Adquiri este disco hoje e ouvindo ele, me veio algumas lembranças bacanas de quando o Sepultura era aquele quarteto que me dava um puta orgulho. Ainda respeito a banda e ao vivo ainda conseguem fazer um show brutal. Mas perdoem-me os fãs de Derrick Green mas Max Cavalera fazia muita diferença nos vocais e naqueles riffs sensacionais em sua guitarra. Sim, Max hoje em dia não chega nem perto do que era mas ainda assim consegue ter uma legião de fãs pois não precisa provar mais nada para ninguém e é um mito, alguém do qual sempre será lembrado. No dia 16 de dezembro de 1996 no Brixton Academy a banda faria sua última apresentação com o quarteto clássico: Max, Andreas Kisser ( guitarra), Paulo Xisto ( baixo) e Igor Cavalera ( bateria). Após este show rezou-se a lenda de que rolou a demissão da então empresária Gloria Cavalera e que culminou na saída de Max e entre tentativas de retorno, os lados foram para seus respectivos caminhos e temos dum lado o Sepultura na sombra do seu passado e no outro Soulfly e Cavalera Conspiracy fazendo os fãs reviverem o que foi excelente um dia.
E este disco está me fazendo pensar em algumas pessoas que não estão mais entre a minha lista de amigos por motivos que só falando ao vivo teremos as respostas corretas. Assuntos foram ditos mas ficaram resumidos numa exclusão numa rede social. Uma conversa ao vivo foi solicitada mas obtive resposta da forma negativa, ou seja, a impressão é que fui contaminado pela "síndrome de Phil Anselmo" que nada mais é do que algo de errado feito mas que não há o menor jeito de perdoar. Estamos vivendo a era da intolerância aonde dar uma segunda chance virou algo impossível de se fazer. Se antes eu era o cara mais legal agora sou o inimigo público número 1, alguém que não pode mais confiar de modo algum. A vida continua e estaremos por aí sempre, errando ou acertando.
Voltando ao disco, mesmo não estando numa fase das melhores em termos de integração, a banda ainda assim realizou este show que mostra como o poder de fogo deste quarteto era imbatível. Fico imaginando se a saga tivesse continuado, aonde chegariam... Em plena tour do disco Roots, a banda mandou um set animalesco dando uma passada em toda carreira. Numa embalagem dupla, temos entre intro e uma citação breve a Chico Science 26 faixas de poderio monstruoso e quem é fã e ainda não conferiu este disco pode servir como arquivo histórico para quem não vivenciou esta época gloriosa e esquecer de rótulos pois nesta época o Sepultura já tinha se distanciado do thrash metal tradicional para algo acima de nomes de estilos mas ainda assim com o peso sendo a chama desta banda. E dá-lhe Roots Bloody Roots, Spit, Territory, Attitude, Troops of Doom, Beneath the remains/Mass hypnosis, Desperate Cry, Necromancer, Refuse/Resist, Arise/Dead embrionic cells, Slave new world, Biotech is godzilla, Inner Self, Orgasmatron entre outras. Um destaque bacana foi a participação do Strife em We gotta know, cover do Cro Mags e que ganhou uma versão muito foda.
E ainda bem que temos a música que já disse e digo para todos vocês que não há terapia mais fantástica como esta. Bom, agora vou me indo pois o disco acabou e não há mais nada a dizer. Vou me concentrar nas coisas boas. Ou tentar....
sábado, 30 de julho de 2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Florence + the Machine - Ceremonials
Este mundo da música sempre me proporcionando surpresas. Quando Florence começou a aparecer, confesso que demorei a gostar do som e não entendia muito qual era a dela em termos gerais. E uma tendência da música pop vem acontecendo: criarem artistas pop sem ser pop no sentido normal. E esta cara amiga quando apareceu foi justamente neste time em que ia jogar e quem sabe ganhar. Ela ganhou um status de estrela dos esquisitos e caras com uma certa "sensibilidade" fora aqueles que "amam" ela sem ao menos ter alguma crítica negativa pois quem "ama" não fala mal. Isso me afastou um pouco de ouvir coisas dela pois ser categorizado como tal esquisito não é a minha praia. Cheguei a dar mais uma oportunidade para o som dela e fui checar alguns vídeos e tentar ouvir melhor. E foi dessa última audição que algo aconteceu comigo. O som dela me cativou e ter um disco dela seria meu dever que cumprido recentemente com este álbum de 2011.
