Uma das minhas gratidões neste meio em que vivo é estar conectado sempre com boa música. E quem define o que é bom ou ruim acaba sendo eu mesmo e muitas vezes precisamos nadar contra a maré. Este tributo caiu em minhas mãos duma forma bem bacana. Estas mesmas pessoas estão protagonizando tributos de bandas nacionais a bandas clássicas e temos, além desse, tributos a Black Sabbath, Motörhead, AC/DC entre outros. Concentrando as atenções nesse tributo em específico, esta banda japonesa foi originada em 83 com o propósito de tocar um black metal com influências de thrash e até uma pitada generosa de heavy tradicional. Uma ideia gerada acabou sendo bastante motivadora na hora de ouvir as regravações. Ouvindo as versões originais pude ver o quanto cada banda contribuiu ao som pedido duma maneira bem interessante e mostra que o metal em geral é rico e talentoso. Como também nunca tinha ouvido nada dos japoneses, acabou por ser uma baita descoberta já que o som dos caras é animal e discos como Envenom ( 91) e Evokel ( 92) estarão em breve nesse blog e no meu som assim como todo o restante duma brilhante carreira.
Ao ouvir os temas originais, parti para ouvir os homenageadores nesta festa do metal mundial. As 13 bandas conseguiram fazer algo próprio mas sem descaracterizar os temas conhecidos. Destaques para o Axecuter numa versão animalesca para Disembody to the abyss aonde conseguiram ingerir o estilo deles no som resultando em algo muito bom e criativo. Outra banda que me chamou a atenção foram o Antichrist Hooligans com a fantástica Black metal scythe e o Nosferatu brilhou com Bloody Countess. Também tivemos o Podridão que deixou Devil worship ainda mais malvada além da nuança thrash do Biter em Black fire. Aqui também temos a baixada santista muito bem representada pelos camaradas do Chemical Disaster que extraiu porradaria extra do seu death metal e fez de Hellfire uma das versões mais avassaladoras do tributo. Igualmente potente ficou a versão para Bird of III Omen feita pelos veteranos do Hierarchical Punishment com uma convidada especialíssima: tratou-se da frontwoman do No Sense Marly Cardoso que numa breve estadia gravou este som.
O tributo ainda consta com Lutemkrat ( Charisma), Eternal Sacrifice ( versão foda para Gideon), Exumados ( Evil nations), Arkhön Tön Daimoniôn ( Evoke the Evil), Cranial Crusher ( Witchflight) e o Vingança Suprema ( Darkness and Evil).
Um tributo feito por bandas fantásticas cujo o resultado foi mais do que satisfatório. Trata-se dum item não só para quem curte tais bandas mas um trampolim para conhecer mais desta lenda japonesa do Black Metal. Parabéns a todos os envolvidos!!!!!!
domingo, 26 de agosto de 2018
Age nor Defields, Ted Bundy, Porco Preto e Hierarchical Punishment - Dakota - 24/8/2018
De volta as resenhas, passei dois dias para refletir acerca duma frase muito legal que eu ouvi : " Viva o hoje. O amanhã a gente resolve." Estava falando acerca de assuntos não relacionados a música, falando da vida, o que ela nos traz de bom e as porradas que levamos no decorrer dela. Falamos de política. E num dos momentos da conversa falamos sobre idade. Falei como deve ser chegar aos 60, 70 e não passar a ter aparições do homem da capa preta e do foice mais conhecido como o sr. Morte. E o baixista Morto do Hierarchical soltou a tal frase citada acima. Não devemos pensar muito nessas coisas. Ela ( a morte) será algo inevitável e da qual não iremos conseguir fugir. Mas pensar nisso além de trazer um sentimento negativo, não agrega em nada no nosso dia a dia. Nos sentimos desiludidos, desanimados com algo ou por alguém mas são coisas que temos que encarar como passageiras e não como eternas. E assuntos assim nos engrandece pra caramba e mostra que não somos os alienados como a grande sociedade nos vê. E o estúdio Dakota mais uma vez nos proporcionou um belo ambiente musical e humano ao promover mais uma noite regada a som pesado e para poucos. A região do death metal/ grindcore nunca foi e nunca será algo para a massa apreciar e sim para pessoas selecionadas e que possuem o mesmo sentimento do cara que está com instrumentos e um microfone, somos todos um só e todos numa unidade forte e precisa que simplesmente ignora toda e qualquer manifestação artística fútil e desagregadora.
A noite deu início com a banda de Mongaguá Age nor Defields, quarteto que consegue unir na salada ingredientes do grind, death e punk com alguma mistura de vocais mais limpos com aquela agressividade que o grind pede. Os vocais caóticos de Renan Sinner e do também guitarrista Silas Júnior são bem feitos e fazem tudo a ver com o instrumental pesado e agressivo. A cozinha praticada pela dupla Luvas Silva ( baixo) e pela lindíssima Liz Souza ( bateria) fazem bonito e Liz é uma das melhores bateristas que já vi tocar. Reparem a quantidade de mulheres em bandas, sejam totalmente femininas ou tocando com outros caras. Pois é amiguinhos, a mulherada também quer mostrar seu som e não ser somente ouvintes....
