bom, finalmente chego a resenha desta que foi uma das noites mais legais que você possa curtir. Mas neste exato momento estou digitando este texto sem pensar em dois acontecimentos tristes de hoje. Primeiro a notícia do avião que levava o time do Chapecoense caiu matando 71 pessoas e apenas 6 sobreviventes. Simplesmente um time inteiro levado embora da Terra, assim como outras pessoas dentro do voo que levava time e jornalistas para a tal final. Uma notícia dessas me fazem refletir bastante sobre a vida e sobre como será o natal dos familiares. Muito triste, para dizer o mínimo. Outra notícia recebida foi a morte de um grande amigo que frequentava a Blaster. Ele era conhecido por Neto e quem o conhecia sabe de quem estou falando. Palavras são inúteis para descrever a tristeza da qual estou sentindo mas ao mesmo tempo podemos dizer que tais acontecimentos nos fazem pensar em não desejar o mal a ninguém e caso alguma pessoa que não esteja falando com você quiser reatar amizade e que converse de forma sincera, aceite. Eu sei, as vezes é difícil mas podemos sim reatar, ceder, aceitar mais desculpas e menos rancor. E por isso que eventos como o Kool Metal servem para você aproveitar a vida indo a shows de bandas que gosta, estar com amigos, sair, ver a vida. Serve também para as pessoas tirarem um pouco os olhos do celular e admirarem a vida real e menos as fotos.
O Black Coffins iniciou a minha festa já que cheguei somente na hora em que eles estavam tocando e para uma galera sedenta por um metal pesado e calcado em Entombed antigo entre outras influências daquela sonoridade sueca mais malvada. Hardcore? Death metal? Doom? Missão difícil rotular estes caras mas fácil gostar já no primeiro riff, ótima pedida.
O Possuídos pelo cão, banda projeto de Poney ( Violator) faz uma espécie de crossover e caso curta D.R.I. entre outros, deve ver esta banda quando puder já que eles não estão mais na ativa, se reunindo vez ou outra para shows dos quais são festas recheadas de discursos politizados.
Aí veio minha revelação de 2016. O Dr. Living Dead mostrou um show animalesco e aquelas caras de caveiras com bandana a lá Suicidal é algo empolgante e aqui as referências são o próprio Suicidal além de Excel, Nuclear Assault, Anthrax entre outros do thrash e crossover. O show desses caras foi de tirar o fôlego e fez uma platéia feliz e que nos fez esquecer estes lances do destino.
O Ratos de Porão fechou o festival tocando o Anarkophobia na íntegra além de outros clássicos diversos e como sempre fez mais uma daquelas animalescas apresentações que desafiam a física quântica. Como estes caras parecem soar melhor a cada dia que passa. Gordo, Jão, Juninho e Boka são e sempre serão importantes pois são porta vozes da geração que logo logo vão pendurar as chuteiras. Esta noite serve para que curtamos a vida, ouvindo o que gosta e sempre, nunca esqueça dos amigos nesta hora pois vale cada momento ao lado deles. Nas palavras de algum pensador: "para morrer basta estar vivo". Dedico esta noite para o Chapecoense e para o Neto. Vou dormir para este dia passar pois está difícil de digerir tais acontecimentos. Pense, reflita mais. Pode não ter a próxima chance....
Este final de semana que passou me proporcionou inúmeras emoções, cada um na sua praia e tempo. Sexta feira vi o filme da Elis. Sábado ouvi o novo do Metallica na íntegra, numa das experiências mais fantásticas que algum ser humano pode ter na vida. E para fechar o final de semana com chave de ouro, ouvi os discos da Lady Gaga, Sandy e ainda vi Ratos de Porão e a revelação do ano, o sensacional Dr. Living Dead mais algumas bandas nacionais bem bacanas. Viram como é fácil? Não há nada de dificultoso nisso e faz um bem danado na vida. Sempre digo e repito: a música não precisa de rótulos para ser ouvida, o que tiver em mãos é para aproveitar com muito afinco e de forma a mandar algumas pessoas irem a merda caso não entenda o segredo da vida. Costumo deixar as pessoas confusas, de ambas as partes quando falo do meu gosto eclético. Um cara do rock acha estranho eu curtir a Sandy e o cara que não curte rock também fica abismado um cara com a camiseta do Ratos de Porão achar o novo da Lady Gaga legal. Chega a ser algo divertido, confesso eu.
