segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Frank Zappa aparece mais uma vez em 3 discos soberbos.

Sim, parei o tempo. Estava precisando para um pouco com as minhas obrigações do dia a dia. E hoje um assunto do qual não convém falar aqui veio a tona e confesso que fiquei ligeiramente puto com tal conversa. Não vou citar culpados ou inocentes ou mesmo o que ocorreu mas tenho que sempre lembrar as pessoas que me acompanham: não se espantem com NADA que irão ler aqui. Se há algo do qual não sou dotado é de hipocrisia ou até puxa saquismo agudo. Falar bem somente para agradar não foi e nunca será meu lema. Mas, falar mal para ter uma certa "fama" também não é legal. A música foi inventada lá atrás para unir as pessoas e não para desunir. Sim, há coisas das quais não sou apto a sentir amor e carinho mas não fico falando toda hora. Lembre-se que na história mundial, quem ficava martelando a mesma ideia na tua cabeça recebia o honorável nome de ditador.
Sim, estamos numa era em que é legal falar mal para se sentir bem. Se para alguns isso é recompensador, para mim não agrega nada a vida. Falando sobre nosso artista citado, não é das tarefas mais fáceis gostar da obra de Zappa até porque a genialidade caminha lado a lado com uma maluquice sensacional aonde o senso de humor precisa estar num nível acima dos 50 % senão a chance de não curtir é bem grande. Ouvi dizer que Frank Zappa não pode ser considerado rock. Porque? O rock virou manual básico de bom mocismo e ninguém me disse nada? Desde quando isso... Se o Zappa não é rock eu não sei. Acho que ele mesmo não ia aguentar certas imbecilidades de rotular sua rica música já que Mr. Z sempre foi um ser multifacetado e sempre pronto para mais alguma aventura musical, gostando ou não do ia sair. Portanto, caso fique nessa de rótulo, mude de blog e vá ler algo manjado.
Iniciando esta trinca temos o estupendo disco Freak out juntamente com o Mothers of Invention que foi lançado em Julho de 66 mas engana-se que esta foi a primeira coisa que gravou pois Zappa já atuava em outros projetos e bandas. Aqui temos uma música divertida e indo contra a maré sempre pois ao contrário de algumas pessoas mal humoradas, Zappa sabia como ninguém falar mal de quase tudo sendo engraçado. E aqui temos faixas do calibre de I ain´t got no heart, How could be i such a fool, I´m not Satisfied entre outras faixas bem sacadas tanto musical quanto lírica.
Outra obra digna de conhecer é Joe´s garage. De 79, este disco dividido em 3 atos, temos Zappa narrando o que acontecia na garagem do tal Joe e mais faixas malucas porém sublimes como On the bus, que é muito bacana e sarcástica. Aliás, é algo difícil entender as piadas de Zappa mas você acaba rindo mesmo assim pois o segredo aqui é se divertir. Mas, em meio a outras faixas como Catholic girls temos uma das mais lindas canções feitas na face da Terra e ela se chama Watermelon in easter hay. Trata-se dum instrumental e o solo doce de guitarra e forte candidata a rolar naqueles finais de tarde na leitura de algum bom livro. Viram? Os malucos também amam....
Finalizando por ora a audição da obra deste gênio, tenho em mãos Them or us de 84 e dá-lhe mais musicalidade aliada a bizarrice positivamente falando. E faixas como In France, Sinister footwear II, Stevie´s spanking entre outras belezas da arte mais bela do mundo. Uma curiosidade: nesta época já despontava para o sucesso um certo Steve Vai que ouviu os conselhos do professor e se tornou um dos caras mais criativos dos quais tenho notícia mas que ao mesmo possui uma chatice mas que não deixa minha pessoa desrespeitar este mago da guitarra. O disco fecha com uma versão amalucada de Whippin´post do The Allman Brothers band que ficou no mínimo inusitada mas vindo de quem veio... isso é Frank Zappa.
Pois é meus amigos e minhas amigas, agora posso dormir com a consciência tranquila de um dever cumprido com a música e sempre alertando o quão é importante gostar do que você realmente gosta e não do que os outros querem que você ouça. E mais uma vez agradeço a este senhor por me enriquecer e cabe uma frase importante: se alguém chegar perto de você e disser que é perfeita, corra imediatamente. Pessoas assim me dão medo. Frank Zappa também fugiria de gente assim....