Aí na sequência vieram os já conhecidos do Ted Bundy do Guarujá. Confesso que ainda não tinha ouvido nada dos caras e este show foi uma demonstração pura de que grindcore, aquele da época do Scum ( Napalm Death) ainda vive e em ótimas mãos. Que show foda!!!!!! O trio formado por Rafael ( guitarra/vocal), Luiz ( bateria) e o carismático Greg ( vocal) fizeram do Dakota o local do caos e para quem acha que grindcore é só barulho, saiba que Luiz é um dos bateristas mais técnicos que já vi tocar. Foi impagável o vocalista Greg anunciando o split a cada música finalizada. Quando acabou o show alguém soltou " Anuncia o cd" . Gargalhadas gerais e um desfecho sensacional duma banda que ainda promete muito pela frente.
E quem ainda promete muito pela frente são os Vicentinos do Porco Preto, quarteto formado pelo vocalista alucinado Erick Alves, Walter na guitarra, Diego no baixo e Matheus na bateria. Grindcore com algo de metal, thrash foi o que eu ouvi e mais um puta show animalesco. Um som animal quando junta uma letra contestadora pode e deve ser uma arma letal que temos como ferramenta para rachar este sistema falido e cada um desses caras possuem a ciência de que somente assim teremos uma mudança concreta em nosso país. Mais ainda tínhamos mais uma banda. Banda esta que qualquer apresentação torna-se inócua tendo em vista a importância desses mestres no cenário pesado.
Estou falando do Hierarchical Punishment e que mais uma vez fez uma apresentação impecável, porrada, avassaladora e para mostrar que nunca devemos subestimar músicos de história como Grell ( guitarra), Morto ( baixo) e Luiz Carlos Louzada ( ele mesmo, o baterista ). Mas também não pode-se colocar por baixo Edismon ( guitarra) e Itzac Iosef ( vocalista) nem classificá-los como "músicos novos" vide bandas como Ninurta, Summersaco e Saguinolência bandas das quais os dois citados fazem/fizeram parte. A junção desses talentos e currículos tivemos como resultado uma apresentação da arte em sua forma mais nua e crua possível. Confesso aos senhores e senhoras que fico até emocionado quando vejo esses caras em ação. Algo muito bonito e enriquecedor, totalmente. Divulgando o disco The Choice e sendo uma das participantes do tributo as lendas do black metal japonês Sabbat, a banda segue a pleno vapor numa agenda de shows ininterruptas. Nem preciso citar a performance de cada um. Grell e Edismon formam uma das duplas de guitarras mais completas da humanidade. Morto e Luiz uma das cozinhas mais precisas e Itzac é uma versão grind do Dead, ex- vocalista do Mayhem, o porta voz da desgraça sonora.
E assim acabou uma noite de sexta feira por aqui. São noites assim, noites que beiram a perfeição como essas que engrandecem mais e mais a esperança de que a chama só será apagada quando o homem de boa índole parar de lutar pelo seu ideal, seja ele qual for. Simplesmente perfeito!!!!!!!!
A noite deu início com a banda de Mongaguá Age nor Defields, quarteto que consegue unir na salada ingredientes do grind, death e punk com alguma mistura de vocais mais limpos com aquela agressividade que o grind pede. Os vocais caóticos de Renan Sinner e do também guitarrista Silas Júnior são bem feitos e fazem tudo a ver com o instrumental pesado e agressivo. A cozinha praticada pela dupla Luvas Silva ( baixo) e pela lindíssima Liz Souza ( bateria) fazem bonito e Liz é uma das melhores bateristas que já vi tocar. Reparem a quantidade de mulheres em bandas, sejam totalmente femininas ou tocando com outros caras. Pois é amiguinhos, a mulherada também quer mostrar seu som e não ser somente ouvintes....
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| Ted Bundy em ação |
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| Porco Preto |
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| Hierarchical Punishment |
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| Hierarchical Punishment em ação. |
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| Grell, o homem por trás da máquina do Hierarchical |
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| Com experiência no Summersaco e Sanguinolência, Itzac faz toda a diferença nos vocais. |
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| Greg ( ou o vulto dele) e Luiz do Ted Bundy |
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| Liz representando muito bem as mulheres em bandas. |
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| Apresentação alucinada do Age nor Defields |
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| Silas e sua guitarra no show do Dakota |
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| Luvas e Renan mostrando o poder do grindcore no Dakota. |
domingo, 12 de agosto de 2018
Genesis - The Lamb lies down on Broadway
Terminando a noite e "desenferrujando" o blog, eia um disco que foi um presente de um grande amigo chamado Éder Lima, vulgo Edinho, um dos caras que mais entendem de som. Conversando com outro amigo e grande conhecedor de música chamado Mauro Pinheiro Cruz, o nosso mundo de colecionador musical é algo maravilhoso. Colecionar discos fenomenais para nosso gosto pessoal e ainda fazer amizades sensacionais neste trajeto é algo que não tem preço, não tendo substituição por mais nada nesta vida. Chegar em casa, apesar de tantos problemas diários que possuímos, ouvir discos fabulosos, ler um bom livro é algo que faz bem e nos incentiva a viver. Tenho pena de quem não possui música legal, não lê um livro ou que simplesmente não possui discernimento nem cultura. Pessoas vazias geram mundos vazios, sociedades vazias e cada vez indo para o abismo da imbecilidade e do perigo do emburrecimento eterno. Uma mente preenchida com coisas boas é a melhor e mais inteligente das mentes e fará sim uma diferença na hora de encarar a vida.
