domingo, 2 de julho de 2017
Faith no More - Sol Invictus
sábado, 1 de julho de 2017
Mactatus - Provenance of cruelty
Finalizando esta noite com mais resenha, após o Varathron, agora é a vez do Mactatus representar o som extremo. Este disco me deixou bem surpreso pois nunca liguei muito para esta banda. Aqui, os caras usam e abusam da cartilha do black metal. De corpse paints ao extremismo, tudo é feito com o intuito de ganhar o ouvinte e mostrar a que vieram. Sons maravilhosos, muito bem elaborados é o que encontramos neste disco. Vou começar falando da melhor faixa chamada Dark Journey. Com um início de extrema beleza, a música citada é uma peça de arte musical que convence na brutalidade que aliada aos teclados muito bem encaixados produz uma mistura envolvente e encantadora.
O restante do disco não fica atrás como Draped in shadows of Satan´s pride, King of the dark side e The empero´s trail não me fazem mentir transbordando musicalidade por todos os lados e indicado para quem gosta do estilo e até para quem não curte muito o extremo mas admira uma certa beleza dentro da música.
Adquira agora mesmo se houver culhões. Som de primeira qualidade!!!!!!!!!
O restante do disco não fica atrás como Draped in shadows of Satan´s pride, King of the dark side e The empero´s trail não me fazem mentir transbordando musicalidade por todos os lados e indicado para quem gosta do estilo e até para quem não curte muito o extremo mas admira uma certa beleza dentro da música.
Varathron - Walpurgisnacht
Agora uma sessão de black metal. O prazer de se ouvir música é isso. É ouvir inúmeros sons sem a menor preocupação de se o seu amigo ou amiga irá aceitar. Aliás, acho uma tremenda babaquice quando determinada pessoa fica meio que preocupada com o que o amigo irá falar, ser chamado de poser traidor entre outras coisas patéticas que alguns adoradores de metal mantém ainda em andamento. O que esta minoria precisa entender é que, quanto mais a cabeça estiver aberta, melhor a pessoa irá viver. Eu sei que é difícil. Mas não é impossível. Este disco caiu em minhas mãos de forma natural e ao ouvir as 8 faixas ( mais a intro) constei o quão sortudo sou pois o que se ouve aqui neste disco de 95 é uma daquelas aulas do que há de melhor no som extremo ainda que muitos ainda acusem o estilo de ser algo barulhento somente. Hinos como Cassiopeia´s ode, The dark hills, Mestigoth ou mesmo Under the sign of horus são daqueles temas que instigam a você ouvir cada vez mais estes e o restante do disco, um espetáculo blasfemo porém contundente na medida exata.
Caso queira mais um item diferenciado em sua discografia maléfica, Walpurgisnacht pode ser um item muito importante e enriquecedor. Longa vida ao black metal!!!!!!!!!
Amy Macdonald - A curious thing
E mais uma Deusa pinta por aqui em casa. Na minha vida, inúmeras delas habitam meu coração de forma amorosa e carinhosa como Norah Jones, Sandy, Adele, Anneke, Liv Kristine, Ariadna Fernandes entre tantas outras mulheres lindas que nos encantam e me tornam um homem melhor e mais maduro. E mais uma passará a habitar este reino maravilhoso: Amy Macdonald. Numa daquelas curiosidades sensacionais aonde algum amigo sempre indica alguma cantora para este que vos digita ouvir e se apaixonar, Amy veio para me encantar e cantar seu som em A curious thing, lançado em 2010. Poderia simplesmente intitular como pop mas há algo de diferente no som de Amy para simplesmente classificar como pop. Soaria muito no lugar comum, diga-se de passagem. Sua voz aliada a todo o resto transformou esta audição em algo a ser descrito como muito bonito.
Com a abertura de Don´t tell me that it´s over, passando por No roots, Love love, An ordinary life indo para o final com What happiness means to me temos mais um daqueles irresistíveis momentos de ternura e gratidão por existir tal cantora em minha vida.
E o que falar dum jogo já ganho que ainda tem uma versão acústica de Dancing in the dark ( Bruce Springsteen) após a última faixa? A impressão que ficou nesta história foi que ela iniciou para nunca mais chegar ao fim e querer outros discos dela o mais breve possível. Confira agora mesmo!!!!!!!
Com a abertura de Don´t tell me that it´s over, passando por No roots, Love love, An ordinary life indo para o final com What happiness means to me temos mais um daqueles irresistíveis momentos de ternura e gratidão por existir tal cantora em minha vida.
