quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Kill Mister - Running with the devil

Finalmente este disco chegou em minhas mãos. Confesso que estava ansioso por este lançamento que deixou com um baita gosto saboroso de quero já que apenas uma música inédita consta aqui que é a faixa que dá título ao disco lançado recentemente. Há um velho ditado de que, para se fazer algo, é preciso ter tesão no que faz, um amor incondicional para o estilo que pratica no intuito de não soar falso, mentiroso. E no mundo do rock n´roll conheci muitos que levantam a bandeira do som pesado com amor enquanto outros picaretas ostentam um status tão verdadeiro quanto uma nota de 7 reais. E é com muito orgulho em avisar que estes 4 caras estão no primeiro exemplo de como fazer rock. Afinal, o que falar de seres antológicos como Luiz Carlos Louzada ( vocal), Gerson Fajardo ( guitar) e Paulo Mariz ( bateria) ? Estamos tratando de caras cujo respeito é obrigatório pois estamos falando de senhores apostos sempre quando o assunto é tocar um som sensacional. Contando há um bom tempo com o tão importante quanto Matheus Alba ( baixo) o Kill Mister originou-se com o propósito de prestar uma homenagem ao Motörhead e ao legado incrível de Lemmy Killmister, este saudoso mestre que está por aí, em inúmeros lares graças aos discos soberbos. Com a formação acima estabilizada, foi somente uma questão de tempo para os 4 resolverem a compor músicas inéditas mantendo a pegada da banda homenageada mas com uma dose de personalidade. Aqui não é banda cover e sim 4 caras que se juntam para se divertirem e tocarem o que os monstros sagrados do rock gravaram. Como uma única faixa estava pronta, restou preencher o restante do disco com alguns clássicos do Motörhead como uma prévia do que virá mais para frente já que outras faixas já estão em processo de composição e eu mesmo tive a oportunidade de ouvir um riff fresquinho de Gerson como sendo uma próxima música. Falando de Running with the devil, a faixa é a prova de que um petardo virá em breve já que a faixa em questão é brilhante, suja, rock n´roll do seu melhor jeito : visceral. E cada membro desponta particularmente, agregando muito ao som e quem ganha com isso somos nós fãs. Notei uma mistura do Motörhead clássico com aquela pegada mais atual, principalmente a bateria que possui um timbre parecido com o que Mikkey Dee gravou nos últimos discos. Luiz Carlos encaixou muito bem seu vocal no som e a já citada bateria foi tocada por um dos melhores do instrumento, um cidadão chamado Paulo Mariz. E o que dizer sobre a performance de Gerson? Guitarrista de mão cheia e inspirada, Gersão simplesmente toca com uma garra tamanha que impressiona e emociona. E os clássicos de Lemmy e cia? No class, Ace of spades, The chase is better than the catch, Orgasmatron, Going to Brazil, Killed by death, Overkill entre outras são uma amostra do amor desses caras ao que tocam. Estamos falando de fãs com o propósito de serem honestos e felizes com que fazem, sem mentiras ou discursos repetitivos.
No final das contas, valerá cada centavo e cada momento que estiver curtindo este disco será uma das razões mais prazerosas que a vida nos dá que é ouvir o que nós gostamos sem se preocupar com regras ou modas sazonais. Parabéns ao trampo fenomenal e que venham mais e mais discos fabulosos como este. Como mencionei anteriormente em conversas com amigos, o rock não precisa de nenhuma revolução pois já houvemos ela . O que o rock precisa é dar continuidade para manter viva a chama. Enquanto houver caras iguais a eles, o estilo estará mais vivo do que nunca.
Simplesmente imperdível!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