Numas dessas ofertas da vida, raptei elas para minha casa e cada uma mostrou que ainda podem fazer música de boa qualidade para quem gosta delas. Começando com a garota nascida em Manhattan em 28 de março de 1986 e cujo nome é Stefani Joanne Angelina Germanotta, seu mais novo disco, intitulado como Joanne mantém seu personagem de nome Lady Gaga ainda em voga. Tendo demonstrado ser uma ótima atriz graças a elogiada atuação no seriado American Horror Story, Gaga calou a boca de um monte de asno que acha a moça sem conteúdo, algo plástico. Gaga ainda participou com Tony Bennett no projeto Cheek to cheek aonde arrancou mais elogios com uma performance de cair o queixo dos mais puristas do jazz. Dona de uma voz forte, Lady Gaga vem com este disco dar continuidade a sua carreira solo com mais músicas legais. É certo que este disco não impacta logo de cara como seus álbuns anteriores mas a audição vai crescendo conforme o disco vai avançando, sendo uma atrativa maneira de ouvir um som sem ligar para estilos. Alguns destaques irão para Diamond Heart, Joanne ( bonita), John Wayne, Perfect illusion, Hey girl, Angel down, Grigio girls e Just another day, ambas mostrando um pop de muito boa qualidade ao contrário do que pensam os cérebros de feijão. E fechando este pacote tenho este belíssimo disco ao vivo da minha melhor cantora da atualidade aqui no Brasil, conhecida como Sandy Leah ou simplesmente Sandy. Mostrando uma carreira solo que não deve nada ao que ela fez com o irmão Júnior, ela mostra também uma independência musical e o dever de não precisar provar mais nada a ninguém e ainda poder fazer o que gosta musicalmente sem pressão de ser a menininha boba de anos atrás. Ainda tem mentecapto ficando de boca de aberta quando sabe que a cantora é mãe. Querer que ela seja virgem aos 30 anos é de doer.... Ela que ofuscou Adriane Galisteu na edição que a loira pousou nua dizendo que é possível sentir prazer anal, gravou este disco ao vivo no Teatro municipal de Niterói durante a tour do disco Meu canto e que show... Completamente dona do palco, menina que cresceu e virou mulher mostra um repertório maduro, bonito e que fez este que vos digita se emocionar ( é amigos, foi mesmo) numa das músicas mais lindas da galáxia, Perdida e salva, algo que desafia a lei da ciência de tão linda que é. Outra bela canção, Sim, é outra amostra de como uma moça pode ser tão cativante somente com a voz. Sandy não precisa ser a gostosa nem pagar de sensual. Ela consegue ser sensual sendo ela mesma e sua voz me toca de forma profunda cujo amor não possui prazo de acabar tão cedo. Aquela dos 30 é divertida e outras faixas como Segredo, Salto, Pés cansados e o tema da era Sandy & Júnior, Nada é por acaso, mantém uma qualidade de dar orgulho. Enquanto Sandy segue fazendo música sem se preocupar com tendências mercadológicas, sua concorrente prefere ir no embalo da massa e gravar sertanojo universiotário. Desculpa Wanessa Camargo: você tem que comer muito arroz com feijão para chegar aos pés da Sandy e mais: enquanto a filhota de Xororó segue de forma digna, a filha do insuportável Zezé di Camargo pula de galho em galho e está cada dia que passa uma cantora caricata e sem um direcionamento musical.
Sandy e Lady Gaga mostram que meu coração dificilmente se engana. E que meu final de semana foi nas mais belas companhias. Bom, deixa eu me preparar para dormir. Amanhã o quase tiozinho vai falar do Kool Metal fest. Aguardem....