Este disco é uma obra de arte musical, uma peça da qual vale a pena possuir no formato físico pois cada detalhe acaba por ser uma bela viagem musical de grande emoção pessoal. Alguns se vangloriam pelo belo carro. Outros se vangloriam de terem ficado com várias mulheres e ainda outros mais acham que ter uma fortuna faz um homem de verdade. Meu maior conhecimento são meus discos. Sem cada um destes itens que possuo não seria alguém feliz.
E The Lamb lies down on Broadway enriquece mais minha discografia. Sendo o último registro com Peter Gabriel nos vocais da banda, este item duplo é uma bela viagem sonora da música progressiva aonde cada detalhe deve ser ouvido atentamente sem pula uma única faixa sequer. Como dito anteriormente, o fato de ser duplo faz o disco ser ainda mais atraente pois temos mais músicas para curtir. No disco 1, 11 faixas já me transportam ao reino encantado do prog ainda destaques como Hairless heart, Carpet Crawlers ( que espetáculo!!!!!!), In the cage entre outras já vem trazendo uma musicalidade lapidada que ainda cito a faixa que dá nome ao disco. No disco 2, temos mais 12 músicas e destaques como Anyway, Here comes the supernatural anaesthetist ( escute isso sem se empolgar), The lamia além de da incrível viagem de The colony of slipperman que fazem um diferencial incontestável.
Por anos fiquei só gostando do Genesis pop mas já gostava um pouco da fase Gabriel. Hoje prefiro muito mais esta fase progressiva mas não deixando de lado nunca discos como Invisible Touch, este uma aula de pop music fantástica.
Enfim, um disco fantástico e que mais uma vez traduz a essência da música progressiva e a essência de algo inteligente. Como disse Mauro: " música de entretenimento não é cultura. Música é cultura". Resumindo: não será com estes mc´s surubinhas da vida nem muito menos com pseudo artistas que nascem do dia pra noite com músicas cada vez mais plásticas que fará você melhor culturalmente. O verdadeiro apreciador de cultura em geral não se sujeita a ter algo ralo e se contentar com isso. Um ser inteligente quer ser desafiado e este disco é um belo exemplo desafiador e que ainda lhe fará feliz a cada audição. Grande presente!!!!!!!
Este disco é uma obra de arte musical, uma peça da qual vale a pena possuir no formato físico pois cada detalhe acaba por ser uma bela viagem musical de grande emoção pessoal. Alguns se vangloriam pelo belo carro. Outros se vangloriam de terem ficado com várias mulheres e ainda outros mais acham que ter uma fortuna faz um homem de verdade. Meu maior conhecimento são meus discos. Sem cada um destes itens que possuo não seria alguém feliz.
E The Lamb lies down on Broadway enriquece mais minha discografia. Sendo o último registro com Peter Gabriel nos vocais da banda, este item duplo é uma bela viagem sonora da música progressiva aonde cada detalhe deve ser ouvido atentamente sem pula uma única faixa sequer. Como dito anteriormente, o fato de ser duplo faz o disco ser ainda mais atraente pois temos mais músicas para curtir. No disco 1, 11 faixas já me transportam ao reino encantado do prog ainda destaques como Hairless heart, Carpet Crawlers ( que espetáculo!!!!!!), In the cage entre outras já vem trazendo uma musicalidade lapidada que ainda cito a faixa que dá nome ao disco. No disco 2, temos mais 12 músicas e destaques como Anyway, Here comes the supernatural anaesthetist ( escute isso sem se empolgar), The lamia além de da incrível viagem de The colony of slipperman que fazem um diferencial incontestável.
Por anos fiquei só gostando do Genesis pop mas já gostava um pouco da fase Gabriel. Hoje prefiro muito mais esta fase progressiva mas não deixando de lado nunca discos como Invisible Touch, este uma aula de pop music fantástica.
Enfim, um disco fantástico e que mais uma vez traduz a essência da música progressiva e a essência de algo inteligente. Como disse Mauro: " música de entretenimento não é cultura. Música é cultura". Resumindo: não será com estes mc´s surubinhas da vida nem muito menos com pseudo artistas que nascem do dia pra noite com músicas cada vez mais plásticas que fará você melhor culturalmente. O verdadeiro apreciador de cultura em geral não se sujeita a ter algo ralo e se contentar com isso. Um ser inteligente quer ser desafiado e este disco é um belo exemplo desafiador e que ainda lhe fará feliz a cada audição. Grande presente!!!!!!!
domingo, 15 de julho de 2018
Annie Rios e Maurício Martins - Pinacoteca Benedito Calixto - 15/7/2018
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| A dupla Maurício Martins e Annie Rios hoje na Pinacoteca |
Enquanto muitos ficam reclamando da falta de talentos no mainstream, eu prefiro ignorar este meio e procurar justamente na música independente os verdadeiros talentos. Annie teria condições maiores? Sim. Mas, por outro lado, ela não seria para este público acéfalo que repara na bunda antes da voz. E foi assim. Um final de semana repleto de música boa, fechando com Annie Rios e Maurício Martins e ainda voltei com 3 livros para casa. Aí brasileiro reclama que não possui tempo para ler ou que não tem música boa.... Vale lembrar que constam no you tube alguns vídeos de Annie em faixas como The edge e Love runs out / Sing entre outras. Por mais domingos assim e que eu possa ver mais vezes esta voz que conquistou meu coração e que se traduz numa linda mulher, interior e exteriormente falando.
