Fechando a noite das resenhas, uma em especial merece meu destaque. Quando fechei a compra das bandas Reffugo e Deadpan ( citadas em resenhas anteriores), pedi para o senhor Luiz Carlos Louzada para acrescentar no pacote alguma banda de black metal da qual ele poderia indicar a minha pessoa. E a indicação veio do Rio Grande do Sul. Senão vejamos: uma banda cujo nome é Abate Macabro. O nome do disco chama-se Açougueiro Brutal Black Metal. Na foto da banda temos 3 caras com a cara pintada. Pronto. Era só o tempo para colocar este disco no som e se divertir e ficar embasbacado com o poderio das 9 faixas deste álbum. Em quase 50 minutos de música, o Abate Macabro ganhou meu respeito logo de cara com a faixa Scars na qual o ouvinte vai se preparando para a seguinte, Battle cries of Freedoom, uma aniquilação matadora e 3 caras afiados cuja proposta é ser extremo no som e contestador. Lógico que pessoas dotadas de sentimento acima do permitido irão ficar doentes do estômago ao ouvir faixas cujos nomes falam por si: The antichrist weapon forged in black metal, Defecating in Christ´s viscera ou mesmo Jesus Christ bastard crucified. Da minha parte, encaro como uma forma de contestar contra a igreja mas Jesus também nem deve de ligar muito com isso até porque ele não tem culpa do ser humano pregar de terno e gravata, entregar papelzinho na rua ou mesmo de fazer perguntas como " você aceitou Jesus?". Outras belas surpresas estão no ótimo cover do Immortal para a faixa Unsilent storms in the north abyss ou mesmo na instrumental intitulada como Instrumentos para um abate.
Independente de posicionamentos religiosos, a banda pratica um som extremo e que nunca deixa a peteca cair como o black metal anda ultimamente aliás. Recomendo para amantes do extremo em geral. E obrigado Batata pelas indicações!!!!!
sábado, 29 de julho de 2017
Deadpan - In Aliens we trust
Em mais uma grande caça a descobertas, uma banda da qual sempre quis conhecer devido a indicações positivas. Outra banda pertencente ao selo do Batata, o Deadpan mostra um death metal técnico e um conceito bem bacana por trás das letras de In Alien we trust. A história é contada durante o andamento do disco e no encarte há cada parte contada pelo vocalista e guitarrista Gustavo Novloski mostrando que o cara leva muito bem em falar dos seres de outros planetas. Com um planeta cada vez mais caótico e o ser humano vendo a possibilidade de ser destruído por ele mesmo, o alienígena descrito na história possui a difícil tarefa de dar um jeito nisso aqui. E cada faixa é um capítulo e cada capítulo temos uma trilha sonora impecável. Apesar de trilhar num caminho mais técnico, em momento algum o Deadpan soa chato pois utiliza de tal artefato para satisfazer o fã com um som guiado pelo feeling mas com doses de complexidade.
Em 6 partes, temos altas doses de death metal, sendo praticamente impossível eleger uma única faixa. A mature song, Unmasked living, In aliens we trust, Life olympic games, Standard e Two faces são extremamente cativantes valendo muito a pena ir nesta viagem metálica.
Com o ser humano cada vez mais fadado a ser idiota e manipulado por questões profissionais, este disco poderia servir como um auto ajuda, uma espécie de estímulo para o homem parar de pensar somente em status, poder, grana e começar a desfrutar das coisas bonitas que o planeta traz de melhor. Enquanto não temos uma melhora ou mesmo enquanto o mundo não vai para os ares, vamos ouvindo pedradas magníficas deste trio. E você?
Em 6 partes, temos altas doses de death metal, sendo praticamente impossível eleger uma única faixa. A mature song, Unmasked living, In aliens we trust, Life olympic games, Standard e Two faces são extremamente cativantes valendo muito a pena ir nesta viagem metálica.