David Gilmour e sua arte me fizeram ser um cara feliz no cinema

Ia dormir. Tenho que dormir para acordar cedo para ir ao trabalho. Teria que terminar de ler um livro hoje mas não o farei. Dedicarei este espaço de tempo para falar sobre o que presenciei hoje. Foi um dos momentos mais lindos na vida duma pessoa. Ter estes caras ainda vivos e nos emocionando é algo que agradeço e curto cada segundo pois teremos logo logo um cara de tamanho talento como este senhor se aposentando em breve e, o mais triste disso, Gilmour será apenas mais um dos artistas que somente veremos em videos e ouviremos em discos. A grande entidade chamada Pink Floyd já virou lembrança faz tempo e resta a este senhor sensacional dar um gosto do que um dia foi uma das maiores bandas de rock de todos os tempos. E decorrente aos eventos roqueiros na região, a feiras de discos e reportagens sobre o rock, o Roxy anda fazendo sua parte sempre com sessões para quem curte um som. Passando nas telas o show em que Gilmour tocou no mesmo Pompeii aonde anos atrás o Pink Floyd realizou aquele famoso concerto aonde a banda tocou sem platéia, o cinema ficou mais bonito e todos nós saímos purificados diante de tamanha musicalidade. O que falar dum guitarrista que toca em favor da música e não do ego? E que ainda traz uma ótima banda de apoio? E mais: um set recheado de clássicos do Floyd além de algumas faixas solo que não ficam abaixo de sua obra com seus ex companheiros? Pois bem, a emoção tomou conta de mim. Em duas horas, Ele e sua banda protagonizaram momentos elegantes encima dum palco.
E para aqueles sortudos que estavam lá, não contou o quanto gastou nem muito menos o selfie. O que contou para cada um ali foi a experiência única de presenciar tal concerto. Faixas como High hopes, Comfortably Numb ( que solo!!!!!!), Wish you were here, One of these days, Shine on you crazy diamond, Time ( outro grandioso momento), além de faixas do último disco, Rattle that lock incluindo a faixa título que é bem legal e ótima para ser executada ao vivo. In any tongue é outra que foi executada e caiu muito bem por ter o apoio preciso de um dos backing vocals cuja voz deu um ar dramático a faixa. Aliás, além do referido backing, outras belas backing vocals de linda pele negra enfeitam toda a apresentação, o que me deixou apaixonado logo que vi. Ambas cantaram e encantaram este que voz digita, sensacionais!!!!!!!!
Contendo membros que passaram por Allman Brothers, Roxy Music e Michael Jackson, cada um deu seu show particular tanto em seus instrumentos quanto nas vozes de apoio mostrando a preocupação do dono da festa em proporcionar a todos um belo espetáculo. Foi linda a homenagem feita ao falecido tecladista do Floyd, Richard Wright, momento este que me fez lembrar na minha saudosa cocker mas também me fez refletir e pensar também em minha sobrinha nascida a pouco. Esse é o efeito que uma música bonita, sincera e desprovida de rótulas faz em meu coração.
Finalizada a apresentação, o dia foi bem legal e foi coroado com este show fantástico. Esses caras são mais do que músicos. São, em sua maioria, pessoas especiais e que fazem parte de nossa rotina mesmo estando longe. E o melhor: poder presenciar tudo isso na companhia de amigos. Aproveite seus amigos. Curta. Veja sempre. Acreditar no ser humano ainda é o meu lema apesar de alguns babacas que encontramos pelo caminho. Mas todo o resto, as coisas boas, não irão me permitir lembrar das maças podres e sim dos frutos positivos que aparecem e fazem a diferença.
O rock foi feito, a música foi feita para unir e não para gerar discórdia. Boa noite e obrigado David Gilmour por ter finalizado minha noite com chave de ouro. Como definiu meu amigo Ricardo Alarcon na saída: David Gilmour é um monstro. Sem mais....

domingo, 10 de setembro de 2017

Guaru Metal fest - Uma das melhores oportunidades de conferir bandas excelentes.