Ah o Metallica novo caiu em minhas mãos e caiu também a minha ficha de que este disco é o melhor do ano. Lógico que ouvir as músicas separadas em meu mp3 player já me atiçou quanto a este lançamento mas ao ouvir a obra inteira na sequência foi outra e foi uma das experiências mais gratificantes que um fã pode passar. O Metallica é uma banda que provoca esta relação bacana, esta conexão aonde temos 4 caras inspirados e milhões de caras e garotas que se identificam com o que estes passam pois, assim como nós, eles são seres humanos que podem acertar mas podem errar e um disco chamado St. Anger já mostrou que eles podem errar feio. Mas eles deram a volta por cima ao lançarem Death Magnetic, um desses discos fortes dos quais me despertam sempre aquela emoção e aquele tesão por ouvir. E agora com o mais novo disco, a banda trouxe o que de melhor eles podem fazer. Mas também trouxe um certo comportamento que já existia mas nos dias de hoje a coisa chegou num ponto constrangedor. Lavar a cabeça de um burro sempre foi difícil, como disse inúmeras vezes meu querido pai que cria ( padrasto é um termo feio) mas hoje em dia eu vejo que pior do que uma cabeça de um burro é a cabeça do ser metaleiro. Desde os anos 80, o metaleiro sempre foi aquele tapado que acha tudo ruim e que, para ser do metal, para ser true, o cara precisa ter um alvo para meter o pau em alguma banda. E quando esta banda ultrapassa os limites do reino encantado do heavy metal e vira algo mainstream aí é o prato cheio para o acéfalo falar merda e acabar defecando pela boca. Ainda bem que não são todos os caras que gostam e vivem este estilo agem feito ogros das cavernas mas infelizmente alguns ainda me fazem provar que ter a mente atrofiada e ser um asno também é ser metal.... triste. O cara nem ouviu o disco mas como a turma de retardados disse que tá ruim, não será ele que irá contra tal pensamento não é mesmo? Eu como cago e ando para isso ( estou ouvindo agora o ao vivo da Sandy e estou com o novo da Lady Gaga na fila para resenhar, qual é o problema?) e sempre ouvi o que eu quero ouvir e sinceramente fico perplexo como ainda mantém esta "regra" para a música. Música é música e vai te emocionar independentemente se for o Metallica ou a Sandy ( estou emocionado ouvindo a Sandy amiguinhos). Simples assim. Mas vamos voltar ao Metallica....
Como disse meu brother Rodrigo, ouça o disco antes de sair bostejando por aí pois corre o risco de perder uma obra prima impecável. Lançado de forma dupla, as 12 faixas estão fantásticas, perfeitas, pesadas, únicas. Comparar o Metallica com qualquer banda da turma deles chega a ser uma atitude covarde pois o Metallica elevou seu som para algo que nenhuma daquelas bandas talvez não fosse capaz de alcançar, mesmo sendo todas ótimas bandas e lendas do metal. Mas falar do Metallica é falar de algo grande, gigantesco, imbatível, a melhor de todas enfim.
Na primeira parte do disco temos pedradas e músicas que desafiam a lei da ciência tamanha a qualidade de ambas. Hardwired ( pedrada), Atlas, rise!, Now that we´re dead, Moth into flame ( que riff é este caralho!!!!), Dream no more e Halo on fire só poderiam sair das mãos de gênios como James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujilo e mais ninguém faria isso por mim então não me venham me encher o saco. Ah mas tem a segunda parte do disco... Confusion, ManUNkind, Here comes revenge, Am i savage?, Murder one e.... calma que eu já falo da última faixa. Todas elas sensacionais e tão legais quanto as da primeira parte desta obra e mais riffs, solos, baixo e bateria sendo tocados de forma inspirada mas estamos falando duma banda que acabou no Master of Puppets, ou da banda que acabou quando o Dave Mustaine saiu.... Acho que tenho um gosto estranho pois acho foda som de bandas que " já foram grandes um dia". Ou eu tenho mal gosto ou esses caras estão chatos demais. Façam suas votações.
Mas antes desta resenha ser finalizada, eu necessito falar duma faixa, aquela que encerra o disco, chamada Spit out the bone. Um amigo meu chamado Carioca disse: " escuta esta faixa e depois me fala". Pois quando eu encontrar ele vou lhe dar um abraço pois é graças a músicas como esta que nós somos amigos há 15 anos. Ela fecha o disco como sendo aquela última jogada definitiva para dar aquele cheque mate e calar a todos os detratores que ficam perdendo tempo falando baboseiras ao invés de curtir mais a vida e dar risada. Spit out the bone é uma das melhores da banda em toda a carreira e bate de frente com todas as faixas da primeira fase.