Definir o som da Florence e sua máquina pop é algo meio complicado e chega a ser inútil desvendar o que ela faz tamanha a estranheza elegante que permeia em todo o disco.
Aqui os 12 temas são construções musicais, peças musicais que geram amor ou ódio ao ouvinte. Only if for a night abre o disco com aquele clima típico dela além das belas vocalizações que dominam todo o disco. Shake it out tem cara de hit e é outra candidata a não sair do meu playlist tão cedo. What the water gave me também brilha com uma vibração única, daquelas para rolar num sábado ensolarado. Never let me go começa lenta e vai vibrando conforme a música avança e que voz tem a Florence hein? Podem falar mal, é um direito de qualquer pessoa gostar ou desgostar. É capaz de ser chamado de falso pois agora sou amigo dela.... Sarcasmos a parte, o restante das faixas guiam no mesmo caminho e me despertou a vontade de ouvir os outros discos.
Revolucionária? não sei. O que eu sei é que ela possui o que eu espero de um artista: ter músicas que, de alguma forma, me cative e o faça querer ouvir mais e mais. Pode ser Florence + the Machine ou Mystifier. O que importa é o que ambos tem a me oferecer. E a ruiva mostrou que Ceremonials pode ser apenas o começo de uma viagem fantástica tendo como trilha sonora uma cantora que não precisa ser bonita nem rebolar a bunda para mostrar o quão gostosa é. Ela só precisa de 12 faixas como as que estão aqui. Viva Florence + the Machine. Até mais....
Definir o som da Florence e sua máquina pop é algo meio complicado e chega a ser inútil desvendar o que ela faz tamanha a estranheza elegante que permeia em todo o disco.
Aqui os 12 temas são construções musicais, peças musicais que geram amor ou ódio ao ouvinte. Only if for a night abre o disco com aquele clima típico dela além das belas vocalizações que dominam todo o disco. Shake it out tem cara de hit e é outra candidata a não sair do meu playlist tão cedo. What the water gave me também brilha com uma vibração única, daquelas para rolar num sábado ensolarado. Never let me go começa lenta e vai vibrando conforme a música avança e que voz tem a Florence hein? Podem falar mal, é um direito de qualquer pessoa gostar ou desgostar. É capaz de ser chamado de falso pois agora sou amigo dela.... Sarcasmos a parte, o restante das faixas guiam no mesmo caminho e me despertou a vontade de ouvir os outros discos.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Eric Clapton´s Rainbow Concert
Finalizando a noite já inicio agradecendo meu brother Mauro por ter me emprestado esta obra de arte. Não estranharia se este cd fosse de ouro tamanha a qualidade do material que consta nele. A história deste concerto tem um apelo de amizade envolvida. Eric Clapton passava uma de suas piores fases por conta do abuso de drogas e ainda estava abalado emocionalmente devido a desilusão amorosa que teve com a esposa do amigo George Harrison do qual era absolutamente apaixonado e que chegou a gravar um disco inteiro pensando nela. Clapton morava sozinho e sua casa era uma tremenda bagunça. Pete Townshend foi fazer uma visita ao amigo e vendo Clapton num estado lastimável, propôs ao mesmo um concerto para levantar sua moral e mostrar o desperdício de talento que um cara como ele jogado as trassas.
Sem alongar muito em lances pessoais, vamos nos transportar para o dia 13 de Janeiro de 1973 no Rainbow Theatre aonde ele e Pete se uniram a Rick Grech, Jim Capaldi, Ronnie Wood, Rebop, Jimmy Karstein e Steve Winwood num show que no mínimo deve ter sido memorável para quem foi pois com um timaço desses e um set list avassalador o lance seria um jogo ganho logo no começo com a maravilhosa Layla. Clapton mesmo detonado e não tendo lembrado deste show tocou como nunca sua guitarra e não era a toa seu apelido de ' God' graças a sua guitarra sempre bem tocada. Pete Townshend é outra atração a parte e só pela boa vontade de trazer Clapton para os palcos novamente já seria digno de aplausos e uma amostra de amizade. Além de Layla, outras pérolas incendiaram a casa entre elas Badge, Blues power, Little wing e Crossroads que encerra o show em grande estilo.