Brevemente voltando as resenhas, falemos deste que é um dos melhores festivais de metal underground, o Guaru Metal fest, realizado em Guarulhos anualmente e que traz sempre uma ótima escalação de bandas e neste ano não foi diferente. Comparecido no extreme day, dedicado exclusivamente a bandas mais extremas, o festival obteve uma presença de público boa e performances animalescas. Como meu corpo não conseguiu acompanhar as 13 ( !!!) bandas do festival, vou citar algumas que vi e que valeram a noite. Uma delas fizeram uma barca com alguns rockers da baixada e representaram muito bem o cenário daqui com maestria. Logicamente que estou falando do Empire of Souls que, sem desmerecer as outras, é a melhor banda de extremo da região, ao lado de Vulcano e Infector. Mesmo com os problemas de som durante o show da banda, os santistas mostraram como se faz um black metal gélido, contestador e ainda assim dotado de riffs de guitarras animalescos além duma cozinha segura e um frontman que faz jus a palavra vocalista. Foi muito legal ver os caras tocando mais uma vez e músicos experientes que são, ganharam rapidamente o respeito da galera presente sem ficar chorando no palco ou com discursos que não acrescentam em nada um belo show de extremo. Como disse antes, o black metal é o estilo de som que mais sabe botar sentimentos diversos para fora e a força das músicas do Empire traduzem fielmente o que citei. E que também destaquemos a performance de duas garotas no palco que literalmente incendiaram o palco com doses sensuais. Imagine como fiquei na hora..... Bela performance.
Outro destaque foi o grandioso Justabeli com seu chamado war metal e um show bem bacana, brutal e com ótima interação do público. Estes caras ainda darão muitas músicas animais se continuarem na pegada em que estão. Possuo um disco deles e garanto: a banda é muito foda!!!!!! O Ragnarok também me impressionou já que nunca tinha ouvido nada deles até então. Com um show bem enérgico, os caras fizeram o que o black metal pede: um show brutal, com direito a corpse paint na cara e uma performance empolgada e que satisfez quem os esperava.
Mas no meio disso tudo tivemos a banda mais brutal de death metal que o Brasil e o mundo já teve e ela se chama Krisiun. Cara, o que foi este show dos caras? Somente 3 caras mas uma porradaria imensa que atropela 30 tanques de guerra num som acorde. Mostrando um carisma sempre sincero, os gaúchos tocaram faixas de todas as fases e eu sinceramente acredito numa linha de pensamento de que, se você não gosta de Krisiun, não gosta de death metal. Ok, gosto cada um possui o seu mas não há como passar incólume a qualquer show desses caras. Com direito ainda a Ace of spades ( cover de quem você já sabe), o Krisiun encerrou a minha noite pois após eles tive que sentar na cadeira e dar aquela capotada pois não foi fácil enfrentar esta maratona noturna após ter trabalhado na madrugada de sexta para sábado até as 7 da matina e ter dormido apenas 3 horas. Mesmo assim, ainda pude conferir o Nunslaughter que fez um show bem bacana. Faltando duas bandas para acabar o festival fui para o ônibus cansado porém satisfeito por estar entre amigos, em principal do grande brother Rodrigo Mesquita, um profundo conhecedor de som em geral e que me rendeu inúmeras horas de papos bacanas sendo um cara do qual posso chamar de amigo. Mais do que isso, Rodrigo é um irmão para mim. No geral, valeu por mais uma ida a este festival que trata o metal underground com o respeito que lhe é favorável. Boa noite a todos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Accept - The Rise of chaos