Com o ser humano cada vez mais fadado a ser idiota e manipulado por questões profissionais, este disco poderia servir como um auto ajuda, uma espécie de estímulo para o homem parar de pensar somente em status, poder, grana e começar a desfrutar das coisas bonitas que o planeta traz de melhor. Enquanto não temos uma melhora ou mesmo enquanto o mundo não vai para os ares, vamos ouvindo pedradas magníficas deste trio. E você?
Reffugo - Christ Agony
A música underground mostra mais uma vez do que pode ser capaz. Para começar, não posso deixar de citar nesta resenha um cara que batalha para realizar algo muito bacana em pró do metal e este cara chama-se Luiz Carlos Louzada. Graças a seu ouvido afiado, este cidadão possui um selo aonde grande parte das bandas são de extrema qualidade e os paulistas do Reffugo não foram diferentes neste quesito e finalmente tenho em mãos Christ Agony. Liderado pelo também batalhador Rodrigo Malevolent ( baixo/vocal), a banda pratica um death metal sensacional e muito bem tocado. Vinicius de Souza e Wellington Simões brilham no trampo das guitarras muito bem tocadas e pesadas. Levi Tavares ( bateria) não fica por menos nesta história já que o cara é um dos melhores do estilo no quesito baterista. Em 10 sons animalescos, temos uma aula de como ser extremo bem feito em pedradas do naipe de Immortal Beign ( cacetada), Reffugo, Man of darkness, Damned chaos, Lucifer, Carnal desire ( opa, eu conheço este nome...) e o fechamento com Let´s drink aonde vale a pena ouvir a faixa até o final mas não contarei para não estragar a brincadeira.
Me sinto orgulhoso por fazer parte disso e bandas como Reffugo me fazem acreditar que ainda temos alguém querendo contestar esta merda toda e ainda assim fazer um puta som. Detalhe importante: a foto que consta da parte de dentro do encarte foi justamente no show do qual fui e gostei muito do som.
Enfim, são discos assim que me fazem crer que a vida pode ser legal quando feita da maneira que não aja regras de moda nem do que você precisa ouvir para ficar "por dentro". E um abraço especial ao Rodrigo, que você continue na batalha sempre pois o metal precisa muito de caras com a sua garra e perseverança. Discaço de primeira qualidade!!!!!!!!
Me sinto orgulhoso por fazer parte disso e bandas como Reffugo me fazem acreditar que ainda temos alguém querendo contestar esta merda toda e ainda assim fazer um puta som. Detalhe importante: a foto que consta da parte de dentro do encarte foi justamente no show do qual fui e gostei muito do som.
Blackjaw - Anticlimax
Voltando as resenhas nesta noite de sábado, o início não poderia ter começado melhor. Esta banda e mais especificamente este disco ficarão em meu som por um longo tempo. O quinteto formado por Ravi Fernandes ( vocal), Rodrigo Ribeiro e Silas Filho ( guitarras), Juliano Amaral ( baixo) e Thiago Nascimento ( bateria) finalmente lançaram Anticlimax e merece destaque logo de cara no acabamento gráfico, aonde temos uma capa bacana fora todo o encarte estar bem caprichado. Mas não adiantaria lançar o gráfico caprichado caso o som fosse uma tortura. E para o bem da humanidade e para o bem da música, Anticlimax é um disco super agradável do início ao fim, contendo 11 faixas estupendas, recheadas de músicas melódicas na medida certa. Ser rotulado como somente hardcore seria bem pequeno e comodo para classificá-los já que aqui temos uma ótima salada de estilos aonde o foco principal é um som mais alternativo e menos pesado. Sim, o Blackjaw não é distorcido, gritado, urrado. Até arrisco em dizer que, uma pessoa que não tenha o rock como sua preferência, uma pessoa de fora do eixo roqueiro pode apreciar como um ótimo item musical. Aliás, só um surdo para achar que algo aqui seja pesado demais ou que trata-se de "barulho". Portanto, o Blackjaw merece a atenção por ser acessível mas não fútil. Confesso que estava meio para baixo antes de ouvir este disco. Mas ao pôr este disco, me veio uma paz sensacional, um momento que só a música pode lhe ajudar no momento o que é uma dádiva eterna ter música em casa para poder ouvir. Das faixas aqui, podemos destacar Reverie, Time to unlearn, Drowning, Sovereignty ( que solo de guitarra inspirado), Fear the dawn, Distance, Eclipse além das restantes pois aqui TODAS elas fazem sua parte de nos deixar feliz ao ouvir cada uma delas. Os vocais de Ravi estão impecáveis e ele é um dos melhores deste estilo. Os já citados guitarristas também possuem uma técnica soberba sem a necessidade de malabarismos. E junto a uma cozinha rica, a banda já entrou em campo com o jogo ganho e a torcida na mão.