sábado, 14 de julho de 2018
Dia municipal do rock - Dr. Kaveira, Carnal Desire, Killmister, Inpulse, John People, Medusa Trio e Opala meia9 - Praça dos Andradas - 14/7/2018
Um dia após o show do Vulcano e do Santuário, eis que me dirigi a Praça dos Andradas para a sétima edição do Dia municipal do Rock com a produção de Cesar Sanchez e apoio da prefeitura de Santos. Esse evento me trouxe uma espécie de viagem no tempo. Sim, me lembrou o início dos anos 90 quando tínhamos festivais desse porte nas escolas para a molecada ter acesso ao rock. Hoje não foi diferente e num clima maravilhoso de paz e bom som, desde o meio dia aconteceu este que pode dar continuidade, basta a prefeitura continuar apoiando e a produção nunca deixar cair a peteca. Mas quem conhece o lendário Boi sabe que o mesmo sempre se preocupa em fazer sempre um evento bacana já que Cesar também gosta de rock e entende muito do estilo. Como cheguei mais tarde, acabei perdendo as bandas John People, Medusa Trio e Opala Meia9, chegando no momento em que o genial Dr. Kaveira adentrara ao palco. Liderados pelo vocalista Marcelo Ferrari, a banda ainda conta com o guitarrista Pedrão, com o baterista Paulinho Ferramenta e Lucas Fernandes no baixo e o som é aquela salada rica em Psychobilly, Surfmusic e Punk Rock. Com um set animal e tocando somente sons próprios, os caras causaram uma baita felicidade, um som muito bem feito e que não precisa de firulas nem de malabarismos. Estava afim de vê-los e o que foi presenciado me satisfez 100 %. Guardem bem este nome.
Na sequência veio Tarso Carnal e seu Carnal Desire. Falar do show do Carnal é falar sobre um show divertido e um som bem tocado. Um cara do naipe do Tarso não precisa de apresentações nem de muita lenga lenga. Infelizmente possuímos pessoas desprovidas de humor e levam a sério o sexy core. O Carnal Desire não é e nunca foi para se levar a sério. Lógico que, com as letras falando do que falam, o som em si é para se levar a sério pois estamos falando de riffs de guitarra, um baixista competente e um batera que segura a onda. E foi aquele desfile divertido de sons como Profissão Peão, Cabeça de baixo, Jontex, Noiva de Satã entre outras. Estreando o veterano baterista Cassiano Paiva ( ex- Asmodeu), a banda ganhou muitos pontos a favor e com André Monteiro a um tempo no baixo, Tarso possui uma das melhores formações da banda. Tarso em suas letras não fala somente dele e sim de vários homens que passam pela mesma coisa mas não possui a coragem de dizer o que pensa. E mais: quem se leva a sério demais acaba doente e preso numa máscara eterna. Parabéns Tarso e Carnal Desire pelo puta show.
Após o Carnal, sobem ao palco o Killmister, banda que não precisa de apresentações. Com um ótimo som, pudemos conferir mais um grande show, uma celebração a música do Motörhead e aos fãs que esta banda deixou órfão. Assistir ao show do Killmister é esquecer os problemas e ouvir clássicos dos ingleses intercalados com músicas próprias lançadas em dois eps sensacionais. O mais recente, Ride down to hell, foi recentemente resenhado e foi representado por 3 faixas, incluindo a fantástica faixa título, uma ode maravilhosa ao legado de Lemmy e uma baita lembrança de que o rock se faz com guitarra, baixo, bateria e vocal. Falar do vocal do Luiz Carlos Louzada, da guitarra sempre brilhante de Gerson Fajardo é sempre aquele jogo ganho mas o baixista Paulo Tornai deu um baita gás na banda e seu baixo é fiel ao original. Infelizmente por problemas de saúde, Paulo Mariz ficará inativo por um tempo e o show foi feito pelo competente baterista Bruno, que tocou com o Repulsão Explícita além de passagens no Vetor e atualmente no Heavenly Kingdom. Ou seja, o cara não brinca em serviço. Desejo que Mariz volte logo pois trata-se de um dos melhores bateristas mas Brunão segurou as pontas de forma brilhante e a altura do baterista original.