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Running Wild - Rapid Foray

Sim, estou diante de mais uma banda da qual preciso me redimir e pedir desculpas por ignorar sua obra por todo este tempo. Rolf Kasparek ou Rock n´rolf precisa entender que ás vezes somos falhos e eu de certa forma falhei em em ter falado um dia que Running Wild era chato. Calma amiguinhos, vocês não irão ler este tipo de resenha para aberrações como Rhapsody of Fire, Sonata Arctica, Edguy, Primal Fear, Sabaton entre outros malas. Mas o Running Wild não é qualquer porcaria e sim uma puta banda cuja discografia será desbravada por este que vos digita de forma empolgante e sim, terei mais pérolas para ouvir dentro em breve. Mas enquanto os outros discos não chegam, vamos ao mais novo lançamento dos caras, Rapid Foray que promete ser um dos melhores discos ouvidos por mim neste ano. Empolgante do início ao fim, o estilo clássico da banda volta a reinar após dois discos de volta bem abaixo do esperado e caso curta o que de melhor fez a banda um dia, volte a dar seu crédito para Rolf e cia.
Faixas do porte de Black skies red flag abrindo um disco traduz que a diversão está somente começando e quem não curtir heavy metal de verdade aconselho ir regar flores no jardim ao som das bandas citadas acima. Aqui não há espaço para frescura ou mesmo para metidos a intelectuais que amam atitudes golpistas ou mesmo que adora falar de ditadura mas ama Cuba. A sequência com a sensacional Warmongers dá continuação brilhante ao disco que ainda possui Stick to your guns, uma faixa daquelas de emocionar todo e qualquer ser humano que ainda possui um coração batendo. A faixa título é outra bela obra de arte das mais refinadas, uma aula de riffs e interpretação vocal raçuda. A instrumental The depth of the sea é outra maravilha da sétima natureza reinante, para chorar agradecendo a todos os anjos pela escolha de ser rockeiro. Outra faixa para erguer os braços de felicidade é Black Bart, um hino de guerra para sair num navio e atacar orcs ( para você Caio Mário). O disco encerra com a soberba Last of the Mobieans, uma daquelas faixas de encerramento aonde não há outra coisa a fazer do que agradecer ao Running Wild por acender a paixão por ouvir sua discografia a partir daqui.
Caso você já acompanhe a banda, faça um bem a si mesmo: compre este disco e ouça tantas vezes for necessário e agradável. Heavy metal traduzido duma forma honesta. Nada mal para uma terça feira hein?

Roadie Metal Volume 8 - Vários

Enfim chego ao último disco e espero que não termine por aqui. Graças a Roadie Metal descobri algumas bandas sensacionais, cujo talento equipara a atitude de querer mostrar algo de ótima qualidade em meio a tanta porcaria que vemos aos montes. Nesta coletânea dupla, temos bandas legais ao lado de outras que ainda precisam de uma dose maior de arroz e feijão preto para chegar a um nível bacana perto dos destaques desta compilação.
E dentre os destaques temos o Claustrofobia com Metal Maloka, o Torture Squad com Return of evil, Death Chaos com a maravilhosa faixa From the dead they will rise, a minha descoberta Jailor com a estupenda Stats of Tragedy além do Crookhead com a igualmente ótima Via crucis e Haumette com estranha porém bacana Changed Heart, uma espécie de black meio industrial se não tiver enganado.
Já no segundo disco mais algumas pérolas como o Black Triad com R.I.P., o surpreendente Heaven´s Guardian com a positiva Dream, o já resenhado Moby Jam e seu Homem de gelo e Blancato com Laís, outra ótima agradável surpresa. Não me compete citar as bandas não tão legais assim pois posso até ser maldoso com alguma delas mas uma parte daqui carece de música, duma pegada mais encorpada e mesmo quando o instrumental é bom o vocal entra para estragar a festa toda. Mas no geral, esta compilação tem para todos os gostos dentro do rock e pode ser um apanhado do que rola no país e mostra que som pesado pode ter várias facetas, bastando escolher qual a melhor se encaixa em seu gosto. Longa vida a Roadie Metal!!!!!!!!