Após ouvir tal disco, o que veio em minha cabeça é o quanto sou privilegiado em ter discos assim em casa para apreciar cada momento, cada sonoridade. E sabe o que é o mais legal disso tudo? É que a cada audição, este disco tende a crescer ainda mais em meus conceitos. Fãs de Bad Religion, Face to Face, Anberlin, Garage Fuzz, Rise Against, Glasslight Anthem e similares pode comprar de olho fechado e sem ouvir. Este disco está sendo vendido por apenas 15 reais e pode ser adquirido pela própria banda. Uma ótima oportunidade de ter algo diferente em seu som. Parabéns a todos os envolvidos e um abraço especial a meu grande amigo Silas pela humildade de sempre. Caras assim merecem conquistar mais e mais por estar fazendo algo honesto e fora dos padrões modistas que assolam o mercado fonográfico atualmente. Pode gostar de bandas gringas sim. Mas dê uma olhada também nas bandas do seu cenário. Irá valer muito a pena cada momento de sua atenção.
segunda-feira, 24 de julho de 2017
Anneke Van Giersbergen - Everything is Changing
Finalizando a noite em grande estilo, em mãos o disco de estréia desta mulher que durante um bom tempo nos encantou no The Gathering mas que agora construiu uma bela carreira solo e suas contribuições no mundo da música fazem dela uma artista completa e que de quebra canta muito. Anneke veio com tudo nesta estréia solo e já familiarizado com este material, foi fácil ouvir e falar do disco após inúmeras audições. O legal dela é que não repetiu a mesma fórmula do Gathering nem de seus outros projetos. Ela realiza um som que simplesmente não merece perder tempo em classificar, de colocar algum rótulo. Ela flerta com o som alternativo em geral, desde o mais pesado até o mais pop e assim segue o disco. Destaques? todas elas. Sim, por serem diferentes entre si, cada um dessas canções possuem uma personalidade que faz ser destaque todo o álbum. Mas caso queira algumas referências então escute Feel alive, Everything is changing, Take me home, a emocionante Circles ( aonde sua voz mostra um poder inacreditável), Hope pray dance pray e a faixa que encerra este disco, 1000 miles away from you podem fazer você dar início a um conto de amor que eu já comecei e não possui hora para terminar. O segundo disco é tão legal quanto e recomendo ouvir e chama-se Drive.
Mas uma coisa eu preciso dizer e que não possui nada a ver com a música mas é necessário citar: olhando as fotos que constam na capa, contra capa e dentro do encarte, uma coisa precisamos concordar que Anneke é uma das mulheres mais lindas do universo!!!!!!!!
Boa noite em grande estilo.....
Mas uma coisa eu preciso dizer e que não possui nada a ver com a música mas é necessário citar: olhando as fotos que constam na capa, contra capa e dentro do encarte, uma coisa precisamos concordar que Anneke é uma das mulheres mais lindas do universo!!!!!!!!
Boa noite em grande estilo.....
