domingo, 23 de outubro de 2016

Jailor - Stats of Tragedy

Encerrando esta noite, encerrando esta noite de domingo e iniciando a semana com o pé direito, um das bandas legais de thrash metal que já ouvi. O som que o Jailor faz me trouxe na memória os anos 80, quando bandas do porte de Metallica, Slayer, Exodus, Testament, Vio-lence, Hirax, entre outras tantas estavam sem querer criando um movimento do qual iria influenciar toda uma geração de metalheads e foi graças a alguns desses caras que o Jailor resolveu montar uma banda de thrash e se inspirou em cada um deles para lançar este ótimo disco. Sinceramente, esses caras deveriam estar numa Metal Blade da vida e realizando tour ao redor do mundo. Que sonzeira infernal!!!!!!
Flávio Wyrwa nos vocais faz o que um vocalista de thrash tem que fazer ao pegar num microfone. Daniel Hartkopf e Alessandro Guima utilizam suas guitarras para riffs soberbos e solos sem exagero. O baixista Emerson Hiederrauer e o baterista Jefferson Verdani formam uma cozinha perfeita para thrash. Sendo assim, unidos, formam uma máquina aniquiladora e se continuar na pegada deste disco, tem tudo para alçar voos cada vez mais altos.
E destacar alguma das 9 faixas torna-se algo dificultoso pois TODAS elas são estupendas, desde a intro G.O.D. até a emocionante faixa de encerramento Six six sickness todas se destacam pelo poderio. Quer algo de Slayer? Pode ir sem medo. Testament ? Idem. Ainda podemos ouvir referências do thrash alemão como Tankard, Kreator e Destruction. São discos assim que me fazem ter vontade de escrever algo a respeito. São discos assim que me fazem ainda acreditar que o metal é viável e ainda podemos nos orgulhar deste estilo. A partir de agora o Jailor entra no ranking de bandas mais legais de todos os tempos. São a prova mais do que concreta de que o metal foi feito para quem quer tocar e não ficar chorando pelos cantos pedindo público. Pelo bem de sua vida: ouça este disco.

Patrick Pedroso - Labyrinth

Disco de guitarrista. Somente este aviso já me dá medo, muito medo. Analisando friamente: um dos únicos que podem gravar discos solos sem vocal chama-se Joe Satriani. Alguns de seus colegas de instrumento como Steve Vai até possui um puta talento para o instrumento e sempre procura ser criativo. Isso é um fato do qual não podemos negar. Mas, junto com a competência, Vai é um dos guitarristas mais chatos do qual tenho notícia. E nem vou entrar no mérito de chatice citar o Malmsteen pois isso até minha cocker sabe da mala que é este sueco. Passando para o Brasil, enquanto alguns guitarristas são sempre talentosos sem enjoar como Edu Ardanuy, temos algumas malas sem alça em termos de carreiras solos ou em bandas que podem ser talentosos mas não acrescentam em nada na minha vida como Kiko Loureiro ou mesmo o Rafael Bittencourt. Fora outros exemplos e fora da guitarra temos o baterista Aquiles Priester que é um dos melhores na bateria mas um dos maiores malas sem alça da história desde o tempo dos Orcs. Aonde estou querendo chegar é que Patrick possui um pouco dos dois mundos de ser guitarrista. Ao mesmo tempo em que possui alguns temas interessantes em Labyrinth como por exemplo a bela New days e a breve Inspiration, o restante não chega a ser chato ( alguns riffs interessantes existem) mas não seria um disco do qual eu teria em minha coleção caso fosse comprar. Não vou entrar no mérito de visual pois não interessa este quesito ao analisar um disco. Mas em termos sonoros, perdão Patrick mas seu disco não será algo que vou ouvir repetidas vezes. Mas, caso seja algo que escute com frequência, ele é um ótimo disco para você que pira em arpejos, escalas entre outros palavreados que somente um encontro de conservatório conhece profundamente. O que não é o meu caso...... Mas caso queira arriscar, ouça e diga o que achou ok?

