sábado, 20 de julho de 2019

Virgin Voices - A tribute to Madonna

Nas constantes idas a internet, uma faixa deste cd fez com que eu fosse atrás de outras versões feitas para faixas da Madonna e acabei me deparando com este tributo cujo primeiro volume traz 14 faixas de artistas do pop e do alternativo prestando suas homenagens a cantora que outrora gravou discos belos e deixou eternizada uma bela coleção de hits mundo afora. É verdade que seu último disco, o pavoroso Madame X, não merece um pingo de homenagem mas é inegável que discos como Ray of Light ( esse sim um disco que REALMENTE revolucionou), Like a virgin, Bedtime stories, Erotica além do contestador Like a prayer serão clássicos eternos e que uma legião de admiradores da cantora estarão sempre revivendo suas músicas de ontem. 
Lançado em 99, aqui temos versões maravilhosas porém outras nem tão bacanas mas que valem toda uma audição já que o resultado deste tributo acaba sendo satisfatório. Desde já os destaques vão para a bela versão que o Dead or Alive fez para Why it´s so hard cuja letra forte ficou perfeita com eles. Uma bela surpresa!!!!!!. Outra grande versão em destaque foi para Swim que o Spahn Ranch regravou com muita categoria. O Silverbeam também mandou seu recado com Bedtime stories, deixando -a mais densa. O KFDM soube dar sua cara para Material girl e até o Information Society aparece com Express Yourself numa versão bacana.
O Frontline Assembly também merece destaque já que deixou mais sexy uma das faixas que mais causaram polêmica na carreira da Madonna, a deliciosa Justify my love.
Já outras faixas não ficaram a altura das originais como comprova o Berlin ( aquela de Take my breath away lembra?) que deixou meio sonsa Live to tell além do Gene Loves Gezebel que desconstruiu Frozen sendo em ambos os casos a oportunidade perdida de brilharem já que tais canções são originalmente soberbas. 
As demais ficaram legais sem querer arriscar de mudar algo. Lembrando que este é um tributo totalmente atrativo mesmo com esses altos e baixos. Mas pela história, tributos sempre terão subidas e descidas sendo até normal. Altamente recomendado para fãs da cantora mas para quem curte algo mais eletrônico e underground dentro da música e ver como a Madonna influenciou e influencia góticos, roqueiros, punks, indies.... Esqueça Madame X. Estamos falando de uma das maiores artistas de todos os tempos. Ouça isso!!!!

sábado, 29 de junho de 2019

Filhos de Nair - idem

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Quando perguntado se o rock morreu, um famoso crítico musical deu a seguinte resposta: "possuo dois programas de rádio, sendo um deles com a programação só de bandas nacionais. Vocês não fazem ideia do quanto de bandas geniais eu recebo diariamente." Esse cara chama-se Régis Tadeu e numa bela entrevista ao programa pânico, o cara falou sobre o rock ter "morrido". Ele ainda citou que, quando o rock foi mainstream nos anos 80 por aqui, angariou muitas pessoas que não eram propriamente roqueiras e até o começo dos anos 90 com a MTV, o rock tinha seu lugar na tv. Com o fim da emissora, o rock simplesmente voltou ao lugar que lhe pertence: o underground. E isso retrata bem as últimas apostas de gravadoras e a queda de qualidade na música de "sucesso". E aonde você deve buscar música de qualidade? Plataformas digitais pode ser uma ótima ideia. Mas os circuitos do Sesc pode ser também de muita utilidade já que acontecem todo ano festivais ou mesmo shows em particular duma galera que não quer chorar e sim tocar mostrando sua música para pessoas famintas por um som simples porém bem feito. A banda Filhos de Nair foi formada em 2016, tendo este nome somente em 2017 quando o trio formado por Ché nas guitarras, Pizza na bateria e Kékas no baixo oficializaram o nome Filos de Nair e se propõem a realizar um rock instrumental minimalista, sem firulas ou masturbações sonoras. É aquele som instrumental para relaxar após um dia de trabalho, um desses disquinhos que irão rolar de forma despretensiosa no seu aparelho de som. Não, os caras não querem ser a maior banda do mundo nem revolucionar o que já foi feito. Eles somente querem tocar e se divertir. Não tem aqui espaço para "desenhar" e sim ser direto e certeiro.
São 10 sons ora mais pesados ora mais leves e viajantes mas mesmo a parte pesada não serve para agredir e sim para agregar algo bacana. Da abertura com Cities, indo para Desert Road, O gago, Torpedo e encerrando com The digger temos uma banda que não está nem um pouco preocupada com referências. Meu ouvido detectou passagens de som alternativo com algo de pós punk e até anos 70, principalmente por contar com um trio. Fuja do manjado. Escute os filhos da Dona Nair e deixe a mente ir longe junto com estas canções. Mas um aviso: ouça mais de uma vez.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Um pouco de Brasil no som não faz mal a ninguém.