Fãs de música em geral irão se divertir e se caso um artefato desses estiver dando sopa, irei comprar pois é mais do que um simples disquinho e sim uma aula de como se faz algo com pegada e verdade.
Simplesmente imperdível!!!!!!
Sem alongar muito em lances pessoais, vamos nos transportar para o dia 13 de Janeiro de 1973 no Rainbow Theatre aonde ele e Pete se uniram a Rick Grech, Jim Capaldi, Ronnie Wood, Rebop, Jimmy Karstein e Steve Winwood num show que no mínimo deve ter sido memorável para quem foi pois com um timaço desses e um set list avassalador o lance seria um jogo ganho logo no começo com a maravilhosa Layla. Clapton mesmo detonado e não tendo lembrado deste show tocou como nunca sua guitarra e não era a toa seu apelido de ' God' graças a sua guitarra sempre bem tocada. Pete Townshend é outra atração a parte e só pela boa vontade de trazer Clapton para os palcos novamente já seria digno de aplausos e uma amostra de amizade. Além de Layla, outras pérolas incendiaram a casa entre elas Badge, Blues power, Little wing e Crossroads que encerra o show em grande estilo.
Fãs de música em geral irão se divertir e se caso um artefato desses estiver dando sopa, irei comprar pois é mais do que um simples disquinho e sim uma aula de como se faz algo com pegada e verdade.
Sarcófago e sua aura maldita no metal.
Falar do Sarcófago é falar duma banda que já começou polêmica antes dela existir. Seu líder, o guitarrista e vocalista Wagner Lamounier ( ou Antichrist) tinha integrado o Sepultura nos primórdios e saiu dela em meio a uma treta que parece não ter até hoje. Max até hoje não poupa críticas ao ex companheiro de banda e em seu livro auto biográfico acusa Wagner de ter roubado a banda naquela época. Se isso foi verídico eu não sei. A treta se estendeu durante a carreira e tinha a rixa entre os fãs. Quem era fã do Sepultura não poderia ser fã do Sarcófago e assim por diante. Mais ou menos quando acontece em que alguma pessoa fala que, se for amiga de fulano A não pode ser meu amigo e por aí vai. Em ambos os casos minha opinião é assim: gosto de ambos os amigos/bandas. Queria estar nessa rixa e mandar todos para aquele lugar chamado cu e dizer que eu poderia gostar das duas sem o menor problema pois a treta era entre as bandas e não comigo.
Não importa se alguém desmereça estes caras. A banda tem uma aura cult a ponto da cena escandinava de black metal enaltecer o clássico INRI e convenhamos: este disco é uma obra prima!!!! Aqui há outros discos para se comentar e 3 deles estão aqui para minha rica coleção. Rotting, Hate e The Worst + Crust ep ostentam a aura maldita que paira sobre a banda como uma eterna nuvem negra e se você tem medo de letras blasfemas e extremidade no som a ponto de não conseguir dormir a noite, recomendo nem ouvir. Vamos começar pelo disco Rotting de 89. Confesso que ele é meio perdido pois você percebe uma certa pressa, um extremismo meio sem noção. Explicando: contendo 5 faixas mais uma intro bem bacana aonde podemos ouvir alguns fanfarrões pegando algumas menininhas e os gemidos dão a entender que o negócio estava muito bom. Mas não contive o riso ao ouvir um ' gostosa' saído de forma gutural. E apesar do baixista Gerald Mineli ( ou Incubus) dizer que o Sarcófago sempre foi death metal, é notório uma pegada thrash metal no decorrer das faixas, o que não é algo negativo mas que tinha na cara dura. Alcoholic coma abre como uma avassaladora máquina esmagadora aonde riffs pesados se misturam aos vocais a lá Jeff Becerra/ Cronos de Wagner e a bateria sempre veloz do então integrante Manu Joker, hoje integrante do Uganga. Tracy, Rotting, Sex Drinks and metal e Nightmare são outros destaques dum disco urgente e cheio de pressa para acabar logo mas ainda assim legal e histórico.
