sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Temple of Souls - Vários

Marcelo Kpta merece desde meus cumprimentos por esta belíssima coletânea que abrange uma parte do underground brasileiro composto por bandas das vertentes gótica/eletrônica/ pós punk mas algumas coisas chatas constam aqui. Que chegue logo a próxima edição!!!! Bom, falando das belas bandas, dos destaques temos desde já um orgulho daqui da baixada. Estou falando do Harry, banda que tem o inigualável Johnny Hansen que conta aqui com uma inédita, So easy so hard, desde já uma das melhores faixas da carreira desses clássicos seres. Outra que merece um destaque é o Dawnfine com Adventures life e traz um som eletrônico bem legal e uma faixa para rolar na pista da Angst. The Chanceller, Blue Butterfly e Electro Bromance também são espetaculares nesse tipo de som e caso curta muito as vertentes mais dançantes, recomendo todos esses.
Outros destaques maravilhosos vão para o Plastique Noir com a faixa Askloromy domine, Das Projekt com The sound of your heart, o sempre ótimo Scarlet Leaves com Luxuriae, Olam Ein Sof ( projeto folk celta com o vocalista do Arum) e o pesado Desrroche num pique meio Marylin Manson.
Agora há algumas pisadinhas na bola como Outro Destino, a fraquinha Fake Dreams e a metida a Legião Urbana/Capital Inicial antigo Poetika com a bobinha A hora da chuva. Mas no geral, temos uma bela compilação honesta em que grande parte traz o que há de melhor na música nacional e caso queira algo legal na música nacional esqueça rádio ou televisão aberta. A música de verdade está no underground. Underground esse que está mais forte do que nunca. Marcelo, lance logo a próxima parte. O bom gosto agradece.

Iron Woods - Gods and Men

Certas bandas nascem para ser aquela da qual você irá ouvir pela primeira vez e já se tornar fã desde então. São essas bandas das quais conhece ao vivo e sendo assim irá querer adquirir o material físico dos caras e o Iron Woods foi uma dessas gratas surpresas maravilhosas que fazem uma noite mais bela. Lançando seu quarto disco, esta banda de Taubaté formada pelo núcleo principal da banda, Holykran ( vocal, guitarra, teclados e flalta), Iser ( baixo) e Guerriera Nox ( bateria ), trazem neste cd 8 faixas para viajar sonora e culturalmente cujas músicas transmitem uma beleza que se alia a peso de forma natural e mostra o quanto as bandas extremas estão cada vez mais ricas em suas sonoridades. E aqui não é diferente com faixas do porte de The voice of battle cry ( antecedida por uma bela intro), We live to fight ( puta som!!!!!), The time has come to fight ( gruda na cabeça), Pagan glories ( come from the sky), Gods and men, The bloodline for heathen pride e a faixa Outro ( quanto tempo que não vejo está faixa fechando algum disco de extremo).
Fãs da música praticada pela banda e fãs de metal em geral devem ter esta obra e parabéns a esta banda por esta obra prima musical.
Candidato a entrar entre os melhores discos de 2016. Recomendo!!!!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Thorhammer Fest - 7/9/2016