Voltando ao blog, recebi 3 belos presentes em cd do meu amigo Mauro Pinheiro Cruz e me peguei pensando o quão rica é a música brasileira. Sempre trazendo algo fértil, esses 3 artistas que vieram em minhas mãos hoje enriqueceram em proporções gigantescas meu gosto musical e como sempre quebrando aquele paradigma de que roqueiro só ouve rock. Balela!!!! Fui e ainda sou meio criticado por gostar de artistas fora do eixo rocker. Atualmente não muito mas no começo as pessoas meio que me reduziam pelo fato de ter em meus cd´s coleções que vai desde Rouge até Burzum. Recentemente a descoberta cada vez mais produtiva acerca do que temos de música popular brasileira me fez perguntar como alguém pode ainda ser radical com tanta coisa a disposição.
Lógico que, quando tinha meus 16,17 anos jamais me passaria pela cabeça em curtir Elis Regina. Agora vejo que estava errado e possuo um belo arsenal brazuca de levantar o astral. Sá & Guarabyra, Ivan Lins e Jorge Ben foram ao meu micro system e realizaram aquele festival de músicas sensacionais e sim, cantar em português não é sinônimo de blasfêmia. Ok, hoje em dia olhar as paradas de sucesso dá nojo mas aceite que os tempos são completamente outros e isso é percebido graças a total falta de cultura dum povo falido que culpa o governo mas não gosta de ler um livro, não gosta de estudar e o principal: brasileiro não gosta de regras. E o que isso tem a ver com a música? Tudo a ver!!!!! Esses artistas citados acima hoje são itens para tiozinho conservador, chato, que se acha o difícil. Mostrar Sá & Guarabyra para um cara que não gosta de ler um livro é perda de tempo. O cidadão simplesmente demonstra total falta de massa cefálica, simples assim. Vamos baixar a cabeça? De jeito nenhum!!!!! Temos sim o direito de negar cada aberração que vier em nossa direção e ouvir o que achar melhor, não por questões modistas pois quem ouve música, sente aquele prazer que cada canção irá passar para você. Música para mim é um instrumento para canalizar emoções, lembranças além duma reflexão do que você é ou que pode ser. Trata-se enfim dum item cultural e transformador. E foram a dupla citada acima que abriram as audições com sua história fazendo toda a diferença. Num belo apanhado, a dupla possui canções emblemáticas desde que eram um trio e aqui não faltam temas belos como Espanhola ( numa bela interpretação ao vivo), O silêncio é de ouro, a medley com as músicas Primeira canção da estrada/O pó da estrada, Sete Marias, Dona ( igualmente ótima com o Roupa Nova), Roque Santeiro entre outras. Não tem como ouvir tais canções e não curtir belas harmonias vocais aliadas a um instrumental que mistura com maestria o rock com a mpb.
Após eles, Ivan Lins que faz um pop de altíssima qualidade mas que nos anos 70 chegou a flertar com o rock. Para mim, ele, Guilherme Arantes e Beto Guedes são o trio de ferro em se tratando de composições belas e que ambos fizeram um tremendo favor a música de qualidade aqui gravadas pela Elis. Como não lembrar de Dinorah, Dinorah e não lembrar da baixinha? Madalena, Aos nossos filhos.... ambas interpretadas por Elis de forma mágica. Outros belíssimos exemplos de como um artista pode ser completo estão em Vitoriosa, uma bela canção positiva além da melodiosa Vieste. Elton John fez escola aqui.
Fechando o show de talentos vem Jorge Ben e seu ritmo contagiante bem brasileiro com aquela cara de pôr do sol e chope gelado. Jorge Ben desfilou um repertório fantástico aonde alguns temas podem ser destacados entre eles A banda do Zé Pretinho, Bicho do mato, Mulher brasileira entre outras pérolas.
Enfim, exemplos estão presentes. Basta vasculhar sem medo que sempre terá algo de qualidade ao invés de ficar só reclamando. Contestar sim, é válido. Agora só ver coisa ruim como sendo única.... sinto muito. Seja feliz. Viva a real música brasileira e seus intérpretes.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Bang - Mother/ Bow to the king