E falando em polêmica, em 94, após o excelente The Laws of Scourge, a dupla Wagner/ Geraldo se viu na necessidade de dar maior velocidades nas faixas e com um baterista físico não ia rolar. A saída foi utilizar uma bateria programada. Com isso, a banda se afastou dos palcos e concentrou sua força maligna somente em gravar discos. Mesmo tendo arrancado algumas torções de narizes, eu confesso que achei o disco legal e faixas brilhantes como Song for my death, Pact of cum, Satanic Terrorism, Hate ( não tem como não rir da intro ) e quase industrial e fúnebre Anal vomit ( seria uma diarreia?) me fizeram ser malvado num curto espaço de tempo. Esqueça o lance da bateria eletrônica e curta de mente aberta esse disco e o que virá depois: The Worst. Lançado em 96 já um tempo como um duo, o disco registrou mais algumas pérolas malvadas a começar pela faixa título, uma clara amostra do que virá mais para frente... ou não. Outras pedradas são destaque como Army of the damned, a arrastada God bless the whores ( danadinhos...), Pungled in blood, a regravação de Satanic lust e Purification process cuja letra não foi posta no encarte pois foi censurada. Juntando ao disco citado temos o ep Crust que foi lançado em 2007 e mostrou uma gravação mais tosca com os vocais praticamente indecifráveis. Uma das faixas, intitulada F.O.M.B.M. ( fuck of melodic black metal) é uma mensagem bem bacana dos caras ao black metal sinfônico que estava no auge e nada mais Sarcófago de ser do que ir contra esta tendência do black. Este ep vale mais pois está unido ao The Worst pois ele sozinho não me animou em ter na época.
Enfim, chego ao final da audição dos discos e concluo que, para o bem ou para o mal, o Sarcófago será sempre lembrado como uma das mais bandas influenciadoras e sua discografia ficará para a eternidade assim como o legado de Wagner, um cara que mereceria todos os tributos pois foi graças a este cara que muita coisa aconteceu. Se ele é mais ou menos importante que Max? prefiro dizer que cada um fez sua parte de forma sublime e nada de concorrências desnecessárias.
Longa vida ao Sarcófago, a banda que fez alguém tacar fogo em alguma igreja na Noruega.
Sem mais.
Não importa se alguém desmereça estes caras. A banda tem uma aura cult a ponto da cena escandinava de black metal enaltecer o clássico INRI e convenhamos: este disco é uma obra prima!!!! Aqui há outros discos para se comentar e 3 deles estão aqui para minha rica coleção. Rotting, Hate e The Worst + Crust ep ostentam a aura maldita que paira sobre a banda como uma eterna nuvem negra e se você tem medo de letras blasfemas e extremidade no som a ponto de não conseguir dormir a noite, recomendo nem ouvir. Vamos começar pelo disco Rotting de 89. Confesso que ele é meio perdido pois você percebe uma certa pressa, um extremismo meio sem noção. Explicando: contendo 5 faixas mais uma intro bem bacana aonde podemos ouvir alguns fanfarrões pegando algumas menininhas e os gemidos dão a entender que o negócio estava muito bom. Mas não contive o riso ao ouvir um ' gostosa' saído de forma gutural. E apesar do baixista Gerald Mineli ( ou Incubus) dizer que o Sarcófago sempre foi death metal, é notório uma pegada thrash metal no decorrer das faixas, o que não é algo negativo mas que tinha na cara dura. Alcoholic coma abre como uma avassaladora máquina esmagadora aonde riffs pesados se misturam aos vocais a lá Jeff Becerra/ Cronos de Wagner e a bateria sempre veloz do então integrante Manu Joker, hoje integrante do Uganga. Tracy, Rotting, Sex Drinks and metal e Nightmare são outros destaques dum disco urgente e cheio de pressa para acabar logo mas ainda assim legal e histórico.