Como vocês devem perceber, estou menos focado nas resenhas pois com uma demanda de discos sendo degustados, sobra pouco tempo para novos itens. E como ficar postando foto de cd virou puro exibicionismo por parte de alguns, preferi comprar o que realmente gosto ao invés de ostentar uma enorme quantia de discos somente com o intuito de mostrar que entende mais do que o outro. E me apareceu esta joia maravilhosa, o último lançamento desta banda que vem mostrando ao mundo que nem somente de disco clássico se vive alguém. Desde a volta aos holofotes metálicos, o Accept não só embarcou numa jornada vitoriosa mas também calou a boca de muitos incrédulos que falaram ou até cogitaram o fim da banda. Pois bem, Mark Tornillo mostrou a todos que Udo pode sim continuar sendo Udo e ninguém aqui quer apagar a discografia rica que os alemães construíram com o baixinho. Apenas aconselho a ouvir atentamente os 4 álbuns gravados com Tornillo, todos dignos de estarem lado a lado com qualquer disco da banda. E a entrada de Uwe Lulis ( guitarra) e Christopher Williams ( bateria) deixaram os lendários Wolf Hoffmann ( guitarra) e Peter Baltes ( baixo) mais sossegados e confiantes.
Esse momento positivo impactou positivamente em The Rise of chaos. Aqui temos 10 faixas brilhantes, uma aula de como se fazer um heavy metal clássico sem a menor frescura ou mesmo enfeite. Como disseram os integrantes, arriscar em algo diferente neste momento seria uma situação meio burra. Os fãs querem o som do Accept do jeito que tem que vir: pesado, direto e com muita garra para vencer na vida.
O disco já abre arregaçando tudo com Die by the sword, um desses preciosos momentos de metal maravilhoso, rico. Hole in the head, The rise of chaos, Koolaid ( interessante), No regrets, Analog man ( muito foda!!!!) além das 4 últimas traduzem a aula que é ouvir um disco do Accept. Fico com muita pena quando alguém de fora do meio rock já que o mesmo não sabe o quão diversificado é o rock e até o heavy metal. Mas o importante nesta hora é ser feliz, fazer o que mais gosta sem se preocupar com patrulhas insignificantes das quais não sabem fazer outra coisa a não ser ficarem dando opinião na vida alheia como se fosse o expert.
Afim de ouvir um puta disco? Adquira agora mesmo este Accept pois não irá se arrepender!!!!!

sábado, 2 de setembro de 2017

Mariah Carey - E= MC2

Voltando as resenhas de discos adquiridos, serei bem breve pois me apareceu somente ela para falar algo acerca do seu álbum lançado em 2008. Bom, não é novidade para mais ninguém do meu ecletismo musical mesmo tendo alguns que ainda ficam naquela papagaiada de cagar regrinha sobre o que pode ou não ouvir. Partindo do princípio básico de que não foi com o dinheiro de ninguém e que este disco será ouvido em meu som, na minha casa, no meu quarto vale ressaltar aos desavisados de que a democracia é muito importante. Portanto, posso ouvir Mariah Carey, ir ao show do Chemical Disaster e ainda curtir amorosamente Elis Regina além de chorar de emoção pelo Def Leppard. Entendeu ou terei que desenhar para você?
Voltando ao disco, E= MC2 é o típico disco da cantora. Calcando o som no r&b, Mariah manteve o pique de emplacar sons sempre ao seu estilo sexy. Ela incorpora como ninguém o título de diva, ela gosta de estar neste mundo e não sente o menor constrangimento de posar em fotos sensuais nem de ser meio brega em seus clipes. Analisando os sons aqui, curti o cd numa boa, relax aqui em casa em pleno sábado a noite. Migrate abre o álbum duma maneira gostosa, uma batida bem bacana e a voz da deliciosa que entre uma faixa e outra convida algum rapper sacana para participar com ela e aqui não é diferente. Outro destaque do disco é a sensualíssima Touch my body, um r&b de qualidade cujo instrumental deixa a voz da cantora a vontade para ir do sussurro até aqueles agudinhos a lá King Diamond só que mais fininho. Cruise Control é outra faixa bem bacana assim como For the record, outra pérola surpreendente. Fechando com a lá gospel I wish you well, Mariah Carey mostrou neste cd que, amando ou odiando, é inegável que sua voz é boa e suas músicas não são nenhuma aberração perto de tanta porcaria existente lá e aqui. Por isso, quando você ler este texto e pensar em me achar doido por ouvir Mariah Carey lembre-se: poderia estar resenhando algo pior como algum disco de pagode ou algo da Simone e Silmaria. Pense a respeito.....