Voltando ao blog, trago mais um belíssimo achado. Todos sabemos o quão está difícil conviver neste lugar chamado sociedade. Sabemos também que pessoas como nós, que possuímos discernimento para avaliar o que é e não é legal cada vez mais caminha-se para a extinção e que nas próximas gerações, caso não haja uma solução, teremos amebas no lugar de seres humanos habitando este planeta. Uma pessoa que falar para você que " gosta de tudo" é para no mínimo ser avaliada. Esta mesma pessoa se esquece dum parêntese bem importante: é impossível gostar de tudo. E mais: uma pessoa dessa, com uma resposta desse naipe, possui alguma opinião? Ou ela é mais uma dessa galera que prefere ficar "encima do muro" a famosa "insentona" ? Graças aos anjos protetores que possuo sim opinião e, para o bem ou para o mal, sei muito bem o que quero e o que não quero para meus ouvidos.
E os americanos do Bang vieram mediante uma recomendação e dificilmente irão sair do meu som e posteriormente de meus ouvidos. Em 72, os caras vieram com esses dois mini álbuns ( é o que parece) aonde a banda destila um hard rock no melhor estilo setentista aonde melodias ricas fazem valer cada momento aqui visitado. Indo para o lado Mother, temos a faixa título, que abre o disco de forma enérgica, maravilhosa. Humble vem na sequência e que linha de guitarra é esta? Timbre forte, aquele clima sensacional que o hard rock da época mostrava ao mundo. Keep on e Idealist Realist fecham a primeira parte da audição de forma animadora mas antes de se recompor do que ouvi vem No sugar tonight e que música meus amigos. Feel the hurt começa com um belo violão para vir a guitarra e destilar aquele som reconfortante e o solo contido nesta faixa é de emocionar. Tomorrow e a faixa título desta parte do disco fecham de forma muito bonita esta audição. Só achei meio confusa as informações acerca da banda com vários integrantes que já passaram nela. Uma coisa de bom foi saber que a banda voltou a ativa recentemente mas sem nenhum lançamento nesses tempos atuais.
Fechando esta resenha, temos que lembrar que, nossos ídolos ou envelheceram ou já se foram. Não só eles, nós também estamos envelhecendo. Por isso, ocupe seu tempo ouvindo discos legais pois a vida é aquele momento que, se não aproveitar o hoje, o amanhã pode ser tarde demais.
Banda espetacular!!!!!!! Escute isso e veja de onde vem as influências das bandas de stoner rock de hoje e não se limite em somente ouvir as bandas manjadas.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Badger - One live Badger

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Mais um grandioso achado diretamente dos anos 70. O que ouvi neste disco ao vivo no Rainbow Theatre em 73 foi e ainda continua soando sobrenatural. Caras que subiram ao palco para tocar música, sem preconceitos ou rótulos pré concebidos. No site a banda é intitulada como progressiva mas há muito mais nas 6 faixas executadas de forma primorosa. Algumas curiosidades acerca deste disco torna e tornou a audição algo a mais nesta riqueza musical. A banda foi formada pelo baixista e vocalista David Foster com o tecladista Tony Kaye que tinha acabado de sair do Yes. E por falar em Yes, o registro foi gravado quando eles abriam para os ingleses e sem falar que David Foster integrou o Warriors, banda anterior de Jon Anderson ( vocalista, que depois iria para o Yes). E sabe quem fez a capa deste álbum? Roger Dean, o mesmo que fez pelo menos 90% das capas clássicas da banda. Completada na época por Roy Dyke na bateria e Brian Parrish na guitarra o que temos aqui é uma aula única de como se praticar sons sem querer atropelar ninguém ou até mesmo sem egos inflados.
Resultado de imagem para badger one live badger capasO disco abre com a fantástica Wheel of fortune e seus mais de 7 minutos de feeling certeiro e um baita clima rocker de verdade. Fountain mantém a pegada do disco com instrumental impecável e vocais sendo divididos por Parrish e Foster. Wind of change e River antecedem a enérgica The Preacher e notei um certo clima de Humble Pie.
O disco fecha com a tijolada On the way home numa clima descontraído e uma platéia ensandecida e olha que eles estavam abrindo para o Yes....
Enfim, esta pérola originalmente lançada pela Atlantic teve um relançamento 20 anos depois pela Repertoire Records e merece uma audição. Assim como uma bela compra caso ache em alguma loja especializada. Garanto que não irá lhe causar arrependimentos e sim uma alegria imensa de consumir esta épica jornada. Recomendo!!!!!!!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Babe Ruth - First Base