E falando em polêmica, em 94, após o excelente The Laws of Scourge, a dupla Wagner/ Geraldo se viu na necessidade de dar maior velocidades nas faixas e com um baterista físico não ia rolar. A saída foi utilizar uma bateria programada. Com isso, a banda se afastou dos palcos e concentrou sua força maligna somente em gravar discos. Mesmo tendo arrancado algumas torções de narizes, eu confesso que achei o disco legal e faixas brilhantes como Song for my death, Pact of cum, Satanic Terrorism, Hate ( não tem como não rir da intro ) e quase industrial e fúnebre Anal vomit ( seria uma diarreia?) me fizeram ser malvado num curto espaço de tempo. Esqueça o lance da bateria eletrônica e curta de mente aberta esse disco e o que virá depois: The Worst. Lançado em 96 já um tempo como um duo, o disco registrou mais algumas pérolas malvadas a começar pela faixa título, uma clara amostra do que virá mais para frente... ou não. Outras pedradas são destaque como Army of the damned, a arrastada God bless the whores ( danadinhos...), Pungled in blood, a regravação de Satanic lust e Purification process cuja letra não foi posta no encarte pois foi censurada. Juntando ao disco citado temos o ep Crust que foi lançado em 2007 e mostrou uma gravação mais tosca com os vocais praticamente indecifráveis. Uma das faixas, intitulada F.O.M.B.M. ( fuck of melodic black metal) é uma mensagem bem bacana dos caras ao black metal sinfônico que estava no auge e nada mais Sarcófago de ser do que ir contra esta tendência do black. Este ep vale mais pois está unido ao The Worst pois ele sozinho não me animou em ter na época.
Enfim, chego ao final da audição dos discos e concluo que, para o bem ou para o mal, o Sarcófago será sempre lembrado como uma das mais bandas influenciadoras e sua discografia ficará para a eternidade assim como o legado de Wagner, um cara que mereceria todos os tributos pois foi graças a este cara que muita coisa aconteceu. Se ele é mais ou menos importante que Max? prefiro dizer que cada um fez sua parte de forma sublime e nada de concorrências desnecessárias.
Longa vida ao Sarcófago, a banda que fez alguém tacar fogo em alguma igreja na Noruega.
Sem mais.
Elis Regina continua me encantando mais e mais
Antes de dar aquela volta, aproveitar meus dias de descanso com as melhores companhias: os amigos e a música bem feita. Algumas pessoas me perguntaram o que eu faria nas férias e a primeira "regra" para curtir as férias é viajar. Não viajar em outras coisas mas sim viajar, ir para outra cidade só para dizer que fez algo de bom além de bater um monte de fotos sempre com aquele sorrisão mostrando que se divertiu pra caramba. Se você vai para casa de parente ou terá amigos na outra cidade, eu até entendo. Agora, ir para Campos de Jordão ou para a Bélgica sozinho só para dizer que fez algo pode ser uma faca de dois gumes: pode ser que encontre pessoas e seja amigo delas ou a segunda hipótese seria ficar num hotel e fazer tudo sozinho. ás vezes é legal ficar sozinho mas toda hora é algo que não é legal. Prefiro ficar na minha cidade pois as chances de se divertir acaba sendo maior estando com quem já conhece. E no último sábado houve novamente a feira de vinil em frente a loja Ducati com um som rolando e alguns expositores com discos e cd´s e alguns dvd´s. Dentre os que marcaram presença estavam Sérgio Dias e Eder Lima, mais conhecido como Edinho e um dos grande apreciadores de música brasileira e metal que eu já conheci. Fora que ao lado estava Sérgio Dias, um dos melhores dj´s e grande conhecedor de música alternativa e que anda agitando Santos e baixada com seu Som do Dias que passa o melhor da música dos anos 60 até hoje. Do Sérgio, adquiri um greatest hits bem bacana cuja gravação tinha sido feita em cdr por outro grande conhecedor de sons, Mauro Pinheiro Cruz. Quando vi o disco original não pensei duas vezes: comprei o cd e antes de vir essa discussão de original vs mp3 já aviso: a regra é nenhum dos lados impor a realidade que vive e é o que mais percebo quando este assunto entra em alguma roda de bar. Possuo ambos os mundos e não fico impondo a ninguém comprar original. Mas alguns caras que não compram mais se tornam chatos quando colocam suas realidades como sendo a regra oficial como foi o caso de um cara que afirmou que, quando casassem, iam ter que acabar se desfazendo de tudo por questões matrimoniais. S e ele em questão fez isso não significa que todo cara que for casar terá que fazer isso e um exemplo contrário foi exemplificado com outro cara casado há 19 anos mas que de forma alguma pensou em se desfazer de sua rica coleção.