Após ouvir este disco eu agradeço cada um desses caras por existirem e ainda realizarem feitos como este que engrandece minha discografia de forma qualitativa e só me fazem sentir dó de quem prefere ficar no mundinho acéfalo dos true metal e ficar cheio de rancor. Realmente, o Metallica não é para atrasados. Esta banda é desafiadora, provocadora e só os mais fortes a base de feijão vão assimilar este som. Fortes e inteligentes que entendem uma só coisa: quem vive de passado é museu ou pessoa com mente atrofiada. E não venham bostejar para o meu lado achando que joguei "indiretas". Esta foi, como em todas as resenhas, minha opinião e recomendo comer uma jujubinha para ficar mais calmo....
Eu posso ir para todos os cantos da música mas sempre o destino e a Blaster acaba me trazendo de volta a ele. Tenho adquirido itens deste cara e sinceramente ando me divertindo muito com cada peça que adquiro pois fico feliz em ter alguém igual a mim para poder dividir minhas esquisitices. Estava pensando em inúmeras coisas mas uma delas foi: O mundo politicamente correto de hoje aceitaria Frank Zappa? E a resposta seria infelizmente não. Não por causa dos próprios rockeiros que hoje em dia parecem consultores de moda. Antes, era normal um cara de fora do rock te achar feio ou esquisito. Ultimamente tenho conhecido uns caras que fariam o Clodovil ser despojado perto de alguns caras que parecem vivenciar moda. Ou seja, consultores de moda que acham feio seu cabelo, sua roupa ou mesmo acham que barba é coisa de.... maloqueiro. Olhem só amiguinhos.... o rock sempre foi feio mas hoje tem cara pregando por beleza. Duvidosos hein... E nessas horas o Zappa me aconselha com sua música a não dar trela para tais comentários e seguir barbudo até que eu mesmo queira tirar. Teve um asno de fora do rock que, ao perguntar o porque de eu deixar a barba na cara, ouviu a resposta, simples porém direta: " porque eu achei legal ter". Óbvio que o cidadão ficou com cara de cu mas pensando bem, tem cara do rock que age da mesma forma. Frank Zappa com certeza seria acusado de dar "indireta" caso falasse ou escrevesse algo caso tivesse uma rede social.
Este disco, lançado após sua morte, possui algumas coisas engraçadas cuja esquisitice acaba sendo genial. Misturando sons de estúdio com faixas ao vivo, temos mais uma viagem ao mundo cujo seres "normais" não teriam a elegância necessária para tal audição.
You are what you is me fez dançar, Catholic Girls me fez sorrir e Joe´s garage me fez pensar como este cara era um gênio. Quer dizer, ele continua sendo um gênio já que sua obra continua rolando em alguma casa e fazendo ainda alguém muito mas muito feliz.
A vida é bela quando se entende que cada um tem o direito de andar do jeito que achar melhor. Pessoas presas a críticas são pessoas presas na vida, mesmo tendo a liberdade a disposição. Até mais....
Mais uma aquisição que me fez despertar uma curiosidade sobre alguma referida banda que sempre ouvi falar mas nunca peguei um disco para ouvir. O Godsmack é uma banda que sempre foi citada e participou de trilhas de filmes mas nunca peguei algo deles para ouvir. Foi quando pintou em minhas mãos este disco de 98, auto intitulado e como um pesquisador nato, fui conferir o que a banda do vocalista Sully Erna ( também responsável pela produção do disco) tinha a oferecer. E sinceramente, como uma estréia me causou uma impressão muito legal. Claro que necessito de mais algumas audições mas o som dos caras é legal. Uma das coisas que mais me irrita é o certo radicalismo que alguns rockeiros impõem a si mesmos como regra não ouvir certas bandas de certos estilos. Criado na safra de bandas cujo movimento foi dado como new metal, o que muitos não entenderam foi que foi apenas um estilo dado pela mídia que afim de promover estas bandas, acabou vindo com este termo que é apenas um rótulo que não serviu de nada. Só um surdo para não ouvir qualidade em algumas bandas do estilo. Mesmo que não goste, uma coisa é certa: os músicos são bons e sim, foi a última grande manifestação sonora depois do grunge. E o Godsmack não tem nada a ver com o Korn assim como o Korn nada tem a ver com o Deftones e assim por diante. Na verdade, Sully, Robbie ( baixo), Tony ( guitarra/vocal) e Tommy ( bateria) caem mais para um Alice in Chains, graças inclusive pelo vocal do líder da banda que lembra muito o de Layne Staley em diversas partes. Problema? nenhum. O que sai desse quarteto é um som básico, ora arrastado, ora mais pesado mas cativante. Algumas faixas estão entre as melhores aqui como Moon baby, Whatever, Keep away e Stress que seguem a cartilha que pede uma banda de pós grunge pesada. O que alguns devem fazer é parar com este papo de não gostar de nada pois quem pede por tradicionalismo o tempo inteiro nada mais atesta uma imbecilidade sem razão.