Ontem foi uma noite muito satisfatória para quem estava na depre de não ter ido ao show do Rammstein no Maximus Festival. Ainda fico meio triste quando alguma banda toca um Brasil e acabo não indo. Mas prefiro olhar com um saldo positivo pois o meu dia foi sensacional, na companhia de amigos de verdade e outras pessoas das quais tive o prazer de conversar lá no festival. Há quem fique postando coisas do tipo falar mal de festival x mas a verdade é que o cara ou a garota em questão está morrendo de vontade de ir mas não admite. É mais comodo para sua cabecinha oca xingar pois xingando tira a sensação de vazio, ofusca sua carência por atenção e isso não é legal. Fico feliz para quem foi ao festival pois as outras bandas escaladas também tinham para dar um puta show como o Disturbed, Black Stone Cherry ( fantástica!) e até o senhor Marylin Manson mesmo não assustando mais ninguém promete sempre um bom show.
Voltando ao Thorhammer, o festival está de parabéns na escalação das bandas em primeiro lugar. Todos os shows vistos ( só não conseguimos ver o show do Artanus) foram ótimos e o que eu presencia foi um show de músicas cativantes, músicos tocando muito bem e representando seus ideais de forma sincera ao contrário de muito picareta metido a viking que só porque leu um livrinho qualquer e já se acha o discípulo de Odin. Sou discípulo do Caio Mário..... Brincadeiras á parte, foi bem produtivo e saí de lá bem comigo mesmo e feliz por preencher meu cérebro com conteúdo.
A primeira banda que vimos foi o SENSACIONAL IronWood e seu som avassalador. Divulgando o novo disco God and Men, os caras mostraram que o Brasil tem banda boa no estilo proposto e não brinca em serviço. Alguns destaques do disco novo, como We live to fight ( foda!!!!) e The time has come to fight, deram um tempero sensacional juntamente com outras faixas desses guerreiros que levam a bandeira do heavy metal de forma meteórica e acima de tudo a sinceridade de falar sobre algo do qual tem estudo e embasamento. E o disquinho adquirido promete mais uma resenha extremamente favorável e você verá escrito de final: recomendo.
Na sequência umas das melhores bandas de doom metal daqui adentrou ao festival de forma simples e mandou um puta show animal: Mithological Cold Towers. Conforme meu brother Rodrigo, era a banda favorita dele aqui e disse inúmeras vezes como era fã dos caras. E vendo o show comprovei mais uma vez que Rodrigo possui um ouvido de ouro para ouvir sons e descobrir talentos. Que show incrível, do começo ao fim, algo para guardar na memória por um bom tempo. Mesmo sem baixista, a banda mandou um repertório excelente e saiu do palco ovacionado e foi merecido sem sombra de dúvida!!!!!
Após este show veio da Romênia o Bucovina e seu metal todo classudo e com influências medievais, principalmente nos vocais limpos, um show á parte. Os caras estavam bem receptivos e fizeram um grande show e recomendo ir ao Manifesto bar vê-los pois trata-se de um show de extremo bom gosto.
Fechando a noite tivemos o King of Asgard que mereceu o título de headliner graças a um show muito foda, pesado e melodioso. é incrível como a turma do viking metal/ celtic são extremamente criativos e sabendo que dois integrantes foram do igualmente soberbo Mithotyn vemos de onde veio toda aquela musicalidade. Foi um grande show e um grande desfecho desta edição que promete no ano que vem, inclusive com mais uma grandiosa participação dos santistas da Opus Tenebrae representando o heavy metal santista mais uma vez. E até o dia 17/09 aonde terão além da Opus, o igualmente matador Empire of Souls e..... Luxúria de Lillith. Até mais......

domingo, 4 de setembro de 2016

The Police - Ghost in the Machine

Encerrando esta parte de resenhas, um disco duma banda da qual não se pode tecer algum comentário ruim ou mesmo desrespeitoso. Porque se há uma banda da qual temos que enaltecer como a banda perfeita é o The Police ou eu estou errado? Sting, Andy Summers e Stewart Copeland juntos eram imbatíveis numa sincronia mágica entre um baixista com uma voz impecável, um guitarrista certeiro e um baterista que tocava com uma leveza tão fácil que parecia algo simples em suas mãos.
E aqui em 11 faixas, temos mais uma prova da força de escrever temas musicalmente ricos mas assim conseguir gravar hits que ficavam na cabeça das pessoas. Spirits in the material world já começa com vitória e como eu ouvi esta música quando era adolescente.... Every little thing she does is magic também é algo maravilhoso, uma música que une talento e um refrão grudento..
Outras faixas são bem legais como Demolition Man, Secret journey e One world ( not three) que mantém o pique no disco. Você tem todo o direito de não gostar do The Police. Agora falar que algo desses caras seja uma "merda" só atesta o grau de surdez ou de estupidez caso ouvir bem.
Recomendável para ir contra a maré de imbecilidade que assola a música atual.

Santana - IV

Hoje é meu aniversário. E fazer 39 anos sem ter que dar satisfação a esposas que acham legal mandar, ouvindo um som e ainda ter que lidar com uma nova geração de retardados é uma vitória. Uma dádiva, enfim. Mas, ao mesmo tempo que temos uma geração completamente desmiolada dum lado, algumas exceções me dão a esperança de deixar este mundo para futuros adultos e espero que aumente este número porque está complicado....
E no rock ou mesmo na música em geral, a coisa não é diferente. Quando vemos cada dia que passa nossos ídolos se aposentando ou morrendo, vemos também que as bandas e artistas de qualidade atuais não seguem no mesmo ritmo mas temos exceções de gente de talento tentando um lugar neste mercado competitivo que é o mercado da música. E quando um cara igual ao Santana se aposentar de vez, ele vai querer que o som continue rolando. Se bem que o guitarrista não andava gravando coisas lá muito boas vide exemplo os discos dos quais gravou com vários artistas cantando aonde acertou em alguns ( a música com Steven Tyler é sensacional) e errou terrivelmente em outros ( Rob Thomas é muito chato). E após mais alguns discos similares eis que o guitarrista retorna com IV. Conforme informações, esta é a formação que gravou alguns discos clássicos do bigodudo, incluindo Neal Schon, guitarrista do Journey e que ainda montou a obra prima em forma de banda chamado Bad English e ainda um projeto com O vocalista do Van Halen, mais conhecido como Sammy Hagar. E com um time de músicos assim, nada poderia dar errado em termos musicais neste disco. Ok, não seria dado uma nota máxima pois se é um negócio que não curto muito é esse lance do Santana de incorporar essas percussões e ficar parecendo um caribenho de churrascaria. Mas ok, não posso também falar que o disco é uma porcaria pois aí eu estaria sendo injusto demais e IV é um disco agradabilíssimo de ouvir mesmo com o lado caribenho citado acima.
Alguns destaques vão para Shake it, Anywhere you want to go, Leave me alone e a lindíssima Forgiveness que fecha o álbum com classe de veterano.
De 0 a 10, este disco levaria um 8. Caso goste da carreira mais clássica do cara com o cara com sobrenome de carro, adquira agora mesmo. Discaço.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Joe Satriani - Shockwave Supernova