Além do Confederate Railroad ( a banda do GH), vasculhei a banca do Edinho e adquiri dois artefatos sensacionais. Um foi o já citado Elis& Tom, grande encontro da minha Rainha com Tom Jobim cuja musicalidade deste disco chega a ser sobrenatural. Como tinha a versão da folha de São Paulo e meu amigo Mauro não tinha uma versão em bom estado do mesmo, presenteei o mesmo a versão da folha como uma forma bonita de mostrar o real objetivo da música: unir. O episódio citado acima foi somente que li e em momento algum tomei partido de ninguém.
Outro artefato da Elis foi um box quíntuplo trazendo seus maiores sucessos e com um livreto muito bem escrito nem precisarei me aprofundar pois o que está escrito já é a versão definitiva desta coletânea. Mas uma coisa preciso dizer: como a voz dela fica melhor a cada audição... impressionante. A impressão que dá é que Elis canta cada vez melhor a cada vez que ponho algum de seus discos e o amor por cada canção cresce mais e mais sem prazo de enjoar ou mesmo ficar datado.
Só tenho a agradecer a ambos os vendedores/amigos pela competência e que venham mais feiras desta para que os apreciadores de música continue sua saga de comprar algo legal ou mesmo só para conversar com os amigos. E que apareça mais artefatos da minha gauchinha pois nunca é demais falar ou mesmo ouvir algo referente a maior cantora de todos os tempos. E aguardem pela próxima resenha: Sarcófago. Viva a música nacional!!!!!!!
Além do Confederate Railroad ( a banda do GH), vasculhei a banca do Edinho e adquiri dois artefatos sensacionais. Um foi o já citado Elis& Tom, grande encontro da minha Rainha com Tom Jobim cuja musicalidade deste disco chega a ser sobrenatural. Como tinha a versão da folha de São Paulo e meu amigo Mauro não tinha uma versão em bom estado do mesmo, presenteei o mesmo a versão da folha como uma forma bonita de mostrar o real objetivo da música: unir. O episódio citado acima foi somente que li e em momento algum tomei partido de ninguém.
Outro artefato da Elis foi um box quíntuplo trazendo seus maiores sucessos e com um livreto muito bem escrito nem precisarei me aprofundar pois o que está escrito já é a versão definitiva desta coletânea. Mas uma coisa preciso dizer: como a voz dela fica melhor a cada audição... impressionante. A impressão que dá é que Elis canta cada vez melhor a cada vez que ponho algum de seus discos e o amor por cada canção cresce mais e mais sem prazo de enjoar ou mesmo ficar datado.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Faster Pussycat - Wake me when it´s over
Acordar cedo é chato. Sim, é um pé no saco ter que pensar em levantar quando sono está no seu ápice e o prazer em levantar é o mesmo que achar legal um disco Rhapsody on Fire. Mas eu vou tentar meu lugar no show que promete ser o do ano: Guns N´Roses!!!!! Se para muito rancoroso é algo desnecessário para este que vos digita, que cresceu ouvindo estes caras, ter o prazer de ver ao vivo Axl, Slash e Duff juntos será algo mágico e garanto que alguns um dia curtiram o som dos caras. E aproveitando o tempo de espera do meu amigo que organiza excursão passar neste combalido Saboó irei falar um pouco deste puta disco do Faster Pussycat. Lançado em 89, ele traz aquele hard rock característico do Faster numa pegada animal chegando a lembrar um pouco Aerosmith principalmente pelo vocal do sempre enigmático Taime Downe que chega a lembrar Steven Tyler. Imagine um cruzamento de Aerosmith e New York Dolls apertando o play do disco. Também temos que fazer justiça aos outros caras da banda como os excelentes guitarristas Greg Steele e Brent Muscat além da cozinha eficiente de Eric Stacy ( baixo) e Mark Michals ( bateria) pois fizeram honra a este clássico mostrando que virtuosismo em certos casos acaba sendo secundário e prepotente. E arregaços festeiros como Where there´s whip there´s a way, Little dove, Poison ivy ou Pulling weeds aonde faz a festa de algum ser do hard rock que ainda quer se divertir e esquecer o mundo do lado de fora. Se tiver algumas teenagers bem assanhadas e com vontade de brincar um pouco, melhor ainda pois hard rock é festa, sexo e alegria contagiante.