Death Chaos - Prologue in Death & Chaos

Que banda é essa?!? Ainda estou impressionado com o som destes caras. Uma coisa eu tenho que confessar: foi uma das bandas mais legais de death metal que já ouvi em anos. Este quarteto formado pelos insanos Denir Deathdealer ( baixo e vocal), Julio Bona ( guitarra), David Oliver ( guitarra) e Ueda ( batera) praticam um death metal sensacional, aonde não é necessário ser extremo o tempo todo para ser extremo, se é que vocês me entenderam. Aqui, muitas bases são cadenciadas e o timbre das guitarras une peso e melodias numa mesma faixa. Em certos momentos lembra o Hipocrisy em outros um pouco do que o Carcass fez no Heartwork mas a semelhança com o Hipocrisy é maior mas não encare como uma cópia. Os vocais são uma espécie de urrado sem ser urso no cio, ou seja, não é algo gratuito e lembra um pouco LG Petrov do Dismember nos antigos tempos. E You die i smile ( título bacana não?), Death division, House of madness, Erased sky e You are not you irão satisfazer quem gosta tanto das bandas citadas quanto das outras de death metal. Indicado para quem, antes de qualquer coisa, aprecie metal sem necessidade de rótulos pois quem gosta de rótulos é gerente de mercado ou fabricante de remédio. Ouça agora!!!!!!

Barok Projekto - Sovaga Animo

Quando bati o olho na capa e no encarte deste disquinho, confesso que tinha sido a banda que mais me despertou curiosidade em ouvir pois imaginava que eu ia encontrar algo próximo do folk só que misturado ao metal, o que muitos chamam de folk metal. Posso dizer que acertei ao ouvir este lindo disco lançado este ano. Todo o conceito do disco está na natureza e nos povos selvagens que habitam estas regiões mas que graças a ganância do homem dito " civilizado" estas terras e civilizações estão sendo extintos em nome do progresso do planeta. E aqui esta banda estupenda resgata tais culturas a começar pelo título que numa tradução livre significa "Almas Selvagens " e fala justamente sobre isso, sobre como o homem está destruindo a natureza em plena claridade e o que poderia ser um crime, está sendo financiado por alguns coronéis gananciosos por grana.
Karliene Araújo ( vocal), Rafael Milhomem ( guitarra e instrumentos diferentes), Muniz ( também guitarrista), Thiago Alberto ( baixo) e Junior Nieri ( bateria) aliado a alguns convidados protagonizaram uma das mais belas obras primas divididas em 11 temas ricos. Alguns destaques podemos agregar para que você que está lendo tente descobrir esta banda estão na faixa título, um belo tema folk, Droniga pasio, Regino de la nokto entre as outras músicas que eu recomendo a qualquer amante desta vertente fantástica da música pesada. Além dos vocais estupendos de Karliene, Muniz se encarrega de imprimir alguns vocais masculinos mas que no geral o que prevalece é o vocal doce da moça, o que deixou o projeto mais belo ainda. Preciso dizer mais algo? Ouça agora mesmo!!!!!

Revanger - Gladiator

Ter este acesso a bandas nacionais me possibilitou ainda mais conhecer talentos sonoros dos quais até agora não achei algo ruim. Não sou daqueles que fazem resenhas legais, falando bem, somente mediante a propina ou para simplesmente puxar o saco. Exceto neste caso, a maior parte das resenhas do meu blog são somente para bandas e artistas dos quais gosto e mesmo esses contemplados não estão imunes a minha crítica e posso falar de algo do qual não gostei pois uma vez alguém disse " toda unanimidade é burra". Haverá algo do qual não gostarei mas mesmo nessas horas temos que ser educados pois num momento aonde temos que explicar as coisas nos mííííínimos detalhes, qualquer frase pode significar ódio mortal contra quem escreve algo. Este disco do Revange traz um metal direto e reto e passa pelo teste de qualidade mesmo com alguns pequenos exageros vocais de Patrick Raniery quando solta alguns agudos. Quando somente canta com a voz estilo Lemmy, o cara acerta em cheio e não há problema nenhum em não ter agudos. Pode até dar alguns agudos mas caso a música peça e mesmo assim não é qualquer um que pode fazer isso pois até para quem sabe pode ser algo chato para o ouvinte. Os guitarristas Diego Miranda e Diego Sampaio mostram um som bem bacana na guitarra, tocando de forma pesada e com alguma melodia entre o peso o que é ótimo. A cozinha formada por Guibyson Rodrigues ( baixo) e Vicente Mad Butcher ( batera ) soa eficiente e não deixa o restante na mão e sim tranquilizados para a comissão de frente brilhe. Após a intro Enter Hades vem Crazy words, Hells angels, The evil song, Gladiator e Chuva de balas nos trazem uma banda afim de tocar o que gosta. Amantes do heavy metal podem ir sem medo e aconselho pelo menos dar uma checada no som dos caras pois fará a festa de quem acha que não há bandas legais por aqui. Do caralho!!!!!!