Quem tem saco para guitarrista pentelho? Já disseram isso uma vez: quem gosta de pirulito é criança. Guitarrista pirulitero é igual a patrão metido a mandão: é chato e acha que só ele sabe as coisas e ninguém mais tem o direito de saber. Graças aos céus de vibrações, Satriani é o oposto desses malas sem alça. Satriani é aquele cara que é o 'big boss ' no que faz mas ainda assim o faz com feeling e mostra tudo que sabe sendo simples. Não confunda simplicidade com simploriedade. O que Satriani é e que todo guitarrista deveria ser é mostrar que tal instrumento foi feito para criar temas legais, daqueles que irá ouvir com muito carinho ao mestre. Levando para a faculdade, ele seria o professor que sabe a matéria mas que não precisa explicar tudo de forma complexa pois quer cativar o aluno e não deixá-lo puto da vida.
Neste disco lançado em 2015 o cara simplesmente mandou mais uma aula de como fazer um som instrumental sem a menor falta de algum vocalista. Aqui a guitarra canta e encanta. Em 15 temas ( ou melhor, obras de arte) obtive destaques maravilhosos como a faixa título, um rock n´roll de pegada e uma guitarra soando de forma única. Lost in a memory é outro petardo, assim como San Francisco blue. Vale ressaltar ainda os caras que acompanham o mestre e se acha que Satriani fica querendo confete somente para ele, está enganado.
As duas últimas faixas, Stars race across the sky e Goodbye supernova mostram que lindas melodias fazem parte do seu repertório. Resumindo, um cara que consegue ir a todas as vertentes e ainda assim soar unicamente merece todos os prêmios.
Há personagens e caricaturas de si mesmas. Em que lado você acha que Satriani se enquadra? Fica a dica de quem o considera algo simplório: pirulito demais pode causar diabetes. Pobres fãs do Malmsteen....
Até.....
Keep on movin´.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Motörhead - Bad Magic

Pelos cálculos deste blog, este seria o centésimo post escrito. Se for mesmo ( e o sistema não erra), nada melhor do que falar sobre o último disco de estúdio da lenda Motörhead, o último suspiro criativo do cara que poderia ser o seu tio rocker e cheio de histórias e ensinamentos. Lemmy ainda está vivo pois minha ficha de sua morte ainda não caiu, desde o final do ano passado. Certas figuras lendárias ás vezes são tão imortais em nossas mentes que custa a crer que um ícone desses tenha ido embora da face da Terra. É triste porém realístico que nossos ídolos também são seres de carne e osso que envelhecem. Mas, como este acontecimento é algo normal e de que todos passamos por isso, o que resta é ser feliz na maior parte da vida e aproveitá-la da melhor forma possível e a forma da qual escolho é ouvir o que eu gosto e estar com meus amigos.
Confesso que quando o ouvi pela primeira vez achei um disco meio " cansado" devido a voz de Lemmy já não ser mais aquela voz forte de outrora. Porém o instrumental sempre preciso de Phil Campbell e Mickey Dee seguiu a qualidade de sempre e sempre com energia deu seu show em Bad Magic. Ouvindo o disco em casa, o disco soou melhor no som e Lemmy destruiu na segunda audição. A falta de força na voz é desculpada pois estamos falando dum cara debilitado gravando músicas e mais: que dedicou até o último minuto sua vida ao rock n´roll.
Quando o disco abre, temos Victory or Die, uma vigorosa faixa e que anima para o que vem no restante do disco. Outras pérolas estão neste disco como Thunder & lightning, Firestorm hotel, Electricity, Till the end, entre outras que recomendo ouvir em alto e bom som.
A cover para Symphaty for the devil dos Stones ficou bem legal e fechou o disco da forma que Lemmy sempre viveu sua vida: descompromissada, despojada e com senso de humor.
O que digitei sobre Bowie cabe perfeitamente a Lemmy. Ambos souberam de alguma forma driblarem a dor de partir criando arte para nós seres humanos mais felizes do mundo por ter a dádiva de poder ouvir a obra desses caras.
Só quem realmente gosta de música sabe do que estou falando. Mas agora preciso voltar a aula pois a vida não é somente ser feliz.... Obrigado Motörhead enquanto durou e que Lemmy esteja curtindo o céu de artistas capazes de mudar o universo de alguém.
Até....