segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Green Day - Revolution Radio
O trio Green Day é aquela típica banda que deixa muito cara metido a true de cabelo em pé quando algum amigo do tal true se dizer gostar muito da banda. Fazendo parte da leva que muitos amam odiar, eles lançam mais um ótimo disco, para alegria de alguns e a "revolta " de outros. Alguns sofrem daquela síndrome que, se é mainstream é ruim, sendo legal somente bandas do underground ou mesmo de metal. E mesmo as de metal, uma das regras é ser subterrânea até o fim. Se fizer sucesso, traiu. Se curtir Green Day está traindo o metal verdadeiro. Você acha que eu estou brincando? Ainda possui muito cabeça de vento que possui tal opinião e que leva a sério este discurso de moleque revoltado que fica de cara feia no recreio do colégio. Como não sofro deste problema, ouvi atentamente este disco novo dos caras e afirmo que é tão legal quanto os antigos mas que mantém a pegada dos últimos álbuns só que melhor e com mais garra. O tempo dado ao grupo fez bem e Revolution Radio se consagra graças a músicas cheias de energia e refrões grudentos. Somewhere now abre o disco já detonando tudo e faixas como Bang bang, Revolution Radio, Say goodbye, Outlaws, Too dumb to die, Troubled times e Forever now fazem o brilho do disco de forma honesta e mostrando que eles não necessitam cativar idiotas e sim aqueles que curtem um rock n´roll com pitadas de punk rock e de forma acessível. Billie Joe pode ser um chiliquento mas quando canta e toca sua guitarra base faz muito a diferença e tendo uma cozinha pulsante com Mike Dirnt no baixo e Tré Cool na bateria não há dúvidas do porque do sucesso destes caras e da facilidade em criar temas viciantes. Podem falar o que quiserem mas o Green Day toca rock e rock de qualidade.
Um dos melhores discos do ano passado sem sombra de dúvida. Para ouvir sem moderação e com a mente aberta.
Baby Screams / The Strange Flowers - split
Pink Floyd - A saucerful of secrets/ More.
Falar de algo do qual você mais gosta é um prazer, uma dádiva eterna. E no último sábado, a terceira feira de discos realizada no gonzaga provou o quão a música de verdade permanece viva e atuante, contrariando o mundo cada vez mais massificador e manipulador ao extremo numa sociedade fadada a ser habitada somente por acéfalos. Rever amigos, adquirir itens que gosta, dar ótimas risadas.... não estou descrevendo nenhum baile funk nem um festival de música eletrônica nem muito menos algum desses eventos do apocalipse como são as micaretas, carna folias ou eventos protagonizados por sertanejos com cara de emo.
Alguns itens serão descritos separadamente, por isso comecemos por estes dois discos soberbos do Pink Floyd, duas obras primas inclassificáveis da música mundial, obras essas que conseguem ultrapassar a barreira do tempo e passar modismos que ainda discos assim são apreciados. A saucerful of secrets e More são itens obrigatórios, viajantes, que ganharam uma geração pronta para uma musicalidade que caminhavam lado a lado com certa estranheza e experimentalismos dignos de palmas. E desde quando precisamos ser normais o tempo todo? Em 68 e 69 esses camaradas mostraram para o mundo o quão criativos eles eram e reverteram toda loucura e genialidade em dois discos fabulosos. A saucerful of secrets foi lançado em 68 e , de acordo com informações de amigos, foi a estréia de David Gilmour na banda e aparentemente o último registro a ter algo de Syd Barrett no grupo, um desses caras que viajaram na própria loucura e nunca mais voltaram. Em 7 faixas, o que tenho em mãos são jóias lapidadas aonde cada uma possui seu próprio brilho e viagem. Let there be more light, Remember a day, Set the controls for the heart of the sun, Corporal clegg, A saucerful of secrets, See-saw e Jugband blues são fascinantes, algo sobrenatural e sim, temos aqui obras para nos fazer felizes. Gilmour já dava sinais que ia brilhar mais e mais e sua guitarra está lá, sempre bem tocada e com aquele feeling genial, coisas que poucos podem fazer. More veio na sequência e mais uma aula musical foi me dada nesta trilha sonora deste filme que deve ser algo muito louco. Imagine um filme cuja trilha é feita pelo Pink Floyd... lindo não? E mais 13 temas são tocados e já sem Syd, a banda agora contava com a formação que seguiu e é conhecida nos dias de hoje. Uma aventura sobre sexo, drogas e temas como The Nile song, Crying song, Green is the colour, More blues, Quicksilver, A spanish piece e o final com Dramatic theme podem ser uma mistura letal ou mesmo uma chance de viajar para bem longe deste mundo manipulado. Todos temos o direito de se divertir no que quiser, com quem quiser e aonde quiser e discos assim nos ensinam o quão paranoicos e sem vida estamos ficando graças as fotos em excesso ou até mesmo a falta de falar pessoalmente o que pensa, se escondendo cada vez mais por trás de computadores e smart phones de última geração. Precisamos de encontros, necessitamos de estarmos com alguém, podendo ser seu amigo ou sua namorada ou amiga do peito. E que essas conversas tenham este e outras maravilhas como trilhas sonoras. Esta minha vida é boa pois tenho música e pessoas legais sempre perto de mim. E dane-se quem pensa ao contrário. Estou errado?