domingo, 27 de agosto de 2017

Chemical Disaster, Exterminatorium, Might Execution e Face of Death - São Paulo em chamas - Fofinho Rock bar - 27/08/2017

Em mais um evento do qual tive a grande honra de participar, São Paulo presenciou ontem o único evento metálico na cidade. Talvez pela constante movimentação dos paulistas, foi de se estranhar somente este evento ter acontecido perto do que é sempre São Paulo. Acredito que um dos motivos seja que, para realizar eventos como este é necessário um retorno do público. Ontem, a presença pequena da galera identificou que, evento com poucas pessoas não se restringe somente a um ponto específico. Sim, São Paulo também tem show com baixo público. Procurar culpados? Xingar quem não foi? Nenhuma das questões devem ser levantadas pois não sabemos o porque das pessoas não terem ido. Talvez algumas dessas pessoas podem estar neste exato momento com uma corda no pescoço se questionando quando as coisas irão melhorar já que o filho quer comer. Outras devem estar simplesmente desempregadas e por isso não possuem um cash para sair e se divertir, sendo a única alternativa ficar em casa. Outros podem até ter recursos para ir mas possuem outras prioridades na vida como esposas e filhos. E mais ainda outros que simplesmente não querem sair porque não devem nada para ninguém e se foi opção do cara curtir um sábado a noite em casa de boa, comendo uma pizza e tomando uma gelada também deve ser respeitada tal decisão. O que as bandas fizeram foi tocar e agradecer quem foi e prestigiou. Ninguém é mais ou menos "true" porque foi ou ficou em casa ouvindo Laura Pausini. Até então a italiana estava em meu som e nem por isso deixei de ir.... Mas confesso a todos que meus dias de baladeiro se foram, restando força e dinheiro para somente eventos como este. Infelizmente meu cansaço não me permitiu curtir o restante das bandas após o show do Chemical pois as 3 horas da manhã já me bate aquela vontade de ir para casa e deitar em minha tumba quentinha como aquele personagem malvado do Thundercats fazia quando se danava no final do desenho.
Mas vou falar das que eu assisti e essas 4 bandas fizeram shows bem bacanas, aonde a atitude driblou a qualidade de som mediana da Fofinho. Aliás, esta casa que é tradicional aos camisetas pretas do metal, poderia passar por uma reforminha pois quase ninguém curte mais inferninhos que mais parecem depósitos de papel na China. Pela história que a referida casa representa para ps paulistas merecia sim um tratamento urgente para que não se perca mais uma das que fecharam por falta dum investimento maior.
Abrindo a noite, veio o metal pesado e cativante do Might Execution que prometeram um lançamento do disco novo para breve. Tocando com uma garra alucinante, o quarteto despejou riff, pegada brutal e músicas sensacionais. Mesmo com a casa vazia, os caras deram um gás tremendo, tocando como se tivesse um público de 1200 pessoas. Show impecável!!!!!!!!! Death, thrash, não importa. É metal e pronto, sem firulas e rótulos.
Might Execution
Dando sequência, vieram o death metal brutal do Exterminatorium, um trio que simplesmente não deixou pedra sobre pedra e fizeram o que há de melhor no estilo maldito do metal. Sendo o show de despedida do baixista, foi uma pena saber desta baixa no meio do show pois o trio que vi ontem fazia bonito e não deve nada a outros trios do metal da morte que vemos por aí. Gosta de death metal brutal com aquela levada de bateria metralhadora e nomes como Krisiun, Morbid Angel, Belphegor, Angel Corpse entre outros? Então não perca o show destes caras de forma alguma!!!!!! Grande surpresa da noite que me contagiou bastante.
Exterminatorium
Na sequência desta noite veio o thrash crossover do Face of Death e mais um atropelo foi o que eu presenciei. Tocando com uma garra impressionante, a banda tocou músicas próprias além de versões inspiradas para Refuse / Resist ( Sepultura) e Beber até morrer ( Ratos de Porão) com a participação do vocalista do Infector Cell que estava presente no evento. Esta banda é indicada para quem curte um thrash com uma pegada mais hardcore ou mesmo para aqueles que preferem algo mais atualizado mas sem perder a essência do estilo. Outra grande surpresa!!!!
Face of Death
E eis que vieram uns caras da baixada santista chamados de Chemical Disaster. Falar do Chemical é chover no molhado já que tendo assistido a inúmeros show dessas lendas já é de costume ver sempre um show violento, inspirado e acima de tudo uma banda que declara seu amor ao death metal numa entrega deles para com a galera que ficou para vê-los. Como disse Luiz Carlos Louzada ao agradecer o público: " não importa a quantidade e sim a qualidade". Bingo! Cativaram o público presente, tornando-os parte daquela cena ali presente. Tocando faixas de todas as épocas além do já tradicional cover de Black Metal da lenda Venom, Batata e seus comparsas abrilhantaram o evento e é incrível o poder que as bandas daqui surtem aos de fora. Literalmente falando, as bandas daqui apavoram e não devem nada para as bandas paulistas ou mesmo de outros estados. Um vocal inspirado, guitarras afiadas ( Fernando Nonath e Ricardo Lima são mestres!!!!) e uma cozinha avassaladora ( as caretas de Carlos Diaz são as melhores além do Juca que toca muito sua bateria) são a fórmula necessária para fazer um som rico. 
Chemical Disaster