Yes - Fragile
Acho que já disse um monte de coisas boas acerca desta banda que nem precisaria escrever mais sobre eles. Mas aos poucos estou fazendo minha coleção e agora o fantástico disco gravado na época de ouro, aquela da qual a nave veio e os deixou aqui, contendo 9 momentos dos quais agradecemos os comandantes desta nave por deixar estes dinossauros mágicos do rock em geral. Somente por Roundabout, este disco já valeria todos os prêmios vindos de toda parte do planeta. Mas temos peças musicais do naipe de Cans and Brahms, We have heaven, South side of the sky, Five per cent for nothing, Long distance runaround, The fish, Mood for a day e o grande final com a enigmática Heart of the sunrise. Lembrando que um disco do Yes não é somente um mero cd que se põe no som e sim um momento único aonde você é confortado com uma espiritualidade sem explicações. Apenas curta e aproveite a vida do jeito que você achar melhor. Boa noite
Nickelback - No fixed Address
Este disco pintou em mãos após o último e maravilhoso álbum Feed the machine. E ainda bem que o último disco foi melhor pois este No fixed address possui algumas escorregadas que, se não queimou o filme de vez, deixaram uma mancha de merda na cueca antes de lavar. Sim amiguinhos, o Nickelback também erra como todo ser humano e neste disco eles deram aquela derrapada. Mas, considerando a proporção aqui ( de 11 somente 2 foram erros) até que o estrago não foi tão fundo assim. Digamos que foi uma daquelas situações em que os caras falharam mas não a ponto de não falarem mais com os caras e queimar seus cds em praça pública sob a acusação de trair o movimento. Aqui há músicas com o padrão Nickelback de qualidade como Million miles an hour, Edge of revolution, Make me believe again, Get em´up e Sister sin, esta última com um toque de country bem sacado. Também mantém o nível intacto nas baladas e dá-lhe What are you waiting for ?, Satellite, The hammer´s coming down e Miss you feitas sob medida para as rádios tocarem e fazerem algumas donzelas ficarem com as calcinhas molhadas com a voz do Chad. Mas aí tem as duas músicas fracas....
Ok, vou ser menos rude com She keeps me up: ela é pop, mas até que possui um refrão legal e até passa entre as já citadas What are you waiting for ? e Make me believe again. Agora Got me runnin´round.... Ela já nasceu errada somente por ter a participação do medíocre Florida ( ou Flo rida) que conseguiu fazer o de sempre: nada. A parte da banda até está ok mas quando este rapper de meia tigela executa sua parte, a impressão que dá é que no clipe, caso tivesse um, apareceria algumas mulheres rebolando e aquele cenário de pseudo malacos se achando os comedores está feito com a banda sendo legal e adotando a política da boa vizinhança para com os manos canadenses.
Mas, como citei anteriormente, duas músicas ruins perto de outras 9 de qualidade não foi nenhuma tragédia e com Feed the Machine nas lojas, esta mancha negra foi apagada e os canadenses recuperaram a moral comigo. E a prova de que, mesmo fãs da banda, podemos sim apontar os erros que eles cometem pois o fã de verdade é igual a seu amigo de verdade: ele vai falar teu erro quando o mesmo acontecer sendo sincero com você. Fã que grita por tudo e diz amém a todas as coisas que o artista faz é o mesmo daquele "amigo" que passa a mão na tua cabeça e só te elogia. Pense nisso....
Ok, vou ser menos rude com She keeps me up: ela é pop, mas até que possui um refrão legal e até passa entre as já citadas What are you waiting for ? e Make me believe again. Agora Got me runnin´round.... Ela já nasceu errada somente por ter a participação do medíocre Florida ( ou Flo rida) que conseguiu fazer o de sempre: nada. A parte da banda até está ok mas quando este rapper de meia tigela executa sua parte, a impressão que dá é que no clipe, caso tivesse um, apareceria algumas mulheres rebolando e aquele cenário de pseudo malacos se achando os comedores está feito com a banda sendo legal e adotando a política da boa vizinhança para com os manos canadenses.
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