domingo, 23 de outubro de 2016

Jailor - Stats of Tragedy

Encerrando esta noite, encerrando esta noite de domingo e iniciando a semana com o pé direito, um das bandas legais de thrash metal que já ouvi. O som que o Jailor faz me trouxe na memória os anos 80, quando bandas do porte de Metallica, Slayer, Exodus, Testament, Vio-lence, Hirax, entre outras tantas estavam sem querer criando um movimento do qual iria influenciar toda uma geração de metalheads e foi graças a alguns desses caras que o Jailor resolveu montar uma banda de thrash e se inspirou em cada um deles para lançar este ótimo disco. Sinceramente, esses caras deveriam estar numa Metal Blade da vida e realizando tour ao redor do mundo. Que sonzeira infernal!!!!!!
Flávio Wyrwa nos vocais faz o que um vocalista de thrash tem que fazer ao pegar num microfone. Daniel Hartkopf e Alessandro Guima utilizam suas guitarras para riffs soberbos e solos sem exagero. O baixista Emerson Hiederrauer e o baterista Jefferson Verdani formam uma cozinha perfeita para thrash. Sendo assim, unidos, formam uma máquina aniquiladora e se continuar na pegada deste disco, tem tudo para alçar voos cada vez mais altos.
E destacar alguma das 9 faixas torna-se algo dificultoso pois TODAS elas são estupendas, desde a intro G.O.D. até a emocionante faixa de encerramento Six six sickness todas se destacam pelo poderio. Quer algo de Slayer? Pode ir sem medo. Testament ? Idem. Ainda podemos ouvir referências do thrash alemão como Tankard, Kreator e Destruction. São discos assim que me fazem ter vontade de escrever algo a respeito. São discos assim que me fazem ainda acreditar que o metal é viável e ainda podemos nos orgulhar deste estilo. A partir de agora o Jailor entra no ranking de bandas mais legais de todos os tempos. São a prova mais do que concreta de que o metal foi feito para quem quer tocar e não ficar chorando pelos cantos pedindo público. Pelo bem de sua vida: ouça este disco.

Patrick Pedroso - Labyrinth

Disco de guitarrista. Somente este aviso já me dá medo, muito medo. Analisando friamente: um dos únicos que podem gravar discos solos sem vocal chama-se Joe Satriani. Alguns de seus colegas de instrumento como Steve Vai até possui um puta talento para o instrumento e sempre procura ser criativo. Isso é um fato do qual não podemos negar. Mas, junto com a competência, Vai é um dos guitarristas mais chatos do qual tenho notícia. E nem vou entrar no mérito de chatice citar o Malmsteen pois isso até minha cocker sabe da mala que é este sueco. Passando para o Brasil, enquanto alguns guitarristas são sempre talentosos sem enjoar como Edu Ardanuy, temos algumas malas sem alça em termos de carreiras solos ou em bandas que podem ser talentosos mas não acrescentam em nada na minha vida como Kiko Loureiro ou mesmo o Rafael Bittencourt. Fora outros exemplos e fora da guitarra temos o baterista Aquiles Priester que é um dos melhores na bateria mas um dos maiores malas sem alça da história desde o tempo dos Orcs. Aonde estou querendo chegar é que Patrick possui um pouco dos dois mundos de ser guitarrista. Ao mesmo tempo em que possui alguns temas interessantes em Labyrinth como por exemplo a bela New days e a breve Inspiration, o restante não chega a ser chato ( alguns riffs interessantes existem) mas não seria um disco do qual eu teria em minha coleção caso fosse comprar. Não vou entrar no mérito de visual pois não interessa este quesito ao analisar um disco. Mas em termos sonoros, perdão Patrick mas seu disco não será algo que vou ouvir repetidas vezes. Mas, caso seja algo que escute com frequência, ele é um ótimo disco para você que pira em arpejos, escalas entre outros palavreados que somente um encontro de conservatório conhece profundamente. O que não é o meu caso...... Mas caso queira arriscar, ouça e diga o que achou ok?