Quem me acompanha sabe que não costumo falar de bandas cover ou tributo ou seja lá o que você preferir chamar. Não por ser contra. Mas falar duma banda tributo é o mesmo que falar de algo que já vem para eles, ou seja, eles estão tocando músicas de outro artista. Mas bandas que prestam homenagens a outras consagradas e que fazem com muita competência, merecem meu destaque. Poderia citar alguns exemplos mas este Inpulse foi algo sobrenatural. Formado por Bruno Romiti ( guitarra/vocal), Caio Noronha ( teclado), Caio Simonian ( bateria/vocal), Bruno Davoglio ( baixo) e Mario Forti ( guitarra), esses caras protagonizaram um dos melhores que já assisti e saiba duma coisa: tocar Pink Floyd não é fácil. E eles fizeram e cativaram quem gosta da banda pois registraram fielmente cada parte das músicas. Com alguns lados b sensacionais intercalados aos clássicos, foi um desfile perfeito de sons brilhantes. E foi com Have a cigar que a banda fechou este festival e fechou o meu sábado. Um sábado que poderia ser o mesmo de tantos mas que acabou sendo uma baita celebração não somente ao rock e sim mostrar que a vida é curta e que devemos curtir o máximo tudo que amamos. Abaixo seguem outras fotos do evento. Parabéns Cesar Sanchez pela festa e a prefeitura por apoiar uma bela causa.
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| Dr. Kaveira |
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| Carnal Desire |
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| Que vista linda. |
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| Dr. Kaveira num show sensacional |
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| Dr. Kaveira |
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| Tarso e cia detonando no festival |
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| Inpulse ( Pink Floyd tribute) |
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| Será que existe outra banda tributo ao Floyd melhor que essa? |
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| Carnal Desire em sua melhor formação |
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| Killmister em ação. |
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| Com músicos veteranos na cena, o jogo é ganho sempre. |
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| Killmister mostrando seu som ontem. |
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Vulcano e Santuário - Sesc Santos - 13/7/2018
O dia do rock sempre é lembrado como a data em que rolou o festival Live aid aonde inúmeros artistas de rock e de pop se apresentaram afim de arrecadar dinheiro para ajudar lugares devastados pela fome e pela miséria. Mas para quem gosta de rock, respira rock e consome este estilo musical, o dia do rock é aquele dia no qual agradecemos por ter algo maravilhoso em nossas vidas. Fico imaginando se não tivesse aparecido o rock em minha vida, o que eu seria? Poderia ser um amante de música clássica, talvez um fervoroso apreciador de mpb ou até curtido muito mais a música pop. Ou o que acontece recentemente aonde pessoas são emburrecidas pelo som do momento no mais ralo e fétido possível. Mas fui para o rock. Lógico, quem me conhece sabe que sou eclético, curtindo artistas fora do rock numa boa.
E dentro de tantos sub estilos do rock, o heavy metal é aquele que faz ou fez algum adolescente ir para o lado mais pesado. Contestador, provocativo e urgente, o metal pode e deve ter o poder de tornar eu, você ou demais apreciadores de ser mais inteligente do que os demais. Não é querendo criar rixas mas eu não consigo me ver num mesmo QI que o de um pagodeiro ou um fã destes sertanejos nutellas existentes nas paradas. Cada um tem o seu direito de curtir o que quiser mas não venha pôr o rock no mesmo patamar desses estilos. muitos desta cultura de massa adoram dizer que o rock possui somente um jeito de tocar e cantar, agindo assim como um total ignorante cujo cérebro é o mesmo que uma semente de melancia.
E hoje quem foi no Sesc foi porque gosta realmente não sendo modista ou sazonal. Duas bandas lendárias tocaram no teatro, ambas com som bom e ótimos shows. E foi a oportunidade de ver o Santuário pela primeira vez. E foram eles que abriram a festa mostrando um heavy rock de primeira qualidade. Foram momentos agradabilíssimos esses tendo como trilha sonora canções que foram feitas quando muito metido a radical ainda nem era um mero esperma lá nos dificultosos anos 80. E gostando ou não do som da banda, uma coisa temos que louvar: numa época de repressão, atraso e descaso para com um o metal, esses caras foram aqueles que deram a cara pra bater numa etapa brasileira aonde a guitarra distorcida causava náuseas em quem não gostava por puro preconceito.
Com algumas participações especiais o show transcorreu de forma bacana e foi legal o quão bom é o guitarrista Mika que sabe dosar perfeitamente solos sacados além de riffs bem legais advindos do hard e do heavy. E entre as participações, a melhor foi sem dúvida a de Cachorrão, vocalista do Centúrias que, além de estar cantando muito ainda, foi o que deu mais gás . Lógico que Medusa e o talentoso Lone ( Angel) deram seu recado mas foi Cachorrão o destaque. E foi muito bacana ver meu amigo Rato no baixo, muito bom mesmo além do batera. Foi sem dúvida um baita show mas falta um vocalista ali, o que espero ansiosamente para que o legado do Santuário continue ainda por muito tempo.
A banda que fechou a festa já tem aquela resenha pronta ou você duvida que algum show do Vulcano não foi menos do que maravilhoso? Com uma formação fixa há tempos, a banda está afiada e neste show fizeram algo especial com participação do baixista que tocou nos anos 80 além do vocalista Angel que simplesmente mandou muito bem Fallen angel ( uma homenagem ao autor da canção, Johnny Hansen), Total destruição e que dividiu os vocais com Luiz Carlos Louzada na pedrada Guerreiros de Satã. Num show curto ( afinal, a casa termina os shows cedo) o Vulcano mostrou o porque de estar sempre entre os melhores discos de músicos da cena escandinava do black metal. Ver no palco um baterista como o Arthur ou um guitarrista do porte de Zhema chega a emocionar. O baixista Carlos Diaz continua endiabrado e Gerson Fajardo é, para mim, aquela referência na guitarra, um cara que respira o rock 24 horas por dia.