Bezerra da Silva - Alô malandragem, maloca o flagrante
Enfim chegou o grande momento de falar de música brasileira. Sim, música brasileira mesmo. Apesar de vivermos um momento muito sinistro tanto na música quanto na mentalidade do povo aonde a cretinice cada vez toma conta e o proporção de se ouvir música de baixa qualidade invade cada vez mais nossa sociedade. Precisamos urgentemente tomar uma providência, botar consciência neste povo pois um povo submisso é um povo burro. De uns tempos para cá tenho cada vez mais despertado o interesse em ouvir o que o Brasil tem de melhor na música e, como já disse inúmeras vezes, música boa não possui um único estilo. Por exemplo, no exato momento em que este texto esta sendo redigido, o Varathron está em meu som sem o menor constrangimento nem medo. Da mesma forma que ouvi este disco sensacional do cara que significa para nós o que o Howlin´Wolf significa para o blues. E quem achar que samba e pagode é a mesma coisa, engana-se pois o termo pagode nada mais era do que o nome da festa que era regada a rodas de samba e samba mesmo, sem essa de cantor de meia tigela. Bezerra, Cartola, Adoniran Barbosa entre outros são exemplos de musicalidade intacta e o que de melhor o país possui em termos de música brasileira. Fique sabendo que Elis Regina entre outras cantoras da mpb gravaram inúmeros sambas. Vide um exemplo do clássico Tiro ao Álvaro que Elis interpreta grandiosamente além de Marisa Monte que chegou a gravar um disco inteiramente composto por composições de sambistas da velha guarda. Maria Rita, filha de Elis e uma ótima cantora, recentemente nos apresentou um show magnífico recheado de sambas maravilhosos chegando até a gravar um disco ao vivo desta tour. Lógico que não entrarei no discurso de que "para ser brasileiro tem que gostar de samba" pois isso seria uma forma de nacionalismo barato. Vou me concentrar em dizer ótimas palavras acerca deste disco, que irá ocupar um lugar especial em minha prateleira e em meu coração. Se Bezerra estivesse vivo não ia aprovar nada do que estes fedelhos estão fazendo com o samba que ele, Cartola, Paulinho da Viola, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho ajudaram e ajudam a criar. Senão vejamos: pense bem na sua resposta. Pensou? Vai lá : Você acha que pseudos cantores de meia tigela e grupos medonhos como Thiaguinho ( meu Senhor, este cidadão tem o mesmo nome que eu?), Belo, Rodriguinho, Travessos, Sorriso Maroto, Bom gosto ( aonde está o bom gosto?) entre outras aberrações da galáxia de zumbis podem estar no mesmo escalão que os medalhões citados acima? Caso sua resposta for afirmativa é de duas uma: ou você sofre de surdez ou possui um grau exagerado para ser um baita tonto. Esses canalhas transformaram o samba de outrora num pagode bobo, insonso cujas letras parecem ter sido escritas por algum adolescente recém saído das espinhas na cara. Aqui Bezerra fala de forma inteligente de como ser malandro. O verdadeiro malandro não é aquele que gosta de ser o espertinho de forma errada. O malandro, de acordo com a ideia dele, é o cara que trabalha honestamente, paga suas contas e possui seu tempo de folga para tomar uma cerveja com os amigos. Malandro não é o que vemos nos também abomináveis MC´s que pregam a ostentação fútil e com isso levam inúmeros bestas a praticarem coisas erradas como querer a todo custo um tênis ou querer ganhar tudo na base da esperteza cretina.
Minha mãe ficou chocada ao adentrar no meu quarto e perceber que sambas deliciosos como Malandragem dá um tempo, Defunto grampeado, Quem usa antena é televisão ( muito boa), Maloca o flagrante, Vovô cantou para subir, A rasteira do presidente ( atual!!!!!), Meu bom juiz, Língua de tamanduá, Na boca do mato, Sua cabeça não passa na porta ( para um bom entededor....), O direito dos otários e Compositores de verdade estavam saindo do mesmo som que está rolando o disco do Mactatus. O mesmo Bezerra da Silva não ficaria de mi mi mi e querer ser vítima. Ele tirava uma onda como ninguém, um gênio.
Após acabar o disco, o que ficou foi um aprendizado e que mais vezes ainda irá rolar em meu som. Bezerra da Silva e sua música serão levadas eternamente como um legado de inesgotável aula para esta geração assim como para gerações futuras. Viva a verdadeira música brasileira!!!!!!!
Minha mãe ficou chocada ao adentrar no meu quarto e perceber que sambas deliciosos como Malandragem dá um tempo, Defunto grampeado, Quem usa antena é televisão ( muito boa), Maloca o flagrante, Vovô cantou para subir, A rasteira do presidente ( atual!!!!!), Meu bom juiz, Língua de tamanduá, Na boca do mato, Sua cabeça não passa na porta ( para um bom entededor....), O direito dos otários e Compositores de verdade estavam saindo do mesmo som que está rolando o disco do Mactatus. O mesmo Bezerra da Silva não ficaria de mi mi mi e querer ser vítima. Ele tirava uma onda como ninguém, um gênio.