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Retornando a página, venho com este disco. Ouvi em algum lugar que música é mais do que o simples ato de ouvir música. É sim, uma consciente utilidade da música, fazer você pensar, refletir, viajar em algo sonoramente rico e prazeroso. Não escreve estas linhas para dizer que sou o melhor ou me intitular o número um em conhecer bandas. Esta descoberta ( e a seguinte) foi um presente do meu amigo Edinho, que sempre traz algo bacana. E para mostrar que nunca iremos conhecer tudo e convenhamos: que graça teria a música se não tivesse mais o que descobrir, se impressionar? E o Babe Ruth me despertou isso e mais um pouco neste petardo de 73.
Em 5 temas, Janita Haan ( vocal), Dave Hewitt ( baixo), Dick Powell ( bateria), Dave Punshon ( piano), Alan Shacklock ( Guitar) e alguns convidados em instrumentos complementares me trouxe a magia que foi os anos 70. Quando eu era adolescente, nem em sonho ia querer ouvir este disco talvez por querer a urgência do som pesado mas que com certeza eu teria deixado para lá este disco. Wells fargo, The runaways, King kong ( de Frank Zappa), Black dog, The mexican e Joker desfilam um instrumental afiado e os vocais de Janita complementando este bolo sonoro.
Caso não conheça este disco, corra atrás agora mesmo pois trata-se duma joia maravilhosa do classic rock. Baita disco!!!!!! Em tempos de música pobre, nada mais bacana do que ouvir um disco rico em informações e simplesmente ignorar a podridão.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Budgie e mais dois discos formidáveis dos quais fui presenteado

Resultado de imagem para budgie capasA noite não poderia encerrar da melhor maneira: música boa, música de qualidade, música que me faz feliz por alguns instantes. Há fases em nossas vidas aonde o desânimo tenta entrar mas com alguma força de vontade e algo para ocupar a mente, conseguimos driblar os problemas acrescentando algo positivo em nosso dia a dia. Quem acompanha o tal do facebook nota o quão chato está. Pessoas que outrora eram amigas, hoje se xingam em redes sociais e deixam para trás toda uma amizade de anos em questão de minutos por decisões políticas contrárias. Basta ver os últimos acontecimentos e veja o que está acontecendo no rock por exemplo. O underground se dividindo em direita e esquerda, bandas não tocando juntas porque possui o underground esquerdo e direito. Não sei aonde isso tudo vai parar. O país está parado e a taxa de desemprego aumentou. O caos social está mais crítico do que nunca e tudo, exatamente tudo, é alvo de acusações infundadas advindas duma parcela vitimista que prefere adotar o método complexado e se apoiar na bengala do preconceito. Mas aqui estamos seguindo e o rock não para. Burke Shelley ( baixo e vocal), Tony Bourge ( guitarra) e Steve Williams ( bateria e vocais) foram os protagonistas de dois discos adquiridos recentemente graças ao amigo Éder Lima que disponibilizou os álbuns Impeckable de 78 e If were Brittania i´d waive the rules de 76. Dizer qual disco é o melhor chega a ser sacanagem já que ambos possuem momentos de brilhantismo puro. Aqui temos o classic rock que inspirou em muito o que veio a ser a NWOBHM e para quem não sabe, foi uma das bandas que ficaram conhecidas ao grande público graças ao Metallica que chegou a gravar alguns sons em versões matadoras. Começando com Impeckable, o disco é uma aula de rock daquelas obrigatórias e em 9 faixas, o trio passeia no bom gosto musical em faixas emblemáticas como Melt the ice away, Love for you and me, Pyramids, Smile boy smile e na linda Don´t go away que começa com um belo fraseado de violão para depois a banda inteira brilhar, tudo capitaneado pelo vocal de Burke Shelley que além disso manda muito bem no baixo.
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O igualmente poderoso If were Brittania... traz 7 sons animais aonde a faixa título é soberba além de Anne Neggen, You´re opening doors, Heaven knows our name e Black velvet stallion que fecha de forma única o disco, com uma levada que lembra o Rush de começo. Aliás, além do Rush, você verá que Triumph, Humble Pie entre outros trios com certeza beberam um pouco desta fonte roqueira e até bandas mais atuais como o Wolfmother e formações stoner em alguma passagem da vida ouviram o Budgie e estes dois discos não soam em momento algum datados. Soam sim bem a frente do tempo e quem gosta é um prato cheio de qualidade em doses cavalares.
Faça um favor: escute agora mesmo!!!!!!!