Outra faixa da qual destaco é House of Pain, que nada mais é do que o modo do Faster Pussycat de fazer alguma balada e conseguiram porque a música é muito legal e pode ser aquele momento em que ela começa o strip em alguma casa noturna para tais acontecimentos.
Outro arregaço é Tattoo que transpira hard rock em cada segundo, cada riff, cada verso. O disco se encerra com Please dear que nada mais é aquela faixa que tá rolando as 6 da manhã e todos estão indo embora para casa após uma noitada sensacional e com aquela sensação de dever cumprido com a vida. Bandas como o Faster Pussycat tornam a vida mais legal e mostram duma forma positiva que podemos sim reclamar de algo. Mas reclamar de tudo e achar que tudo está ruim pode ser algo perigoso. Bom, com licença que preciso ir ao compromisso do rock. Até mais com mais resenhas de discos legais folks.
Outra faixa da qual destaco é House of Pain, que nada mais é do que o modo do Faster Pussycat de fazer alguma balada e conseguiram porque a música é muito legal e pode ser aquele momento em que ela começa o strip em alguma casa noturna para tais acontecimentos.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Neil Young - Le Noise
O que falei sobre ele já disse numa resenha aonde adquiri para audição algumas peças bem legais de sua discografia. Com altos e baixos, este senhor canadense obtém em sua discografia alguns itens essenciais e outros dos quais merecia jogar no lixo tamanha a decepção. Sim senhores, Neil Young já errou um dia. Mas aqui ele acerta, pelo menos para mim. É que Le Noise não é um disco necessariamente normal. Calma, não são aquelas desnecessidades que ele cometeu. Aqui, temos a guitarra e a voz e algumas somente ele e seu violão. Não há faixas com bateria ou uma banda completa. Trata-se apenas de Neil Young cantando com sua voz característica e chorona 8 faixas bem interessantes e surpreendentes devido ao formato no qual foi gravado.
Saca aquela trilhas sonoras para andar na rua no maior estilo " eu contra o mundo e que se foda o resto?". Walk with me, Sign of love, Someone´s gonna rescue you, Love and war, Angry world, Hitchhiker, Peacefull valley boulevard e Rumblin´ lhe mostrarão o que pode ser sua trilha sonora.
Rock n´roll feito da forma que lhe é cabível existir. É rebelde, sujo e viajante. Amando ou odiando, este cara existe e continua nos brindando com sons novos. Com a perda de alguns ídolos recentemente, o jeito é ir aproveitando enquanto outros ainda estão vivos e atuantes. E mais uma observação: o disco foi produzido pelo renomado Daniel Lanois, o mesmo que trabalhou com U2 em alguns de seus discos clássicos e se eu não estiver enganado ele produziu o perfeito The Joshua Tree. Preciso dizer mais alguma coisa? Sim, preciso: ouça este disco com uma certa mente aberta.
Saca aquela trilhas sonoras para andar na rua no maior estilo " eu contra o mundo e que se foda o resto?". Walk with me, Sign of love, Someone´s gonna rescue you, Love and war, Angry world, Hitchhiker, Peacefull valley boulevard e Rumblin´ lhe mostrarão o que pode ser sua trilha sonora.
Assinar:
Postagens (Atom)