Como disse antes, não vi as outras bandas decorrente do meu cansaço mas fica meus parabéns a todas as envolvidas. 
Retornei para casa muito cansado mas feliz por ter presenciado mais um puta evento rodeado de amigos, conversas e risadas cujo preço é incalculável. E um abraço para duas pessoas: Rodrigo Malevolent do Reffugo, sempre presente nos eventos e para minha amiga e amor Mariana que recentemente perdeu sua cachorrinha, a Lory. Que tenha forças para se reerguer pois quem já perdeu essas criaturinhas sabe a dor que é. 
Acredite no som que você gosta de verdade, seja ele o que for. Ter paixão no que ouve e toca é um sinal para diferenciar você dos charlatões da vida.

domingo, 6 de agosto de 2017

Sandy - Mendes Convention Center - 05/08/2017

E mais uma vez pude ver o show da cantora que, talvez, salve o Brasil da lama que está a música nacional em se tratando do mainstream. Sandy não é mais a febre do momento. Mas, com um público cativo, continua cantando e encantando por onde passa com seu show e sua belíssima carreira solo. Ontem foi um misto de pensamentos, sentimentos de alegria e saudade se misturaram durante toda a apresentação. Ontem também fez 2 meses que a minha cocker Pink partiu deste planeta para latir em outro universo que lhe deu a juventude novamente. Então, nem quis digitar ontem sobre o show por conta das emoções estarem bem acaloradas. Mas hoje, mais tranquilo, fico mais a vontade para falar acerca do que vi ontem, do grande espetáculo proporcionado pela mulher que adentrou em minha vida com seu irmão no disco As quatro estações. Assim como eu sinto muito por alguns "amigos" que possuo, dos quais ainda ( AINDA) não me conhecem ou conhecem meu gosto musical eclético de A á Z. Para estes caras, ir nesse show "queima meu filme", dizem pelas costas que sou um "louco" de ir no show da Sandy, entre outras babaquices de cara de mentalidade pequena. Mas como sou dotado de pernas e personalidade próprias, nada me impediu de ir até o Mendes e curtir um show emocionante, de impacto fulminante e que faz um bem danado ao coração e a saúde. O fato de eu ir ou gostar da Sandy não me fará mais ou menos roqueiro do que o cara posudo com a camiseta do Marduk e que faz sempre a carinha de malvado. Ter gosto musical próprio é muito importante já que ir na aba dos outros somente para ser aceito pode ser legal enquanto está com seus amigos mas quando chega em casa e se olha no espelho pode ser que esteja olhando para uma marionete e não para si mesmo. E sabe o que é mais legal na música? Enquanto eu falo do show da Sandy, o Humble Pie está quebrando tudo no ao vivo gravado em Fillmore. E garanto que muitos desses radicais nem conhece o Humble Pie. Contraditório não?
Para quem ainda pensa em falar asneiras a meu respeito, por favor continue. Continue pois eu me divirto muito com suas críticas acerca da minha pessoa, mesmo estando distante. Ou você ou vocês acham que eu não sei o que falam de mim num ponto de encontro do gonzaga? É tanta "preocupação" que até fico radiante.