Dinosaur Jr. - idem
Finalizando por ora as resenhas ( e aguarde pela resenha a seguir), enfim mais um disco que tinha reservado do Dinosaur Jr. Estava olhando o encarte e reparei que este disco foi produzido e lançado em 85. Uma amostra duma banda que estava a frente do tempo, antes de aparecer os anos 90, Nirvana, garage rock, entre outras coisas. Imagino os caras lançando isso em plena época aonde ainda não tinha tirado o teclado, o laquê e toda afetação que os anos 80 tinham. Imagino o que os caras do hard rock, ao ver esses caras lançando este disco, tirando um sarro destes maltrapilhos alegando que o legal seria se vestir de mulher e passar batom. Não, eu gosto muito de hard rock. Mas não gostaria de ser roqueiro e me vestir com as roupas da minha irmã nem lhe pedir o batom emprestado.
E um cara chamado J Mascis decidiu que ele queria e as 11 faixas deste disco são algo digno de ouvir mais e mais vezes. Distorção na guitarra, vocais no estilo Mascis de ser e clássicos do rock de garagem como Forget the swan, Cats in a bowl, The leper, Does it float, Pointless, Repulsion, Gargoyle, Severed lips. Mountain man, Quest e Bulbs of passion, que encerra o disco de forma brilhante, única. O maior barato da música é não se prender a rótulos tanto que neste exato momento que esta resenha esta sendo feita, o som está rolando Bezerra da Silva..... Quem vive de rótulo é remédio. Música é e sempre será algo universal, um autêntico passeio de A á Z, de forma literal.
Voltando ao disco, não só recomendo como aconselho a qualquer um que goste dum som sem ficar nesta papagaiada de cagar regra. Eu posso estar cagando a minha regra mas não. Apenas dou meu pitaco. Agora dá licença que o Bezerra está cantando e aguardando uma bela resenha. Até mais.
E um cara chamado J Mascis decidiu que ele queria e as 11 faixas deste disco são algo digno de ouvir mais e mais vezes. Distorção na guitarra, vocais no estilo Mascis de ser e clássicos do rock de garagem como Forget the swan, Cats in a bowl, The leper, Does it float, Pointless, Repulsion, Gargoyle, Severed lips. Mountain man, Quest e Bulbs of passion, que encerra o disco de forma brilhante, única. O maior barato da música é não se prender a rótulos tanto que neste exato momento que esta resenha esta sendo feita, o som está rolando Bezerra da Silva..... Quem vive de rótulo é remédio. Música é e sempre será algo universal, um autêntico passeio de A á Z, de forma literal.
Theatre of Tragedy - A rose for the dead
Voltando as resenhas habituais aqui neste blog, vamos retomar as atividades com este ep, um achado que ajuda em muito a música no geral. Falando do Theatre of Tragedy, a banda é uma das melhores no que se propuseram a fazer dentro do gothic metal e que obtém uma discografia muito legal. Este ep com 6 faixas é de 97, aonde a banda estava na transição de algo menos urrado e indo para um belo gothic rock pesado com referências a Fields of the Nephilim, Sisters of Mercy entre outros e que culminou num dos maiores clássicos do estilo, o impecável Aegis. Aqui temos 3 faixas normais, sendo a faixa título uma das mais lindas que já fizeram assim como Der spiegel e As the shadows dance, todas muito legais. As versões remix de And when he falleth e Black as the devil painteth ficaram legais, em principal a segunda perfeita para dançar no Madame dia 7 de Julho. Agora, uma joia lapidada está neste ep e que acabou sendo a grande atração deste ep. Afinal, só sendo surdo para não sentir uma ótima sensação ao ouvir a versão que deram para Decades ( Joy Division)!!!!!!! Simplesmente genial, uma obra de arte para deixar o líder enforcado com muito orgulho aonde estiver. Estávamos na fase em que a grande maioria dessas bandas estavam mudando o som devido a saturação que tomou forma dentro do gothic metal e mostrar versões de bandas mais góticas foi uma saída para mostrar que não basta fazer gothic metal por fazer e sim aprender de onde começou tudo. Sou a favor quando alguma banda quer se arriscar e mudar um pouco o som, mesmo que para algo pior mas pelo menos temos que bater palmas pois ao mudar a sonoridade, a banda corre o risco de aturar um monte de chato reclamando. Caso encontre este ep, faça sua aquisição o mais breve possível pois trata-se dum item obrigatório diretamente do gothic metal.
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