Resumindo esta noite no geral, uma noite em que duas lendas do metal nacional se apresentam com um som impecável, público presente e feliz, não teria como definir numa única palavra o que foi hoje. Deixo para vocês comentarem. E sim, não poderia terminar esta resenha sem antes agradecer André Raven, Giva Alves e Jorge Osbourne por ter dado a ideia de me ajudarem a entrar no show. Jamais irei esquecer a atitude nobre para com esta pessoa feliz. Viva o heavy metal, viva a verdadeira união que ainda pode e deve ter sempre. O sistema pode tentar nos tirar algo. Mas unidos, somos muito mais fortes do que todas estas merdas da vida. Boa noite. Seguem abaixo algumas fotos deste momento maravilhoso.
E dentro de tantos sub estilos do rock, o heavy metal é aquele que faz ou fez algum adolescente ir para o lado mais pesado. Contestador, provocativo e urgente, o metal pode e deve ter o poder de tornar eu, você ou demais apreciadores de ser mais inteligente do que os demais. Não é querendo criar rixas mas eu não consigo me ver num mesmo QI que o de um pagodeiro ou um fã destes sertanejos nutellas existentes nas paradas. Cada um tem o seu direito de curtir o que quiser mas não venha pôr o rock no mesmo patamar desses estilos. muitos desta cultura de massa adoram dizer que o rock possui somente um jeito de tocar e cantar, agindo assim como um total ignorante cujo cérebro é o mesmo que uma semente de melancia.
E hoje quem foi no Sesc foi porque gosta realmente não sendo modista ou sazonal. Duas bandas lendárias tocaram no teatro, ambas com som bom e ótimos shows. E foi a oportunidade de ver o Santuário pela primeira vez. E foram eles que abriram a festa mostrando um heavy rock de primeira qualidade. Foram momentos agradabilíssimos esses tendo como trilha sonora canções que foram feitas quando muito metido a radical ainda nem era um mero esperma lá nos dificultosos anos 80. E gostando ou não do som da banda, uma coisa temos que louvar: numa época de repressão, atraso e descaso para com um o metal, esses caras foram aqueles que deram a cara pra bater numa etapa brasileira aonde a guitarra distorcida causava náuseas em quem não gostava por puro preconceito.
Com algumas participações especiais o show transcorreu de forma bacana e foi legal o quão bom é o guitarrista Mika que sabe dosar perfeitamente solos sacados além de riffs bem legais advindos do hard e do heavy. E entre as participações, a melhor foi sem dúvida a de Cachorrão, vocalista do Centúrias que, além de estar cantando muito ainda, foi o que deu mais gás . Lógico que Medusa e o talentoso Lone ( Angel) deram seu recado mas foi Cachorrão o destaque. E foi muito bacana ver meu amigo Rato no baixo, muito bom mesmo além do batera. Foi sem dúvida um baita show mas falta um vocalista ali, o que espero ansiosamente para que o legado do Santuário continue ainda por muito tempo.
A banda que fechou a festa já tem aquela resenha pronta ou você duvida que algum show do Vulcano não foi menos do que maravilhoso? Com uma formação fixa há tempos, a banda está afiada e neste show fizeram algo especial com participação do baixista que tocou nos anos 80 além do vocalista Angel que simplesmente mandou muito bem Fallen angel ( uma homenagem ao autor da canção, Johnny Hansen), Total destruição e que dividiu os vocais com Luiz Carlos Louzada na pedrada Guerreiros de Satã. Num show curto ( afinal, a casa termina os shows cedo) o Vulcano mostrou o porque de estar sempre entre os melhores discos de músicos da cena escandinava do black metal. Ver no palco um baterista como o Arthur ou um guitarrista do porte de Zhema chega a emocionar. O baixista Carlos Diaz continua endiabrado e Gerson Fajardo é, para mim, aquela referência na guitarra, um cara que respira o rock 24 horas por dia.
Resumindo esta noite no geral, uma noite em que duas lendas do metal nacional se apresentam com um som impecável, público presente e feliz, não teria como definir numa única palavra o que foi hoje. Deixo para vocês comentarem. E sim, não poderia terminar esta resenha sem antes agradecer André Raven, Giva Alves e Jorge Osbourne por ter dado a ideia de me ajudarem a entrar no show. Jamais irei esquecer a atitude nobre para com esta pessoa feliz. Viva o heavy metal, viva a verdadeira união que ainda pode e deve ter sempre. O sistema pode tentar nos tirar algo. Mas unidos, somos muito mais fortes do que todas estas merdas da vida. Boa noite. Seguem abaixo algumas fotos deste momento maravilhoso.