Voltando ao show, com um pequeno atraso, eis que inicia o show com uma produção de palco impecável, um ótimo som, uma banda afiada e ela, reinando soberana, cantando muito e que linda é a voz dela. Eu não sei o que acontece mas a voz da Sandy me produz uma emoção que eu mesmo ás vezes não consigo explicar exatamente o que é, apenas acontece. Fora que o seu jeito de conversar com o público é sempre aquele jeitinho todo meigo, simples que acaba cativando ainda mais e até o marido da minha amiga de escola achou o show muito legal, agradável de se ver. Confesso que não sei aonde algumas pessoas arrumam tanto ódio para com ela, não sei mesmo....
Como o repertório foi todo calcado no cd/dvd Meu Canto, o set foi praticamente o mesmo do espetáculo e que set lindo.... Meu Canto já abriu com Sandy mostrando uma voz afinada, forte. Outros momentos de emoção ocorreram em Sim, Perdida e Salva ( nessa a lágrima caiu), All star, Olhos meus, Pés cansados entre outras. Até uma composição do Luan Santana ela cantou e..... simplesmente melhorou a canção!!!!! Sandy possui um talento tão fantástico que até uma música do Edguy ela conseguiria transformar numa ótima canção....
Achei bonito ela cantando Cantiga por Luciana na qual foi dedicada a seu avô e aí percebe-se o quanto a família dela foi importante para ela e para o irmão pois ambos cresceram com uma ótima cabeça e souberam administrar as tantas asneiras que falam deles até hoje. Um ponto positivo deve ser dado ao público que fizeram a cantora relembrar duas canções dos tempos de dupla, o que eu achei muito legal e só reforça o quão leal são os seguidores de ambos. Eu não vi isso no show da Wanessa Camargo que fui assistir. É a diferença duma cantora que sempre primou pela integridade artística com outra que simplesmente seguiu modas fabricadas para um público acéfalo. Pergunte quem conhecia alguma música da Wanessa das antigas nos shows em que ela quis ser diva dos gays e você terá a constatação do que disse agora. Agora faça a mesma pergunta para os "fãs" que vão no show dela agora que virou a diva dos sertanojos universiotários....
Encerrando o show em grande estilo com Nada é por acaso e Ponto final, Sandy se despediu do público que a aplaudiu de pé e a mesma prometeu que não irá demorar mais 4 anos para retornar a cidade.
E assim foi mais uma grande experiência com esta garota de beleza interior intacta e uma beleza exterior espetacular, uma fada cuja a finalidade é fazer um mundo melhor para todos nós. Vou trabalhar esta semana a noite mas quer saber? Depois dum show desses, o que posso acrescentar é que terei uma semana empolgante e cheia de energia positiva.
Se um dia eu a conhecesse pessoalmente ia lhe agradecer por todas estas coisas boas, por cada momento maravilhoso ao escutar cada disco, cada música. Por todo este legado maravilhoso eu digo: Obrigado Sandy, você é demais!!!!!!!!