Na verdade, o rock ou o metal não morreram nesta época. O que morreu foi um comportamento infantil e atrasado de achar que só uma década foi legal e o que veio depois é "ruim".
Indicado para quem quer, apenas, ouvir um som bacana sem ter que dar satisfação para algum amigo true. Aprovado!!!!!!
Finalizando a noite ao som duma banda legal chamada Godsmack, logo terá uma resenha, tenho em mãos uma compilação de temas de música clássica. Chopin e Mozart. Caso você não saiba quem são, um conselho: música clássica faz muito bem para o cérebro meus amigos. Lembro com carinho quando minha minha mãe, dona Alda, colocava música clássica para este rapaz ficar quieto quando tinha apenas 1 ano de idade. Desde cedo, a música sempre esteve comigo. Por isso, toda vez que ouço algo assim me vem sempre esta história que minha mãe sempre disse. Em 10 temas, tive a sensação clara de onde veio o heavy metal e porque a importância da música clássica no rock. Um som calmo e gostoso que me fez ler algumas páginas de meu livro atual e enriquecer minha vida por completo.
Não há muito do que falar, apenas recomendo ouvir um pouco de música clássica de vez em quando, no recôncavo de seu lar, após aquele dia exausto. Concerto for flute and harp de Mozart é um dos temas mais lindos da música clássica e da música em geral. Meus pensamentos foram longe em tantos pensamentos que caso queira contar, teríamos uns três dias de conversas ininterruptas.
Agora posso me deitar em paz e pronto para mais 3 dias de trabalho e 2 de faculdade. Como esta compilação não deve constar a venda facilmente, aconselho sempre dar uma olhada em alguma banca de jornal mais próxima de sua rua e dar mais atenção naquelas sessões de cd´s que vendem ali. Bnca de jornal não só feita para comprar revista de fofoca e sim um reduto de cultura inacreditável.
Estou tendo um momento de tranquilidade ouvindo música clássica. Sim, este que vos digita também gosta de ouvir algo assim e nada melhor isso para pensar na vida, redigir trabalho de faculdade e ler um bom livro. E este disco da Enya seria uma peça clássica caso fosse uma. Sempre gostei do som que esta fada fez e aqui não é diferente. A day without rain é mais um daqueles discos dos quais você encontrará temas bonitos e os vocais dela sempre encantando e nos fazendo refletir sobre diversas coisas.
Sempre produzido por Nicky Ryan, o disco vem recheado de temas tão lindos que só mesmo muito radical para achar isso "uma merda". O disco já abre com a faixa título, uma viagem a sonhos distantes dos quais momentos foram traçados e marcados para sempre em nossas vidas. Wild Child não é a música do W.A.S.P. mas é um tema belíssimo aonde o instrumental apenas segue o complemento que o vocal trilha durante toda a beleza. O disco não muda, dando continuidade na mais bela forma musical com Only time, Tempus vernum, Flora´s secret, Fallen embers entre outras que preenchem este disco dignamente. Ao fim desta audição, a mente já se encontra pronta para relaxar de forma plena em minha cama e assim ter uma ótima noite de sono. O mundo não é somente feito de temas pulsantes mas também de momentos tranquilos como este. E uma mulher igual a Enya deveria receber por cada disco lançado um prêmio já que sua contribuição para a música é feita de forma que nos faça fugir para outros caminhos que sejam menos tortuosos e turbulentos. Belo disco.