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| Santuário com Milton Medusa. foto by Paulo Bassetto |
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| Respeite sempre este nome. Os caras não começaram ontem. |
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| Vulcano em ação. foto by Paulo Bassetto. |
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| Mika liderando o Santuário ontem no teatro do Sesc. foto by Paulo Bassetto |
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| Vulcano em ação ontem em Santos.foto gentilmente cedida pelo Luiz Carlos Louzada ( vocal ) |
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| Visão do palco na hora do show do Santuário. foto by Paulo Bassetto |
sexta-feira, 6 de julho de 2018
Resumo da copa
Enfim chegou o final do Brasil na copa do mundo na Rússia. O Brasil irá voltar para casa para se explicar porque perdeu. Sinceramente, não assisti nenhum dos jogos. Sim, não assisti nenhum mas ainda sei de muitas coisas que ocorreram neles e confesso que bem mais informado do que muitos que ficaram torcendo fervorosamente. Mais uma vez, a derrota da seleção confirma que o brasileiro em alguma parte peca por inúmeras coisas das quais o faz ser motivo de piada lá fora. Há duas coisas que param o brasileiro: copa e carnaval. Brasileiro ama carnaval e ama muito a copa. Quem não gosta de entrar mais tarde ou sair mais cedo nos dias de jogo? Mas, mediante a isso, temos uma questão: muitos estavam torcendo para que a seleção realmente ganhasse ou pela terça feira ser dispensado do serviço? Seja sincero.... Alguns já estavam fazendo planos para esta "emenda" de feriado mas a seleção tirou a folga de terça de circulação. Agora, o brasileiro vai voltar a realidade. Realidade esta aonde o cenário são professores ganhando péssimos salários, tendo que trabalhar em mais de um colégio para poder compensar o ordenado no fim do mês. Realidade esta aonde temos os caminhoneiros ( lembra do #somostodoscaminhoneiros ?) que brigaram recentemente por melhores condições de trabalho e da carga horária absurda, fazendo muitos caminhoneiros se doparem de coisas para se manterem acordados colocando a vida em risco. Mas com o menino Neymar, o Neymito, em campo quem se lembra dos caminhoneiros não é mesmo? E que tal relembrarmos a nossa polícia que, por conta duma comissão de direitos humanos totalmente a favor de bandidos, trabalha de mãos atadas e precisa fazer milagres para chegar em casa com vida e com algum dinheiro para a casa? Lembrando que os policiais, assim como os professores, possuem salários vergonhosos para o cargo que exercem. Mas estamos falando do povo que quer somente o hexa e o carnaval, nada mais importa para esta gente que não desiste nunca....
Nas redes sociais então, presenciei algumas pessoas que na época falavam que não iam assistir a copa, boicotar a seleção pois estavam juntos com os caminhoneiros. Esta mesma parcela xingaram fervorosamente a jornalista Rachel Scherazade quando a mesma fez um vídeo aonde ela enfatizou sua posição contrária a greve. Certa ou errada, a moça simplesmente emitiu a sua opinião ao contrário dos "maria vai com as outras" que simplesmente foram na onda para não ficarem de fora. O mais engraçado disso e bem contraditório foi que, ao mesmo tempo que apoiaram os caras, não deixaram de formarem filas quilométricas para deixarem os carros e motos cheios ao invés de protestar pelo preço do combustível da forma correta: boicotando. Mas quem quer andar de ônibus ou pegar a bicicleta. Mas foram todos caminhoneiros. Mas veio a copa e quando a seleção canarinha está em campo, esquecemos dos assuntos relacionados acima além do desemprego, da conta de luz que aumentou ou até mesmo da recente liberdade de Zé Dirceu que de Zé não tem nada. Zé é quem acha que fazer vídeo na Rússia com uma bela moça russa gritando "buceta rosa" num autêntico momento em que brasileiro se acha esperto falando português para o "otário" do gringo não entender. Esse acontecimento me lembrou um episódio que ocorreu em pleno costado na Copersucar aonde o brasileiro metido a esperto ficou bem quieto. No momento em que atracava um navio açucareiro, um cidadão que se encontrava ao costado começou a xingar em português em tripulante do navio chamando o cara de corno e que a mulher dele estaria do outro lado do mundo com outro cara... Navio atracado, o cidadão continuou o xingamento mas não notou que vagarosamente o até então "gringo" descia calmamente do navio e indo na direção do esperto falou no melhor português: " Corno é teu pai e se falar mais um ai te quebro ". Ele não contava que brasileiros também trabalham em navios e tomou uma lição de como não deve ser malandrinho.....
Mas voltando a buceta rosa, muitos artistas se pronunciaram solidariamente a favor da moça russa, alegando o desrespeito por parte dos brasileiros em questão. Totalmente válido. Mas, aonde estavam esta mesma classe artística quando um mc fez uma letra aonde se fazia claramente uma apologia ao estupro? Todos calados.... Julgam a buceta rosa mas acham legal dançarem nas festinhas funks de letras tão explícitas quanto a brincadeira dos infelizes. Muito engraçado.....
E por fim, outro episódio que chamou a atenção foi a entrevista da candidata Manuela D´ Ávila no programa Roda Viva em que posta numa verdadeira caça as bruxas, teve sim a inteligência de tecer suas opiniões mesmo com uma comitiva chata que fizeram de tudo para a moça não falar. Não estou aqui divulgando que irei votar nela mas fica fácil ir contra a moça por causa do partido do qual ela faz parte ( PCdo B ). Não se esqueça que partido nenhum é bom e quem endeusa político não possui parâmetro para discutir sobre política. E sim, concordei com ela sobre a cultura de estupro que muitos não enxergam. A pessoa que cultua a ideia de que uma moça por estar de mini saia mereça ser estuprada é a mesmo que a moça que foi roubada estar errada por usar o celular na rua.