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
Zimbo Trio - Idem
Nara Leão - Garota de Ipanema
domingo, 8 de janeiro de 2017
Ace of Base - The Bridge
Algumas belezas que me alegraram neste final de ano.
Olha só quem voltou, após um tempo sem pc aqui em meu lar, o ano de 2016 se foi mas já traz um 2017 com muitas reclamações por parte dos chamados chorões virtuais e olha que o ano nem começou. Não foi segredo que 2016 foi um ano difícil mas mesmo assim houveram algumas celebrações a vida, ao amor e a boa música. Foi em 2016 que realizei meu sonho de ver um show do Guns n´Roses, assim como o feito de passar direto sem nenhum exame na faculdade, mesmo com a turbulência e a burocracia da Unimonte em alguns aspectos. Consegui terminar o ano empregado e tomara que algo seja feito pela Libra Terminais pois ao contrário de alguns reclamões na empresa, eu torço sim para que a Libra cresça novamente assim como o porto em geral pois com isso irá gerar mais empregos e uma luz ao final do túnel. Mas, falando de música e eu prefiro falar sobre música, alguns disquinhos bem interessantes apareceram começando com este Cause & Effect, um trio formado na época por Robert Rowe ( guitar/vocal), Keith Milo ( vocal, sintetizadores e programações) e Richard Shepherd ( bateria, programações e vocal) que lançou este disco chamado Trip ( se for o contrário me avisem) em 94 e cujo feito não era do meu conhecimento. Durante a audição, notei que o pop eletrônico feito por eles é algo bem agradável de ouvir. Não é necessário ser clássico ou a oitava maravilha do mundo, basta ser interessante. Pode ser que ouvindo mais vezes, ele cresça mais em termos de interesse mas o que ouvi me fez satisfeito. Outro disco que me apareceu e que foi lançado mais ou menos na mesma época foi Fear do grupo Toad and the wet Sprocket que causou um certo burburinho graças a maravilhosa Walk on the ocean, uma daquelas baladas soft de dar gosto de ouvir. Outra composição brilhante deste disco é All i want, que também segue esta linha calma e pacífica. O restante do álbum é bacana mas necessita de mais audições para ver como se saem o restante do disco. Não é ruim, apenas não ouve aquele agrado imediato. Já o disco Atmosphere da banda Bad Habit me cativou logo de cara em 13 faixas estupendas e mostrando um hard rock com um toque bem vindo de aor. Lembro que já tinha um disco deles mas este está bem melhor e quem curte Bad English, Jaded Heart ( antigo), Work of art entre outros terá mais este para ouvir e rolar naquele momento agradável entre você e a sua namorada. Todas as faixas são memoráveis mas comece por I wanna be the one, Fantasy, Angel of mine, We are one, Only time will tell e Save me mas podendo ficar tranquilo já que o restante do disco é tão bom quanto as faixas citadas. Finalizando esta resenha tenho em mãos um dos melhores grupos de southern rock já aparecidos para nos alegrar e ver uma luz ao fim do túnel: Blackberry Smoke. Like an Arrow vem na sequência do primeiro disco só que melhor e muito mais classudo. O Blackberry Smoke é a resposta para alguns imbecis que cometeram a blasfêmia de dizer que o Kings of leon era southern rock. Além de surdo, um ser humano que comete este tipo de crime merece uma surra de taco de beisebol ou mesmo um castigo de ouvir sertanojo universiotário. Faixas como Waiting for the thunder, Let it burn, The good life, Sunrise in Texas, Workin´for a workin´man e a sensacional Free on the wing cuja participação dum ícone do porte de Gregg Allman só abrilhanta mais ainda uma faixa que já seria brilhante mesmo se fosse só feita pela banda. E este disco foi ouvido na passagem de ano, enquanto que muitos pobres coitados tiveram de se sujeitar a ir na praia ver queima de fogos, ver gente da pior espécie com suas músicas fazendo jus a escrotice como seres humanos. Cheguei numa determinada fase da minha vida que prefiro ficar em casa ouvindo o que gosto do que me sujeitar a sair para esquentar a cabeça e ouvir música ruim.
Bom, foi isso e que em 2017, alguns discos sensacionais apareçam para nos fazer cada vez mais humanos e que menos pessoas sejam idiotas......
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