Death Chaos - Prologue in Death & Chaos

Que banda é essa?!? Ainda estou impressionado com o som destes caras. Uma coisa eu tenho que confessar: foi uma das bandas mais legais de death metal que já ouvi em anos. Este quarteto formado pelos insanos Denir Deathdealer ( baixo e vocal), Julio Bona ( guitarra), David Oliver ( guitarra) e Ueda ( batera) praticam um death metal sensacional, aonde não é necessário ser extremo o tempo todo para ser extremo, se é que vocês me entenderam. Aqui, muitas bases são cadenciadas e o timbre das guitarras une peso e melodias numa mesma faixa. Em certos momentos lembra o Hipocrisy em outros um pouco do que o Carcass fez no Heartwork mas a semelhança com o Hipocrisy é maior mas não encare como uma cópia. Os vocais são uma espécie de urrado sem ser urso no cio, ou seja, não é algo gratuito e lembra um pouco LG Petrov do Dismember nos antigos tempos. E You die i smile ( título bacana não?), Death division, House of madness, Erased sky e You are not you irão satisfazer quem gosta tanto das bandas citadas quanto das outras de death metal. Indicado para quem, antes de qualquer coisa, aprecie metal sem necessidade de rótulos pois quem gosta de rótulos é gerente de mercado ou fabricante de remédio. Ouça agora!!!!!!

Barok Projekto - Sovaga Animo

Quando bati o olho na capa e no encarte deste disquinho, confesso que tinha sido a banda que mais me despertou curiosidade em ouvir pois imaginava que eu ia encontrar algo próximo do folk só que misturado ao metal, o que muitos chamam de folk metal. Posso dizer que acertei ao ouvir este lindo disco lançado este ano. Todo o conceito do disco está na natureza e nos povos selvagens que habitam estas regiões mas que graças a ganância do homem dito " civilizado" estas terras e civilizações estão sendo extintos em nome do progresso do planeta. E aqui esta banda estupenda resgata tais culturas a começar pelo título que numa tradução livre significa "Almas Selvagens " e fala justamente sobre isso, sobre como o homem está destruindo a natureza em plena claridade e o que poderia ser um crime, está sendo financiado por alguns coronéis gananciosos por grana.
Karliene Araújo ( vocal), Rafael Milhomem ( guitarra e instrumentos diferentes), Muniz ( também guitarrista), Thiago Alberto ( baixo) e Junior Nieri ( bateria) aliado a alguns convidados protagonizaram uma das mais belas obras primas divididas em 11 temas ricos. Alguns destaques podemos agregar para que você que está lendo tente descobrir esta banda estão na faixa título, um belo tema folk, Droniga pasio, Regino de la nokto entre as outras músicas que eu recomendo a qualquer amante desta vertente fantástica da música pesada. Além dos vocais estupendos de Karliene, Muniz se encarrega de imprimir alguns vocais masculinos mas que no geral o que prevalece é o vocal doce da moça, o que deixou o projeto mais belo ainda. Preciso dizer mais algo? Ouça agora mesmo!!!!!