Mas enfim, agora podemos pensar melhor acerca desses assuntos pois a seleção de galáticos foi tirada de campo. Que fique na cabeça uma linha de pensamento: herói não é o Neymar. Um bombeiro é um herói. Uma gari que limpa a Nossa Senhora de Fátima é uma heroína de verdade. Pessoas que participam de Ongs que salvam animais das ruas sim são heróis de verdade. O já citado policial, ou já citados professores sim são heróis de verdade. O caminhoneiro é um herói. Seus pais são verdadeiros heróis assim como seus amigos e amigas podem ser sua fonte de inspiração para ser algo melhor.
E sabe que eu fiz enquanto muitos ficavam assistindo jogo? Lendo. O que fará sempre o brasileiro um ser atrasado e ignorante é a simples falta da leitura na vida. Pois, ao ler, você adquire conhecimento além de falar melhor e escrever melhor. E nem citarei o campo musical pois quem ouve música pobre, pobre de espírito e cultura será. Até 2022.
Nas redes sociais então, presenciei algumas pessoas que na época falavam que não iam assistir a copa, boicotar a seleção pois estavam juntos com os caminhoneiros. Esta mesma parcela xingaram fervorosamente a jornalista Rachel Scherazade quando a mesma fez um vídeo aonde ela enfatizou sua posição contrária a greve. Certa ou errada, a moça simplesmente emitiu a sua opinião ao contrário dos "maria vai com as outras" que simplesmente foram na onda para não ficarem de fora. O mais engraçado disso e bem contraditório foi que, ao mesmo tempo que apoiaram os caras, não deixaram de formarem filas quilométricas para deixarem os carros e motos cheios ao invés de protestar pelo preço do combustível da forma correta: boicotando. Mas quem quer andar de ônibus ou pegar a bicicleta. Mas foram todos caminhoneiros. Mas veio a copa e quando a seleção canarinha está em campo, esquecemos dos assuntos relacionados acima além do desemprego, da conta de luz que aumentou ou até mesmo da recente liberdade de Zé Dirceu que de Zé não tem nada. Zé é quem acha que fazer vídeo na Rússia com uma bela moça russa gritando "buceta rosa" num autêntico momento em que brasileiro se acha esperto falando português para o "otário" do gringo não entender. Esse acontecimento me lembrou um episódio que ocorreu em pleno costado na Copersucar aonde o brasileiro metido a esperto ficou bem quieto. No momento em que atracava um navio açucareiro, um cidadão que se encontrava ao costado começou a xingar em português em tripulante do navio chamando o cara de corno e que a mulher dele estaria do outro lado do mundo com outro cara... Navio atracado, o cidadão continuou o xingamento mas não notou que vagarosamente o até então "gringo" descia calmamente do navio e indo na direção do esperto falou no melhor português: " Corno é teu pai e se falar mais um ai te quebro ". Ele não contava que brasileiros também trabalham em navios e tomou uma lição de como não deve ser malandrinho.....
Mas voltando a buceta rosa, muitos artistas se pronunciaram solidariamente a favor da moça russa, alegando o desrespeito por parte dos brasileiros em questão. Totalmente válido. Mas, aonde estavam esta mesma classe artística quando um mc fez uma letra aonde se fazia claramente uma apologia ao estupro? Todos calados.... Julgam a buceta rosa mas acham legal dançarem nas festinhas funks de letras tão explícitas quanto a brincadeira dos infelizes. Muito engraçado.....
E por fim, outro episódio que chamou a atenção foi a entrevista da candidata Manuela D´ Ávila no programa Roda Viva em que posta numa verdadeira caça as bruxas, teve sim a inteligência de tecer suas opiniões mesmo com uma comitiva chata que fizeram de tudo para a moça não falar. Não estou aqui divulgando que irei votar nela mas fica fácil ir contra a moça por causa do partido do qual ela faz parte ( PCdo B ). Não se esqueça que partido nenhum é bom e quem endeusa político não possui parâmetro para discutir sobre política. E sim, concordei com ela sobre a cultura de estupro que muitos não enxergam. A pessoa que cultua a ideia de que uma moça por estar de mini saia mereça ser estuprada é a mesmo que a moça que foi roubada estar errada por usar o celular na rua.
Mas enfim, agora podemos pensar melhor acerca desses assuntos pois a seleção de galáticos foi tirada de campo. Que fique na cabeça uma linha de pensamento: herói não é o Neymar. Um bombeiro é um herói. Uma gari que limpa a Nossa Senhora de Fátima é uma heroína de verdade. Pessoas que participam de Ongs que salvam animais das ruas sim são heróis de verdade. O já citado policial, ou já citados professores sim são heróis de verdade. O caminhoneiro é um herói. Seus pais são verdadeiros heróis assim como seus amigos e amigas podem ser sua fonte de inspiração para ser algo melhor.
E sabe que eu fiz enquanto muitos ficavam assistindo jogo? Lendo. O que fará sempre o brasileiro um ser atrasado e ignorante é a simples falta da leitura na vida. Pois, ao ler, você adquire conhecimento além de falar melhor e escrever melhor. E nem citarei o campo musical pois quem ouve música pobre, pobre de espírito e cultura será. Até 2022.
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