Heryn Dae - Idem

Antes de ir dar aquela volta, comer algo e ver as coisas da minha cidade, mais uma banda bacana aporta aqui. E antes de mais nada, preciso agradecer ao Gleison da Roadie Metal pela oportunidade de resenhar estes discos e dizer que estou muito feliz em ver que um simples blog motivou o mesmo a aceitar a minha entrada no cast e isso torna-se motivador para escrever mais e mais.
Indo para esta banda, a mesma consta com Victor Moura ( vocal), Juliano Bianchi ( guitarra), Cristiano Pereira ( batera) e Ricardo Bach ( baixo) e o lance é praticar um heavy metal pesado e sem rotular. É heavy metal e ponto final. As 8 faixas deste disco são refinadas, bem tocadas mas que ainda precisa de mais força para sair desta mesmice que é o heavy metal tradicional. Há bandas espetaculares, o Henry Dae se encaixa, mas para sobreviver neste mar é necessário fazer a diferença e  estes caras estão no caminho certo.
Destaques para Final Fantasy, Henry dae, Death, a pesada Shadow´s prologue e Evil Fortress que encerra o disco. Alguns pontos devem ser esclarecidos como a guitarra de Juliano aonde mostra um instrumentista com boas idéias e o vocal variado de Victor que consegue ser melódico e agressivo sem perder a mão.
Muito bom.

Older Jack - Metal über Alles

Mais uma banda aportando aqui e lembra do que eu disse sobre resenhar? Pois é, tenho uma grata benção em fazer isso pois somente a música pode unir toda uma geração e fazer amigos e estes compartilharem seus conhecimentos musicais é algo único, apesar de alguns ainda ficarem nesta coisa de dizer que só ele tem isso ou que a versão do disco dele é melhor e por aí vai. No meu caso, quando tenho uma versão mais legal eu digo numa boa, sem estrelismos e isso que faz a diferença na hora de separar os amigos dos facínoras. Voltando a esta banda em questão, o Older Jack é formado por Carlos Curt Klitzke ( vocal), Deivid Wachholz e Herman Wamser ( guitarras), Bruno Maas ( bateria) e César Kahn ( baixo) e aqui a regra é ter a proposta do Grand Magus. Veja, esta não parece com o Grand Magus mas a proposta de misturar stoner com algo do heavy tradicional é o intuito dos caras e com isso geraram faixas cativantes somente com um adendo nos vocais de Carlos: não sei se foi de forma proposital mas o jeito que ele canta parece que o cara tá bem doidão ou muito feliz da vida pois os gritinhos que solta nas faixas me fez abrir um sorriso de orelha a orelha pois são feitos de forma esganiçada e desafinadamente positiva. Para alguns seria algo negativo mas como o propósito é ser festeiro, deve ter sido por isso que o cara fez algo assim. Dá para imaginar ele nos shows....
Entre os destaques do disco, posso dizer que faixas como Fosa, In namen das geldes, Macumba ( isso mesmo!!!!) e Das ende são algumas das belezas que somente o som pesado pode gerar.
Talvez uma encorpada a mais na bateria seria muito bem vinda mas a gravação que consta aqui já está de bom tamanho. Seria mais para acrescentar uma força extra neste material pronto para agregar na coleção de qualquer pessoa que curta de verdade bandas deste porte. Foda.